22 de mar de 2017

SAAEMG realiza o 2º Dia da Mulher Trabalhadora



O evento reuniu dezenas de mulheres da categoria



O Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais (SAAEMG) realizou no último sábado (18), na sua sede, o 2º Dia da Mulher Trabalhadora. O evento, que é comemorativo ao Dia Internacional das Mulheres, reuniu dezenas de mulheres que trabalham em diversas escolas de Belo Horizonte. Em sua fala, a presidente do sindicato, Rogerlan Augusta de Morais, lembrou a origem do Dia das Mulheres e ainda abordou as dificuldades que muitas enfrentam com a dupla jornada de trabalho.

“Somos milhares de mulheres no mercado e, muitas vezes, ainda temos de cuidar, sozinhas, das nossas casas e filhos. Precisamos dos homens ao nosso lado, pois o Dia Internacional das Mulheres deve ser todos os dias”, disse ela que também agradeceu a presença dos diretores do sindicato pela presença”.

O vice-presidente do SAAEMG, Amaury Alonso Barbosa, afirmou que “nada mais justo” que os homens “caminhem” ao lado das mulheres, sobretudo na atual conjuntura política, quando a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer prejudica ainda mais as mulheres. O dirigente sindical aproveitou para convidar as integrantes da categoria para participarem da 1º Corrida de Rua promovida pelo sindicato. O evento será no dia 09 de abril em comemoração ao Dia do Auxiliar de Administração Escolar (clique aqui para mais informações)


Também participaram do evento, os diretores José Aloísio Dias, Anderson Silva e José Geraldo Vieira. Clique aqui e veja as fotos do Dia da Mulher Trabalhadora no SAAEMG.

Não à violência
Durante o evento, foram oferecidos tratamento para os pés e mãos, maquiagem e massagem. Evandro Vasconcelos cantou vários sucessos da MPB como Chico Buarque, Elis Regina e Milton Nascimento. Antes, as trabalhadoras puderam assistir num telão vários filmes sobre a história do Dia Internacional das Mulheres. Ao final, um kit com produtos de beleza foi entregue numa sacola ecológica que tinha ainda o livro "As Margaridas" – uma publicação do sindicato que reúne os Direitos trabalhistas da mulher.



A auxiliar de administração escolar Patrícia Roncarati, que trabalha no Colégio Magnum, em Belo Horizonte, destacou: “Acho o evento positivo e conforme disse a presidente do sindicato (Rogerlan Morais), o Dia das Mulheres deve ser durante todo o ano. Chega de violência contra as mulheres e de salários desiguais”, pediu ela.


Auxiliares de Administração Escolar dizem não à reforma da Previdência



Em Belo Horizonte, cerca de 150 mil pessoas participaram do Dia Nacional de Greve da Educação




Os auxiliares de administração escolar de Belo Horizonte atenderam ao chamado do sindicato e se uniram a milhares de outros trabalhadores para protestar contra as reformas da Previdência e Trabalhista do governo Temer no dia 15 deste mês. As manifestações ocorreram em todo o país e reuniram um milhão de pessoas. Na capital mineira, cerca de 150 mil trabalhadores participaram do Dia Nacional de Greve da Educação.


Às 9h, o Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais (SAAEMG) e trabalhadores de várias escolas particulares de Belo Horizonte já estavam concentrados na praça da Estação. Durante a caminhada, que durou cerca de 4h, a categoria seguiu para a praça da Assembleia Legislativa de Belo Horizonte.



Ao lado de vários estudantes e professores que também aderiram ao movimento, a  presidente do sindicato, Rogerlan Augusta de Morais, considerou positiva a participação dos trabalhadores da educação.


“Essa grande participação no dia de hoje mostra que a sociedade entendeu a gravidade das propostas do governo Temer. Nós temos o direito de aposentar com dignidade. Não podemos nos conformar com essa reforma que tem como objetivo impedir a aposentadoria do brasileiro”, disse ela.


O Proposta de Emenda Constitucional do governo Temer (PEC 287/2016) quer acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição, propondo aposentadoria apenas por idade, aos 65 anos, indistintamente para homem ou mulher. A PEC estabelece ainda nada menos do que 49 anos de contribuição para o recebimento do salário da aposentadoria integral.


Vigilantes

Durante a caminhada, o vice-presidente do sindicato, Amaury Alonso Barbosa, pediu aos trabalhadores que ficassem atentos aos parlamentares mineiros que já anunciaram os seus votos em favor da “reforma” da Previdência.


“Vamos ficar vigilantes, pois não podemos reelegê-los nas próximas eleições. E essas ‘reformas’ não foram apresentadas aos eleitores durante as eleições de 2014. Se fossem, não seriam vitoriosas naquele ano. Sendo assim, o governo golpista do Temer não tem legitimidade para levar essa PEC adiante”, esclareceu ele.



Presente na manifestação, o auxiliar de administração escolar Marco Aurélio Bizarria Werneck, coordenador de Educação Física do Colégio Santo Agostinho, na cidade de Nova Lima – região metropolitana de Belo Horizonte – afirmou que a união dos trabalhadores nesse momento será fundamental para impedir qualquer retrocesso.


“Temos que marcar posição nessa atual conjuntura política que o país atravessa. Essa proposta de ‘reforma’ da Previdência prejudica todos os trabalhadores”.


Em seguida, ele questionou: Por que eles (governo Temer) não alteram as suas aposentadorias antes de atacar as nossas?


A auxiliar de administração escolar Kelli Gaudêncio, de 39 anos, funcionária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também criticou a atual proposta do governo e ressaltou que essa é uma luta de todos os trabalhadores.


“Essa é uma reclamação do setor público e particular. Por isso, essa é uma causa de todos nós”, argumentou ela.


Os diretores do sindicato Aloísio Dias, João Batista da Silveira, José Geraldo Vieira, Anderson Silva e todos os trabalhadores do sindicato também participaram da manifestação.  


Aposentadoria mais distante

A manifestação passou por diversas vias de Belo Horizonte, como as avenidas Amazonas, Olegário Maciel e praça Sete. Durante a caminhada, vários trabalhadores liberais e do comércio assistiram a passeata. A empregada doméstica Marli de Souza Cláudio, de 61 anos, era uma dessas pessoas que observavam os protestos.


A caminho do trabalho, ela contou que exerce a profissão há sete anos e contribui há 13 com a Previdência. Se a nova regra do governo for aprovada, dona Marli só vai se aposentar com 25 anos de contribuição, contra os atuais 15 anos que são exigidos pela lei.  
Para ela, a “reforma” vai prejudicar os mais pobres.


“Sou contra essa proposta”, afirmou ela.


O vendedor ambulante Marcos Alves, de 26 anos, que também estava na av. Amazonas durante a passeata, criticou a PEC 287/2016. Ele contribui há três anos para a Previdência e trabalha como ambulante há dois anos e meio. Se a “reforma” for aprovada, ele terá de contribuir por 25 anos.


“Eles (os patrões) falam que estamos atrapalhando o trânsito, mas estamos lutando pelos nossos direitos”, disse ele.


Clique aqui e veja as fotos do Dia Nacional da Greve na Educação. 


Crédito das fotos: Anderson Pereira

Seminário em BH vai discutir o desmonte da seguridade social

Veja a programação:   

 





Contra atentado à liberdade de imprensa, CTB emite nota de solidariedade a Eduardo Guimarães



Em nota, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) externa sua solidariedade ao blogueiro Eduardo Guimarães, qe foi conduzido coercetivamente por determinação dojuiz Sérgio Moro e executado pela Polícia Federal, no âmbito da operação Lava Jato, nesta terça-feira (21).

Com 46 assinaturas, Paulo Paim protocola CPI no Senado para investigar fraudes na previdência


Com a participação e apoio de lideranças do movimento sindical e social, Senadores de oposição protocolaram nesta terça-feira (21), na mesa diretora do Senado, um requerimento do senador Paulo Paim (PT-RS) para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social.
O objetivo da CPI será analisar os números da Previdência no Brasil e identificar casos de fraudes e sonegações que venham colaborando para o rombo nas contas da seguridade social. "A proposta é mostrar que há superávit e que é preciso combater a fraude, a sonegação, a corrupção. Vamos ver quem são os 500 maiores devedores e quanto devem”, disse Paim.
O requerimento tem 46 assinaturas de senadores – o mínimo necessário para que a comissão seja instalada é 27. Não há previsão se a leitura será feita ainda hoje ou amanhã (22). “Estou convicto que essa CPI será instalada no mês de abril”, disse.
Para a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que acompanhou o autor do requerimento, a CPI vai ajudar a dar sustentação ao fato de que os números que estão sendo apresentados pelo governo não estão corretos.
“A CPI será um instrumento importante para fortalecer a luta contra a proposta da Previdência que aí está e vai permitir passar a limpo esse argumento falacioso do governo de dizer que há rombo, déficit. É a hora da verdade prevalecer”, disse.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse, em oportunidades anteriores, que o governo não trabalhará pela retirada das assinaturas e nem pelo impedimento da instalação da CPI. Na opinião dele, a investigação provará que os números apresentados pelo Ministério da Previdência estão corretos e vai colaborar para a aprovação da reforma.
Portal CTB com informações da Agência Brasil

Previdência: lideranças sindicais pressionam parlamentares mineiros



Por iniciativa do Sinpro Minas e do SindUTE, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou nesta segunda-feira (20/03) uma reunião com deputados estaduais e federais de Minas Gerais para discutir sobre a reforma da Previdência. A reunião foi acompanhada por lideranças e militantes da CTB, CUT e de várias entidades sindicais e de movimentos sociais. Participaram 11 deputados, sendo que 10 se posicionaram contra a PEC 287.

“Dialogar com os deputados e convencê-los a dizer não à essa reforma é extremamente importante. Tivemos mais de um milhão de pessoas nas ruas no dia 15/03, o povo não quer essa reforma”, afirmou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas. Segundo ela, os/as trabalhadores/as da Educação têm cumprido o seu papel de protagonista nas diversas frentes de luta por seus direitos. “Os/as professores/as serão prejudicados com a proposta que está colocada no Congresso e é fundamental que a parte que nos afeta seja suprimida, mas queremos que a reforma seja rejeitada como um todo”, disse.

O Sinpro Minas entregou uma carta aos deputados federais de Minas Gerais solicitando que eles digam não à reforma da Previdência Social. “A história saberá distinguir àqueles que realmente estão ao lado do povo daqueles que usam o nome do povo apenas como retórica”, diz um trecho do documento. (Leia aqui)



Presente na reunião, o deputado estadual Geraldo Pimenta (PCdoB) disse que, juntamente com a bancada do PCdoB, repúdia PEC 287 “Querem acabar com a Previdência, maior patrimônio e programa de distribuição de renda do Brasil”, afirmou.

“Com esse desmanche da Previdência ninguém vai se aposentar e os jovens não vão conseguir vagas de trabalho, lembrou o deputado Rogério Correa (PT-MG). Para ele, a Assembleia Legislativa de Minas tomou uma posição muito clara de chamar os deputados federais para se posicionarem sobre a reforma. “Formamos uma comissão extraordinária para analisar a PEC 287, queremos mobilizar o estado de Minas Gerais contra essa reforma. Essa unidade de Minas vai ajudar a derrubar a PEC 287, mas tudo depende muito da mobilização dos professores, alunos e todos os trabalhadores do Brasil”, afirmou.

O deputado federal Padre João (PT MG) também se manifestou contra a reforma. “Eu voto contra a PEC 287, que provoca o desmonte da Previdência. É uma reforma injusta contra contra as mulheres, os/as trabalhadores/as rurais e os mais pobres. Imagine um/a educador/a ter que trabalhar até 65 anos”, questionou.

A coordenadora geral do SindUTE/MG e da CUT Minas, Beatriz Cerqueira, fez um balanço positivo da reunião. “Essa foi uma iniciativa do SindUTe e do Sinpro para fazer pressão junto aos deputados mineiros. Construímos o levante de Minas contra a retirada de direitos”, afirmou. Ela frisou a necessidade de lutar nesse momento para barrar todas as iniciativas contra os/as trabalhadores/as “Congelamento de investimentos sociais, reforma trabalhista, da Previdência, terceirização sem limites, essa é a agenda desse governo e foi por isso que nós sofremos um golpe de Estado que veio pelo parlamento. Por isso, precisamos fazer várias frentes de lutas”.

Fonte: Sinpro-Minas