17 de ago de 2016

Terceiro dia de greve da BR Distribuidora ganha ato de apoio dos petroleiros



Os trabalhadores da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, entraram no terceiro dia de greve nesta quarta-feira (17/08) e receberam o apoio dos petroleiros na luta de barrar a privatização da estatal. Em Minas Gerais, o movimento grevista realizou uma caminhada em conjunto com os petroleiros dentro da Refinaria Gabriel Passos (Regap) até a portaria da BR Distribuidora. Os trabalhadores se revoltaram com a venda da empresa pública que abriu 51% das ações e aprovaram greve nacional por cinco dias.

No segundo dia de greve, a direção da empresa reagiu com repressão policial para impedir a greve. Um acordo com os caminhoneiros permitiu que o movimento continuasse sem maiores problemas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo em Minas Gerais (Sitramico/MG), Leonardo Freitas, esclareceu que o recarregamento não está interrompido devido ao grande número de trabalhadores terceirizados e a automação do terminal mineiro.


A programação de greve se mantém até sexta-feira (19), conforme deliberou a categoria em assembleia geral. A CTB-MG participa do calendário de greve e apoia integralmente o movimento.  






Centrais se unem e saem às ruas em Belo Horizonte contra bombardeio aos direitos trabalhistas



No fim da tarde desta terça-feira (16/08), Dia Nacional de Luta em defesa do emprego e dos direitos, as centrais sindicais se uniram em Minas Gerais em um ato que denuncia a artilharia que tramita no Congresso Nacional contra a classe trabalhadora. A concentração foi marcada no tradicional ponto de luta da capital mineira, na Praça Afonso Arinos e em seguida os manifestantes percorram as ruas da capital, passaram pela Praça Sete, coração da cidade até chegar na Praça da Estação. No percurso, dirigentes da CTB, CUT, CSC-Conlutas, Força Sindical, NCST, UGT e Intersindical se revezaram nas falas e dialogaram com a população em defesa dos direitos trabalhistas e da democracia, contra o golpe, os projetos 241 e 257, de ataque aos trabalhadores e rechaçaram a proposta da reforma da previdência e trabalhista.


Aos gritos de Fora Temer e com cartazes contra o governo golpista, os manifestantes sinalizaram a importância da unidade das centrais. Para o diretor da CTB-MG, Adelmo de Oliveira, essa união histórica em torno da defesa dos direitos dos trabalhadores aponta para um novo momento da classe trabalhadora.


A CTB-MG, que trabalhou para consolidar a unidade entre as centrais, se mantém na perceptiva de movimentos unificados e agendas em comum. O ato desta terça aconteceu em diversas cidades do país com o envolvimento de todas as centrais sindicais, um marco para o movimento sindical brasileiro.