23 de ago de 2010

O trabalho enquanto patrimônio é condição essencial para o convívio social

Texto enviado pelo NAPSI (Núcleo de Apoio ao Vigilante Vítima de Violência no Trabalho),  coordenado pelo Professor Carlos Eduardo Carrusca


O trabalho forma a identidade do indivíduo, a profissão do indivíduo caracteriza o seu ser, o indivíduo é a sua profissão. Do ponto de vista psicológico, o trabalho provoca diferentes graus de motivação e satisfação, principalmente, quanto à forma e ao meio no qual se desempenha a tarefa (Kanaane, 1994).

À medida que o indivíduo está inserido no contexto organizacional, está sujeito a diferentes variáveis que afetam diretamente o seu trabalho. Atualmente, existe uma preocupação com a saúde do indivíduo neste contexto, pois se relaciona, principalmente, com a produtividade da empresa.
Ou seja, para que se atinja produtividade e qualidade, é preciso ter indivíduos saudáveis e atribuídos de qualidade. Em contrapartida, a organização atua de forma onde muitas vezes pressiona-se o indivíduo, levando-o a estados de doenças, de insatisfação e desmotivação. Dentre estes, encontra-se a fadiga, distúrbios do sono, alcoolismo, estresse.

De fato, em função de sua forma de ser, os indivíduos podem vivenciar suas próprias experiências de trabalho. As diferenças individuais são um componente importante, que atuam de uma forma ou de outra no trabalho. Em uma perspectiva que considere um ajuste dinâmico entre pessoa, local de trabalho e organização, pode-se perceber que o ajuste nem sempre é adequado, e quando assim está, o indivíduo tende a perceber que não dispõe de recursos suficientes para ajustar-se, surgindo assim o estado de estresse. Estas experiências são geralmente, negativas e podem ter conseqüências graves e, muitas vezes, irreparáveis tanto para a saúde e bem estar físico quanto psicológico e social.

Percebe-se ainda, que o número de doenças diretamente relacionadas com o estresse está aumentando, e, concomitantemente, a preocupação sob formas de prevenção e cura. Na tentativa de pôr um fim ao ritmo acelerado de adoecimento dos trabalhadores (as), os sindicatos do Brasil investem, progressivamente, em infraestrutura de atendimento aos casos de doenças laborais.
Dentro dessa proposta, o Sindicato dos Vigilantes de MG apresenta à sua base e à sociedade o NAPSI, "Núcleo de Apoio ao Vigilante Vítima de Violência no Trabalho". O trabalho forma a identidade do indivíduo, a profissão do indivíduo caracteriza o seu ser, o indivíduo é a sua profissão. Jacques (1996) afirma que os diferentes espaços de trabalhos oferecidos constituem-sem oportunidades diferenciadas para a aquisição de atributos qualificativos da identidade do trabalhador.

O reconhecimento das doenças mentais como doença profissional vem de forma ampla, sem referência explícita ao servidor público ou ao trabalhador dos serviços de saúde , segurança, vigilancia,motoristas, rural,metalúrgico,dentre outros. À medida que o indivíduo está inserido no contexto organizacional, está sujeito a diferentes variáveis que afetam diretamente o seu trabalho. Atualmente, existe uma preocupação na saúde do indivíduo neste contexto, pois se relaciona, principalmente, com a produtividade da empresa.

Ou seja, para que se atinja produtividade e qualidade, é preciso ter indivíduos saudáveis e atribuídos de qualidade. Em contrapartida, a organização atua de forma onde muitas vezes pressiona-se o indivíduo, levando-o a estados de doenças, de insatisfação e desmotivação. A saúde das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros tem ficado cada vez mais debilitada. São fatores do adoecimento: o uso inadequado das novas tecnologias, falta de condições dignas de trabalho e a baixa renumeração.

Na tentativa de pôr um fim ao ritmo acelerado de adoecimento dos trabalhadores (as), os sindicatos do Brasil investem, progressivamente, em infraestrutura de atendimento aos casos de doenças laborais. O NAPSI é coordenado pelo professor Carlos Eduardo Carrusca, sendo uma parceria do Sindicato dos Vigilantes com o Curso de Graduação em Psicologia da PUC-MG. O atendimento é feito na sede do Sindicato (Rua Curitiba, nº 689, 9º andar).

O Sindicato dos Vigilantes de MG ainda apresenta aos trabalhadore (as) e à sociedade o resultado de uma pesquisa que buscou conhecer os males que acometem a categoria. A proposta dessa pesquisa também está antenada com a evolução do Movimento Sindical. Há muito não se preocupa somente com as reivindicações econômicas. A saúde e o bem-estar do trabalhador (a) estão no centro da pauta.

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