29 de out de 2010

Reta final de mais uma campanha...

Independente do resultado nas urnas, esse processo eleitoral já  pode ser considerado dos mais positivos gratificantes para nós, trabalhadores, que estivemos nas portas de fábricas, praças públicas, ruas e avenidas.

A receptividade à campanha Dilma Presidente indica que o Brasil está dando valiosos passos em sua consciência política. 

Sem medo de ser feliz, o povo diz não ao retrocesso e vota pela continuidade das mudanças, no progresso com desenvolvimento social e valorização do trabalho. Vamos fechar a campanha com chave de ouro, confirrmando Dilma presidente no próximo domingo, 31 de outubro.

Saudações Sindicais e até a vitória;
Diretoria da CTB Minas.

 



28 de out de 2010

Greve dos servidores de Unaí completa 21 dias


Os servidores Municipais de Unaí, em greve desde o dia 8 de outubro, continuam de braços cruzados por tempo indeterminado, e sem perspectiva de negociação.

Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Municipais, José Maria Alves da Silva, houve uma reunião com o secretário de governo, José Faria, na última quarta-feira, dia 26. A prefeitura até o momento não apresentou nenhuma contraproposta.

Ocupação da prefeitura no dia 27/10/20 (foto: Blog Opinião e Ponto de Vista)
Os trabalhadores reivindicam o reajuste de 5,22%, além da progressão de carreira segundo a lei municipal 2.080/2002. Unaí tem 1.811 servidores efetivos, totalizando 2.500 com os terceirizados.

Na última quinta-feira, os trabalhadores ocuparam o prédio da prefeitura. Hoje pela manhã, eles voltaram a se manifestar em frente à sede.

29/10 – Ato público a favor de Dilma Presidente e contra o retrocesso

Prezados companheiros e companheiras;


Informamos que na amanhã, 29 de outubro, as entidades e movimentos sociais que apóiam a candidatura Dilma Presidente farão uma grande caminhada contra o retrocesso do projeto PSDB/DEM.



Vamos nos encontrar na Praça Afonso Arinos, no centro de Belo Horizonte, a partir das 15h. Participem dessa atividade unitária: tragam sua bandeira e sua disposição.


Saudações Sindicais;

Diretoria da CTB Minas.

25 de out de 2010

Mano Brown fala sobre José Serra

Mano Brown comenta a "neutralidade" do ex-governador de seu estado, José Serra. Dentro da filosofia liberal, a igualdade existe, independente das origens sociais de cada um.

Se você encontrar duas crianças na rua, uma desnutrida e outra bem nutrida, mas as duas com fome naquele momento, a quem daria de comer, se pudesse ajudar somente a uma dessas crianças?

A igualdade de oportunidades, nesse caso, inclui ajudar a quem precisa mais, ou parte do pressuposto que as duas crianças são realmente iguais? Afinal de contas, ambas têm o futuro pela frente ...


 

Sindicalistas do Sul de Minas se reúnem para apoiar Dilma

Dirigentes de entidades sindicais do sul de Minas encontraram-se, na última sexta-feira, em Passos. Eles debateram e definiram as ações de apoio  na última semana da campanha Dilma Presidente. Segundo Leandro Carneiro Batista,  representante da CTB Minas e diretor Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais (SAAEMG), os trabalhadores estão  preocupados com a série de calúnias e difamações contra a candidata. "Acreditamos que com Dilma conseguiremos melhorar ainda mais a distribuição de renda e a valorização do trabalho. Muita coisa já mudou e ainda temos muito para mudar”, declarou.


Segundo o coordenador da CTB Sul de Minas e membro do Comitê Estadual do PCdoB, Wagner Ribeiro, o principal objetivo nessa reta final é "conscientizar os trabalhadores sobre a importância da continuidade do projeto do atual governo Lula". Já  o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Passos e Região (SindiConstro), Joaquim Júlio de Almeida, afirmou que é hora de os movimentos sociais se unirem e sairem às ruas, convocando a sociedade. "O Brasil não pode retroceder, é preciso seguir adiante”, completou.

Participaram Danilo Rattis (Sindicato dos Trabalhadores da Indústrias de Calçados e Estamparia de Passos, o Sitccep);  Sindicato das Costureiras; Alfredo Simas (SindFurnas); Paulo Lopes (Sindicato do Trabalhadores Rurais); Joaquim Julio de Almeida (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Passos e Região); Luiz Marcos de Castro (Sindicato dos Comerciários de Passos); Wagner Ribeiro e Leandro Batista (CTB Minas);  Auro Maia Soares (Coordenação da Campanha Dilma Presidente); Pedro Abelardo Martins dos Santos (SAAE de Passos). .


22 de out de 2010

PV mineiro e 430 municípios declaram apoio a Dilma


Prefeitos de Minas Gerais e de outros estados brasileiros reforçaram o apoio à candidata Dilma Roussef (PT) nessa sexta-feira (22/10). O encontro com a candidata aconteceu no Iate Clube de Belo Horizonte. Estiveram presentes prefeitos e representantes de 430 municípios, sendo 18 de capitais.

O ecletismo partidário marcou o evento. Mesmo políticos filiados a partidos da base do candidato tucano não se intimidaram em pedir votos para Dilma. Declararam apoio o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, e o de Belém, Duciomar da Costa, ambos do PTB. “Tem até prefeita do DEM em Encontro c/ @Dilmabr”, afirma o endereço do Twitter “Dilma na Rede”, referindo-se a Dinair Isaac, prefeita de Capinópolis, no Triângulo Mineiro.


Dilma Roussef também recebeu o apoio do ex-candidato a governador de Minas pelo PV, José Fernando Aparecido. No ato político, ele afirmou que a maioria da militância verde no estado está com a candidata petista nesse 2º turno. Micarla de Souza, prefeita de Natal (RN), também esteve presente. Ela é a única prefeita do PV em uma capital brasileira.

"Preciso dos prefeitos, da ajuda de todos, para erradicar a miséria no Brasil", declarou Dilma. Um grande esforço seria universalizar o Programa Bolsa Família para a totalidade da população que necessita. Dilma ainda se comprometeu a fazer uma “gestão municipalista”, com piso mínimo para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). As cidades pequenas também teriam recursos reservados especialmente para a educação e reforma de escolas.

Dilma promete mudar marco regulatório da mineração

Uma grande justificativa para o apoio de lideranças do PV mineiro é o compromisso de Dilma com uma nova política de mineração. Essa foi uma das propostas da campanha do PV para o governo do estado. Minas Gerais é responsável por 12% da produção mundial e 76% da brasileira. As economias de Pará, Bahia e Espírito Santo também dependem, em boa parte, do minério.

Durante o encontro em Belo Horizonte, Dilma declarou que o marco regulatório da mineração “precisa ser compatibilizado com os padrões internacionais”. A nova legislação, almejada pelos ambientalistas e municípios produtores, inclui a proposta de agregar mais valor ao produto, com menores índices de exportação in natura, além de um novo sistema para a cobrança dos royalties.

Dilma Roussef ainda recebeu camisas dos maiores clubes de futebol do estado: Cruzeiro, Atlético e América. Integrantes da sociedade civil também entregaram manifestos. Um deles foi apresentado pelo diretor teatral Pedro Paulo Cava, assinado por 300 artistas.

O presidente da CTB Minas, Gilson Reis, representou a central no encontro. Ele destaca que, nos próximos oito dias, a militância deve continuar ocupando as ruas. “Vamos consolidar os votos para Dilma, para que tenhamos a condição de colocar a agenda dos trabalhadores como plataforma política no próximo governo”, declarou.

Nesse sábado (23/10), os movimentos sociais de Belo Horizonte promovem mais um ato público de apoio a Dilma Roussef. É o “Abraço na Avenida do Contorno”, uma das maiores da capital. A agenda de campanha prevê que Dilma retorne a Belo Horizonte, para participar do Abraço.

Redação: Verônica Pimenta
Foto: Divulgação

21 de out de 2010

Vale a pena conferir: Marilena Chauí fala sobre eleições e liberdade de informação

Em momentos que o debate político está bastante polarizado, é que podemos perceber quem são os verdadeiros intelectuais e a sua importância para a sociedade. Marilena Chauí já foi muito criticada pela grande mídia, e por isso raríssimas vezes concede entrevistas. Mas o vídeo abaixo faz a gente entender por que: essa é uma mulher de posição e grande capacidade argumentativa. Mas o melhor de tudo, é que ela realmente domina o que fala! O nosso modelo de imprensa não consegue lidar com esse perfil de intelectuais.


Trabalhadores do sul de Minas presentes na campanha Dilma-13


Os trabalhadores que apóiam a campanha Dilma Presidente no sul de Minas fazem reunião amanhã, a partir das 14h, no município de Passos.

O encontro será na sede do Sindiconstro (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e Mobiliário), situado à Rua Barão de Passos, nº 632, Centro.

O objetivo é construir uma agenda conjunta para a reta final da campanha Dilma Presidente-13.

Apenas no município, estão convidadas as seguintes forças políticas e entidades:


• Sindicato dos Servidores Municipais de Passos (Sempre);

• Sindicato dos Eletricitários de Furnas (Sindifurnas);

• Sindicato dos servidores SAAE de Passos (Sisersa);

• Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passos;

• Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentos de Passos;

• Sindicato dos Condutores de Veículos de Passos;

• Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados e Estamparia de Passos (Sitccet);

• Sindicato dos trabalhadores do Comércio (Sindicom);

• Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil de Poços de Caldas;

• Sindicato dos Servidores Públicos de Alfenas;

• Sindicato dos Servidores Públicos de Poços de Caldas;

• Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas);

• Sindicato dos Auxiliares da Administração Escolar de Minas Gerais (Saaemg);

• Diretório Municipal do PT;

•  PCdoB (Partido Comunista do Brasil);


Sindicatos dos município de Poços de Caldas; Alfenas e Varginha também participam das articulações.



20 de out de 2010

CTB Minas programa atividades para reta final da campanha Dilma Presidente

A CTB Minas tem colaborado com as ações da campanha de Dilma Roussef em todas as regiões do estado. Junto com outras centrais e Movimentos Sociais, os dirigentes de Montes Claros, no norte do estado, compõem o planejamento do Comitê Eleitoral. Nessa quarta-feira, os apoiadores de Dilma se concentram na Praça da Catedral, no centro da cidade, a partir das 15h. De lá, eles partem em caminhada.

Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Sindicato dos Metalúrgicos programa panfletagens diárias, nas portarias das principais empresas. Segundo o diretor Gleyson Borges, as ações prioritárias envolvem os trabalhadores da planta FIAT, Teksid, e Petrobras. Até o dia 30 de outubro, os metalúrgicos estarão, em dias alternados, nas empresas de base. A expectativa é mobilizar aproximadamente 45 mil operários.
Encontro de Mulheres Sindicalistas com Dilma. Fonte: Portal CTB, 17/08/2010

Em Divinópolis, Região Central do Estado, os dirigentes e a base da CTB participam de panfletagens em portarias das maiores empresas. No último sábado, uma caminhada de apoio à candidata petista, reuniu 400 pessoas pelas ruas centrais do município.

Em Uberaba, o diretor regional Marcos Gennari informou que uma plenária entre sete entidades sindicais já acertou um calendário de atividades. Até a próxima sexta-feira (22/10), serão realizadas panfletagens no calçadão do Centro da Cidade, entre 17h e 20h. No dia 23/10, os nossos dirigentes também participam de panfletagem na Feira Livre do Bairro Estados Unidos, de 7h30 às 10h. Após as 19h, as atividades ficam concentradas na Feira de Arte e Artesanato (Feirarte).

No domingo (24/10), o corpo a corpo em Uberaba acontecerá na Feira Livre da Abadia, entre 8h30 e 11h. Na sequência, os militantes vão para o Mercado Municipal. Durante a semana do 2º turno eleitoral, os sindicalistas farão panfletagens, sempre entre 17h e 20h, no centro da cidade. No próximo sábado (30/10), véspera das eleições, será promovida uma grande carreata em Uberaba. A meta é promover um buzinaço com mil veículos.

No sul de Minas, ontem foi realizado um encontro com pelo menos 10 sindicatos de Patos de Minas, Lavras, Poços de Caldas, Alfenas. Foi uma plenária realizada em parceria com Coordenação Regional Suprapartidária da Campanha Dilma Presidente. Os sindicalistas voltam a se encontrar amanhã, a partir das 9h, no Sindicato dos Comerciários de Poços de Caldas. Os sindicatos vão aprovar uma agenda para a última semana de campanha eleitoral.







19 de out de 2010

Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas aprovam acordo salarial

Em assembleia realizada neste domingo (17), os metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas aprovaram, por unanimidade, a proposta de acordo da Campanha Salarial deste ano.

O reajuste nos salários, retroativo a 1º de outubro, data-base da categoria, irá variar conforme o número de empregados por fábrica: 9% nas empresas que possuem mais de 50 empregados e 8,7% naquelas que empregam até 50 funcionários – a correção equivale a 4,3% de aumento real acima da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). “Foi um bom resultado, principalmente porque conseguimos um acordo com mais de 4% de reajuste acima da inflação”, ressaltou o presidente do Sindicato, Marcelino da Rocha.


O acordo também prevê garantia de emprego ou salários até 31 de dezembro deste ano.Vale lembrar que em 2010, diferentemente do que ocorreu em anos anteriores, apenas foram negociadas cláusulas de natureza econômica, já que os direitos sociais previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) haviam sido renovados por um período de dois anos em negociação realizada com a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais).

Como será o reajuste

O reajuste de 9% será aplicado até a faixa salarial de R$ 4.523,00 - para quem recebe acima deste valor, será incorporado um fixo de R$ 407,12. O acordo também garante reajustes que variam de 9,8% até 12,09% no piso salarial de ingresso, conforme o número de empregados em cada empresa.

Assim, nas fábricas que empregam até 50 empregados, o piso passará a ser de R$ 611,60; nas empresas que têm entre 51 e 400 empregados será de R$ 649,00; nas que têm de 401 a 1000 funcionários, o piso será R$ 710,00 e nas empresas que contam com mais de 1000 empregados, o piso inicial será de R$ 880,00.

Também está assegurado no acordo pagamento de um abono de R$ 400,00 nas empresas que não têm programa de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), valor que será pago em duas parcelas, a primeira em novembro deste ano e o restante em fevereiro de 2011.

Acordo também na Fiat e fornecedoras

Durante a assembleia também foi aprovada a proposta de acordo para a Fiat e empresas da planta (Comau e Powertrain) e em fornecedoras que compõem o setor automotivo da região. Além do reajuste de 9% nos salários, na Fiat, Comau e Powertrain haverá um abono de R$1.000,00, para ser pago até o dia 29 de outubro. Nestas empresas, o salário de ingresso sofrerá um reajuste de 13%, passando a ser de R$ 1.056,00.

Na Resil Minas, o abono será de R$ 654,00. Já nas fornecedoras Pro.Te.Co, Tower, Mardel, Brembo, Teksid, Denso Térmicos e Denso Rotantes, o abono será de R$ 491,00 – já na Tekfor, os trabalhadores irão receber um abono de R$ 382,00.

Em relação às demais fornecedoras a situação de momento é a seguinte: Isel e Dyna ainda não responderam a proposta apresentada pelo Sindicato e a Aethra, até o momento, se recusa a negociar o pagamento de abono.

Na Usiminas, há uma negociação marcada para esta segunda-feira (18) e Stola, haverá reunião com o Sindicato na próxima quarta (20).

Conquista significativa na Rossetti

Os metalúrgicos da Rossetti alcançaram uma importante vitória nesta Campanha Salarial, uma vez que terão um reajuste de 10% no piso salarial, que passará a ser R$ 800,00 – após seis meses, haverá um reajuste, o que elevará o salário de ingresso para R$ 880,00. Os trabalhadores da empresa também terão um abono de R$ 500,00, sendo que R$ 200,00 correspondem ao adiantamento da PLR deste ano.

Desconto negocial

Os metalúrgicos presentes à assembleia também aprovaram o desconto negocial de 4% a favor do Sindicato, para a manutenção dos serviços prestados pela entidade à categoria. O desconto será efetuado de duas vezes – a primeira juntamente com os salários de outubro e a segunda em novembro.

Conforme definido em assembleia, cartas de oposição ao desconto negocial serão aceitas apenas para os trabalhadores que não receberão o abono previsto para as empresas do setor automotivo.

Portanto, os trabalhadores da Fiat, Comau, Powertrain, Denso Térmicos, Denso Rotantes, Resil, Mardel, Tower, Rossetti, Pro.Te.Co, Teksid, Tekfor e Brembo que irão receber o abono não terão direito a apresentar carta de oposição ao desconto negocial.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas

Foto: Eliezer Dias

18 de out de 2010

Sitramico-MG negocia reajuste acima da inflação e 170% de participação nos lucros

O Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sitramico-MG) fechou a Convenção Coletiva de Trabalho 2010/2011, para os empregados nas empresas engarrafadoras e distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). A assembleia geral de aprovação aconteceu na última quarta-feira, 13 de outubro.

Para os trabalhadores remunerados com o piso salarial, o reajuste conquistado é de 8%. Para aqueles que recebem acima do piso, a correção salarial é de 6,5%. Na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), a correção  é de 170% sobre o salário base, mais o adicional de periculosidade. O valor da cesta básica mensal passou a ser de R$ 250. 


Os pisos salariais agora são de R$ 989,79, para ajudantes de produção;  R$ 764,94, para ajudantes de carga;  e R$ 650,23, para os que fazem serviços gerais, como jardineiros, copeiros e recepcionistas. “Estamos caminhando para ter um piso único” explica Leonardo Freitas, diretor do Sitramico. Segundo ele, a categoria já chegou a ter quatro pisos diferenciados. O Sitramico acreditava que essa estratégia poderia gerar mais postos de trabalho, mas acabou reavaliando sua posição. A nova tentativa é restabelecer o piso único. 

No dia 23 de setembro, os trabalhadores em Minas paralisaram as atividades, em protesto contra a postura patronal, que não  avançava nas negociações (foto). A direção do Sitramico-MG acredita que somente após esse dia as negociações evoluíram de fato. Para Leonardo Freitas, esse foi “o grande momento da campanha salarial”, uma  continuidade da  paralisação de 2009, após anos de imobilismo. 

A data-base dos trabalhadores no comércio de minérios e derivados de petróleo é o dia 1º de setembro. O Sitramico-MG compõe a frente de negociações formada pela Federação Nacional dos Empregados no Comércio de Minério e Derivados de Petróleo (Fetramico),  Federação do Estado de São Paulo, e respectivos sindicatos filiados.

O Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados na Petrobras Distribuidora S.A (BR Distribuidora) também foi aprovado em assembleia geral da categoria, no dia 6 de outubro. O reajuste foi de 4,29%, mais 9,36% sobre a Remuneração Mínima por Nivel e Regime (RMNR).  

Foto: Sitramico
Redação: Equipe CTB Minas

15 de out de 2010

Servidores de Unaí estão em greve


Os servidores públicos municipais de Unaí, no noroeste mineiro, estão em greve desde o dia 8 de outubro. De acordo com o Sindicato da categoria, é reivindicado o reajsute de 5,22%. Os trabalhadores também querem a aplicação da progressão salarial, conforme determinado pela Lei Municipal 2.080, de 2003,  também chamada de  Estatuto do Servidor. A lei garante o reajuste anual,  mediante avaliação de produtividade e disponibilidade financeira.


De acordo com José Maria Alves da Silva, vice-presidente Sindicato dos Servidores Municipais de Unaí, é a primeira greve realizada pela entidade, legalizada há 4 anos. Uma associação de servidores funciona desde 1.987. Em reunião com os representantes da categoria, um representante da prefeitura teria  condicionado os reajustes ao aumento de arrecadação.

Segundo o representante da prefeitura, os investimentos em pagamentos já estariam próximos de 54% , estabelecidos pelo inciso III, artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com o sindicato, Unaí tem cerca de 1.800 servidores efetivos, além dos 2.400 terceirizados.Os trabalhadores exigem uma reunião diretamente com o prefeito Antério Mânica (PSDB).  Não há previsão para a assembleia.


Leia mais: 

 Antério Mânica é flagrado fazendo campanha para José Serra em carro oficial.
 Grevistas fazem passeta em Unaí.

Nota de apoio das Centrais Sindicais à Dilma Rousseff

Mais uma vez, a CTB Minas oferece sua contribuição à unidade das centrais Sindicais e da classe trabalhadora na defesa dos seus direitos. Abaixo, segue nota realizada por iniciativa da CTB Minas nesse 2º turno eleitoral.

Não ao retrocesso! 

A CUT (Central Única dos Trabalhadores), a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a CGTB (Central Geral de Trabalhadores do Brasil) convocam os trabalhadores mineiros para defender as conquistas dos últimos 8 anos, lideradas pelo governo Lula. No dia 31 de outubro, votaremos na candidata à Presidência Dilma Rousseff - 13. Lula foi o primeiro operário a liderar o País, e agora podemos mudar ainda mais o Brasil, elegendo uma mulher como representante da classe trabalhadora.

É preciso compreender a importância desse momento, que pode interromper ou dar continuidade a um ciclo de desenvolvimento econômico e social nunca visto nesse País. Interromper o projeto em curso seria abrir mão das melhorias que tiraram 24 milhões de brasileiros da miséria e levou outros 31 milhões para a classe média. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, entendemos que o Brasil precisa continuar avançando, com valorização do trabalho e justiça social.



No governo Lula, foram gerados 14 milhões de empregos. O governo anterior não conseguiu ultrapassar 780 mil. O PSDB, partido da nova direita, significa o desemprego, arrocho salarial, o entreguismo aos empresários estrangeiros, a repressão dos movimentos sociais, desmonte do serviço público e ataque aos direitos trabalhistas.

A candidatura de Dilma expressa a continuidade do processo de transformações em curso no País, como, por exemplo, a política de valorização do salário mínimo, acordada até 2023 e negociada pelas centrais sindicais com o governo. A conquista das centrais é muito superior ao que o tucano propõe, de forma desesperada e oportunista. Cabe lembrar que o candidato do PSDB/DEM, quando deputado constituinte, esteve ausente ou votou contra as propostas de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras. De acordo com a avaliação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), José Serra teve nota 3,75 em dez, enquanto Lula recebeu nota máxima.

Nossa militância precisa ir para as ruas e locais de trabalho, ampliando a articulação junto ao conjunto dos movimentos sociais, para barrar a possibilidade de retrocesso, expresso na candidatura do PSDB/DEM.

Dilma é a liderança preparada por Lula e apoiada pelos movimentos sociais para continuar o projeto vitorioso dos trabalhadores e trabalhadoras. Os setores conservadores e seus meios de comunicação cometem baixarias, espalham boatos e mentiras, visando confundir o eleitor. Em 2002, a esperança venceu o medo e a mentira. O Brasil liderado por Lula e seus aliados foi capaz de realizações nunca vistas. Em 2010, Dilma pra avançar. Pra frente é que se anda!

Belo Horizonte, 13 de outubro de 2010

8 de out de 2010

Dez falsos motivos para não votar na Dilma

*Por Jorge Furtado, cineasta
Do http://www.casacinepoa.com.br/

Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”. Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)


Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes:

1. “Alternância no poder é bom”.

Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.

Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

3. “Dilma não é simpática”(?).

Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

4. “Dilma não tem experiência”.

Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

5. “Dilma foi terrorista” (foi contra os assassinos).

Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.

6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano” (mentira).

Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.

7. “Serra vai moralizar a política” (ridículo).

Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista - no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC - foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.


8. “O PT apóia as FARC” (mais ridículo ainda).


Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

9. “O PT censura a imprensa” (mentira, a imprensa que o censura).

Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.

10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.

Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

FATOS MUITO IMPORTANTES:

(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões
Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares
Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões
Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos
Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78
Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.
Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%
Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%
Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%
(2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:

José Serra começou sua campanha dizendo: "Não aceito o raciocínio do nós contra eles", e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.

*Um dos mais respeitados cineastas brasileiros, Jorge Alberto Furtado, 51 anos, trabalhou como repórter, apresentador, editor, roteirista e produtor. Já realizou mais de 30 trabalhos como roteirista/diretor e recebeu 13 premiações dentre os quais, o Prêmio Cinema Brasil, em 2003, de melhor diretor e de melhor roteiro original do longa O homem que copiava.

Sinsem-GV divulga nota de apoio à greve dos bancários

Nota de apoio à greve dos bancários


O SINSEM - GV  (Sindicato dos Servidores municipais de Governador Valadares), entidade filiada à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, CTB, vem por meio desta nota manifestar todo apoio às justas reivindicações da categoria bancária.

Mesmo sendo o setor mais lucrativo da economia brasileira, os bancos pela mais absoluta ganância e intransigência endurecem as negociações e não atendem as reivindicações de seus trabalhadores.

O lucro que os bancos registraram apenas no primeiro semestre deste ano foi de mais de R$ 25 bilhões. Nada seria mais justo que distribuir parte desse lucro para os trabalhadores, os maiores responsáveis pelos resultados, garantindo também aumento real de salários e valorização dos pisos, bem como melhores condições de trabalho, com o fim do assédio moral e das metas abusivas, que tem adoecido milhares de bancários em todo país.

Entendemos que só teremos um país melhor, com geração de renda e valorização do trabalho, com um programa nacional de desenvolvimento. A proposta de não valorizar os salários e não conceder direitos, amplamente utilizada pelos neoliberais, não serve, é de quem aposta no pior, em um país dependente e fraco. É necessário fazer crescer o rendimento da classe trabalhadora e ampliar os seus direitos. Dessa forma, se amplia o número de empregos e a renda dos trabalhadores. Assim os trabalhadores poderão ter uma melhor qualidade de vida e fazer girar positivamente a roda da economia, em favor da sociedade.

O caminho é o da luta para se alcançar conquistas. Como diz a canção: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”

O SINSEM-GV se coloca à disposição do SINTRAF-GV, dos demais sindicatos do ramo financeiro de todo o Brasil e da categoria bancária para o que for preciso.

7 de out de 2010

Reitores de Universidades Federais apóiam Dilma

EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO



(Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira)

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional - consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.

Veja o site de origem dessa foto aqui.
Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas  investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.


Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores dasUniversidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.


Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)

José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)

Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)

Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)

Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)

Carlos Eduardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)

Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)

Célia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).

Pedro Angelo A. Abreu - Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)

Hélgio Trindade - Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)

Ricardo Motta Miranda - Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Hélio Waldman - Universidade Federal do ABC (UFABC)

Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)

Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará - UFC

Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande - (FURG)

Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)

José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)

Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

José Seixas Lourenço - Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)

Virmondes Rodrigues Júnior - Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)

Resolução da CTB Minas sobre 2º turno das Eleições 2010




A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - Seção Minas Gerais (CTB Minas) convoca toda a militância e entidades parceiras para concentrar forças nesse 2º turno das Eleições 2010.

Vamos multiplicar as ações de campanha até 31 de outubro, quando deixaremos claro que valorizamos as conquistas da classe trabalhadora nos últimos 8 anos e que queremos avançar ainda mais.

Orientamos as entidades filiadas e parceiras que participem ativamente desse processo, organizando comitês amplos, capazes de articular a Campanha Dilma Presidente entre os mais diversos setores da sociedade: jovens, homens, mulheres, movimentos de defesa dos direitos humanos, movimento estudantil, sociedade civil organizada, etc.

Companheiros e companheiras; não vamos medir esforços. Temos nas mãos a oportunidade de eleger a 1ª mulher presidente do País. Tudo o que fizemos no 1º turno torna-se pequeno diante desse momento decisivo.

Saudações Sindicais e até a vitória;

Diretoria da CTB Minas.

Belo Horizonte, 07 de outubro de 2010.



6 de out de 2010

Sul de Minas intensifica participação na greve dos bancários

O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Poços de Caldas e de mais 26 municípios realiza uma assembleia amanhã (07/10) em São Sebastião do Paraíso. A reunião está programada para as 17h, no salão de eventos do Hotel Cosini.

De acordo com o presidente do Sindicato, Agnaldo Alves Viana, a assembleia faz parte da greve nacional dos bancários. Os trabalhadores reivindicam reposição salarial de 11%, mais 6% de ganho real.



Em quatro rodadas de negociação, a oferta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não passou de 4,29%. A data-base é 1ª de setembro. Outra reivindicação é a correção do sistema de participação nos lucros e resultados. “Por conta da estrutura dos cargos, quem ganha mais acaba com participação maior nos resultados”, destacou Agnaldo Alves Viana.

O sindicalista acredita que os bancários de cidades pequenas são os que mais sofrem com o sistema de gestão bancária. A quantidade e perfil dos clientes não comportam as metas de crescimento, que poderiam chegar a 30%, dependendo da movimentação semestral.

Atraso na abertura de agências

Hoje pela manhã, o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Poços de Caldas e Região fez uma manifestação na zona bancária de Poços, com o objetivo de atrasar a abertura das agências.

Os trabalhadores já promoveram quatro manifestações desde o início da greve nacional, em 28 de setembro, e prometem esquentar ainda mais as baterias. Somente Poços de Caldas possui 16 agências bancárias, incluindo as principais redes, como Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú-Unibanco, Santander, Mercantil do Brasil e HSBC.

De acordo com Agnaldo Alves Viana, participaram da mobilização trabalhadores de todas as agências da cidade. “Demos o recado de que a gente não concorda com a federação patronal”, comemora. Ele ainda afirmou que a diretoria regional da CTB Minas foi fundamental na mobilização. Agnaldo espera que os trabalhadores classistas continuem contribuindo com a campanha dos bancários.

O balanço da primeira semana de greve mostra que os trabalhadores conseguiram parar 7.437 agências bancárias em todo o Brasil, o que corresponde a 37% do total. Os números são da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financiero (Contraf).

Foto: Divulgação Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Poços de Caldas  e Região.



4 de out de 2010

Sindicato dos Servidores de Governador Valadares inauguram sede social

"Raul Seixas foi um cantor que deixou saudades. Uma de suas principais obras é a música chamada Prelúdio que diz: "Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade".No dia 24 de setembro de 2010, o sonho da nossa sede social e recreativa tornou-se uma realidade.


Nessa data foi inaugurada a primeira etapa da sede social. Com menos de um ano e ainda com poucos recursos financeiros, o SINSEM-GV concluiu as obras de construção da quadra poliesportiva e salão de festa/jogos dos servidores municipais de Governador Valadares.



Entre as solenidades de inauguração, houve a benção do pastor Marco Aurélio e ainda a realização de uma animada partida de Futebol de Salão entre as equipes do SINSEM-GV e da UNIÃO OPERÁRIA, que marcou oficialmente a entrega da quadra para todos os servidores municipais.


A sede social é uma luta antiga da categoria e um compromisso assumido pela atual diretoria do SINSEM-GV. Sua conquista certamente ficará para sempre na história do funcionalismo municipal. Uma história feita com suor, lágrimas, lutas, conquistas e alegrias, como sempre foi construída a riquíssima historia dos servidores municipais.

Este espaço de esporte e lazer só está sendo possível graças ao apoio e confiança de todos os servidores municipais e ainda o trabalho árduo e sério da atual diretoria do SINSEM-GV.


José Carlos Maia
Presidente SINSEM-GV"

1 de out de 2010

Comissão Pastoral da Terra divulga nota sobre massacres no Pará

Nota Pública

Ganância e Cumplicidade matam treze trabalhadores no Pará

A Coordenação Nacional da CPT, chocada com uma chacina de grandes proporções no Assentamento Rio Cururuí, município de Pacajá, PA, chama a atenção da sociedade brasileira para o clima de violência na região e responsabiliza as autoridades por novos massacres que possam ocorrer caso providências efetivas não forem tomadas.

Entre os dias 17 e 19 de setembro, 13 trabalhadores do PA Rio Cururuí, foram assassinados num conflito que vinha sendo anunciado há tempo. A causa geradora desta estúpida violência são os interesses de madeireiras que, para obter lucros cada vez maiores, corrompem funcionários públicos e lideranças de assentamentos semeando a sizânia da ganância e da discórdia entre os assentados da reforma agrária e de outras comunidades..

O asssentamento Rio Cururuí foi criado pelo Incra em terras da União e implantado em 2005. A área, porém, era cobiçada pelas madeireiras. Em maio de 2007, a imprensa noticiou que pistoleiros ligados a madeireiros expulsaram dezenas de famílias da área, destruindo seus bens. As famílias que retornaram viviam dominadas pelo medo de novamente serem agredidas.

As CPTs de Anapu e de Tucuruí, desde 2008, vêm recebendo denúncias de assentados sobre o abandono em que vivem. A isto se acrescentou um novo complicador. Um grupo de 70 famílias começou a ser pressionado pelo Incra e pelos dirigentes do assentamento, ligado à Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura), a deixarem a área na qual haviam sido colocados pelo Incra ainda em 2004, antes da implantação do assentamento, sob a alegação de ocuparem a área de reserva legal do projeto. A reserva, porém, está sendo explorada por madeireiros, alguns presumivelmente sem a devida autorização de manejo florestal pois, em junho deste ano, o IBAMA e policias da Delegacia de Conflitos Agrários do Pará (DECA) prenderam 1.4 mil metros cúbicos de madeira retirados ilegalmente da área.

As denúncias dos assentados repassadas à Ouvidora Agrária Nacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) chegaram ao conhecimento dos que estavam sendo denunciados o que desencadeou o conflito que assumiu as dimensões de uma chacina.

A Coordenação Nacional da CPT afirma que a política de manejo florestal que incide muitas vezes sobre áreas de assentamentos, ou de comunidades tradicionais, visa única e exclusivamente o crescimento econômico que se concentra nas grandes madeireiras. Estas utilizam de todos os instrumentos possíveis, legais e ilegais, para explorar a rica diversidade florestal de nosso país. Corromper funcionários públicos e lideranças das comunidades faz parte de sua estratégia. As comunidades camponesas e os assentados, na maior parte das vezes, são totalmente excluídos dos “benefícios” deste manejo.

O que acontece hoje na Amazônia é a repetição do que ocorreu em todo o território nacional desde a época do Brasil Colônia. A natureza é vista como mera fonte de riquezas e é sistematicamente depredada para gerar divisas. As comunidades são espoliadas dos poucos bens que possam ter, quando não fisicamente eliminadas.

A CPT vê ainda como uma outra fonte potencial de conflitos e violência a aprovação da MP 458, transformada na lei 11.952/09 que regulariza a grilagem de terras na Amazônia. Surgem, em diversos pontos, notícias de conflitos de interesses entre os que buscam a regularização e as famílias as comunidades que tradicionalmente ocupam aquelas terras.

É hora de colocar um ponto final em tanta violência. Titular as terras e territórios das comunidades tradicionais e realizar uma Reforma Agrária ampla com a participação das comunidades e trabalhadores é condição sine qua non para que haja paz no campo


Goiânia, 30 de setembro de 2010

A Coordenação Nacional

.Maiores informações:

CPT Tucurui – (94) 3787-2588

CPT Nacional - Setor de Comunicação – (62) 4008-6412