31 de mar de 2011

Servidores Municipais de Governador Valadares decidem por greve

Com informações do Sinsem-GV

Os servidores municipais de Governador Valadares lotaram o espaço do Sindicato da categoria (Sinsem-GV) na noite de quarta-feira, 30/03, em assembléia. Os trabalhadores manifestaram sua indignação com as medidas da administração liderada por Elisa Costa (PT). A prefeitura nega todos os pontos financeiros da pauta de reivindicações.

Em unanimidade, os servidores deliberaram greve, com início no dia 13 de abril. Uma manifestação também está programada para o próximo dia 05, em frente à sede da Prefeitura, a partir das 16h. Em seguida, o Sinsem-GV participa de audiência pública convocada pela Câmara Municipal.


Fonte: dignidadecampos.blogspot.com

A insatisfação da categoria ficou ainda mais evidenciada depois do resultado frustrante da negociação salarial e, principalmente, pelo reajuste zero na data base, manutenção do pagamento para o décimo dia do mês, o não-pagamento da avaliação de desempenho, além da falta de um plano de carreiras. A data-base dos servidores municipais de Governador Valadares é o dia 1º de março.

30 de mar de 2011

Dieese e Centrais Sindicais debatem negociações coletivas em cenário de crescimento econômico




Professores da rede privada de BH suspendem greve e comemoram vitória

Fonte: Sinpro Minas

Em assembleia nesta terça-feira (29/3), na Faculdade de Medicina da UFMG, os professores da rede privada de Belo Horizonte decidiram suspender a greve, iniciada em 22 de março. A assembleia terminou em clima de emoção e comemoração.

Os professores aprovaram a proposta mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em audiência na manhã de hoje, que prevê reajuste salarial de 8%, renovação da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com retroatividade a 1º de fevereiro, e criação de uma comissão intersindical para, num prazo de 90 dias, tratar dos temas: equiparação dos pisos da educação infantil, regulamentação da educação a distância, seguro de vida, mudança da data-base e vigência da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).


Na reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT), o sindicato patronal assumiu o compromisso de, caso a comissão não chegue a um consenso durante os 90 dias, aceitar que o órgão assuma o papel de mediador. Também foi mantida a garantia de salários por 120 dias a cada semestre – com exceção dos demitidos entre 1º e 15 de fevereiro.

"A mobilização dos professores, com greve e manifestações, fez com que o patronal repensasse sua relação com a categoria. Com nossa força, mostramos que exigimos respeito e temos dignidade”, afirmou Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas.

Os docentes agradeceram o apoio de pais e alunos, que enviaram, nos últimos dias, diversas mensagens ao sindicato. Alunos do 3º ano do ensino médio do Colégio Marista Dom Silvério chegaram a encaminhar uma carta à direção da escola, reivindicando a valorização dos professores.

Durante a assembleia, a categoria prestou uma homenagem a todos os que aderiram ao movimento, aplaudindo-os de pé. Foram oito dias de greve e um de paralisação, em 16 de março. “Foi uma caminhada com muitos obstáculos no caminho, mas vitoriosa”, avaliou Celina Arêas, diretora do Sinpro Minas.

A paralisação atingiu parcial ou integralmente mais de 60% das principais escolas de Belo Horizonte e região, como Marista Dom Silvério, Colégio Arnaldo, Frei Orlando, Padre Eustáquio, Efigênia Vidigal, Colégio Batista, Imaculada, Libertas, Magnum (Nova Floresta), Pitágoras (Raja Gabáglia), Nossa Senhora das Dores, Pio XII, Sagrado Coração de Maria, Izabela Hendrix, São José Operário, Escola da Serra, Padre Machado, Santa Dorotéia, Uni-BH, Fumec, Newton Paiva, Universo, Rubens Romanelli, Unifem (Sete Lagoas), Curso Alfa (Divinópolis), São Francisco de Assis, entre outras.

A assembleia também aprovou a criação de uma comissão para verificar as denúncias de assédio moral e substituição de professores durante a greve dos professores. Conforme o acordo com o Sinep/MG, as faltas durante a greve serão abonadas e o calendário de reposição será estabelecido diretamente entre os professores e as escolas.

29 de mar de 2011

Servidores de Governador Valadares desmentem prefeitura


O Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (Sinsem-GV) publicou um vídeo no Youtube, em esclarecimento aos servidores sobre informações confusas divulgadas pela administração municipal, sobre suposta negociação.

Segundo o Sindicato, não houve processo de negociação. O que acontece é uma tentativa de confundir os trabalhadores em torno dos 4,5% oferecidos pela prefeitura. O Sinsem-GV também convoca os trabalhadores para assembleia, no dia 30 de março, às 18h, na sede da entidade.


Greve na Rede Privada de Ensino: MPT pode mediar negociação entre professores e donos de escolas


Informações: Sinpro Minas

A pedido do Sindicato dos Professores (Sinpro Minas), nesta terça (29/3), às 10 horas, será realizada uma reunião entre os docentes, representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do sindicato patronal (Sinep-MG), com o objetivo de discutir uma possível intermediação do MPT nas negociações com os donos de escolas. Os professores entraram em greve no dia 22 de março, diante do não atendimento às reivindicações da categoria.

Docentes realizam assembleia nesta terça (29/3)

Nova assembleia dos professores também foi marcada para as 15 horas de hoje, na Faculdade de Medicina da UFMG (Av. Alfredo Balena, 190 – Centro – BH), para decidir sobre a continuidade da greve. Na última assembleia, a categoria voltou a lotar o auditório da Faculdade de Medicina da UFMG, com centenas de professores, e recusou por unanimidade a contraproposta do sindicato patronal (Sinep/MG), que prevê reajuste de apenas 7,6%, pagamento dos dias parados e criação de uma comissão intersindical para discutir, até 30 de junho, os itens: mudança de data-base, seguro de vida, regulamentação da educação a distância, equiparação dos pisos da educação infantil e vigência da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Além disso, a garantia de salário não é retroativa a 1º de fevereiro e nada foi mencionado sobre a estabilidade dos que aderiram ao movimento.



A contraproposta dos donos de escolas não contemplou a proposta apresentada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), que prevê reajuste de 8,13%, equiparação dos pisos da educação infantil a partir de fevereiro de 2012, renovação da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) retroativa a 1º de fevereiro, com vigência de dois anos (à exceção das cláusulas econômicas), reposição das aulas paralisadas, garantia de pagamento dos dias parados e de que não haverá demissões dos docentes que participaram do movimento.

Os docentes reafirmaram as reivindicações já aprovadas anteriormente (reajuste de 12%, equiparação dos pisos da educação infantil, regulamentação da educação a distância, mudança da data-base para 1º de abril, entre outros pontos), mas também aprovaram a proposta apresentada pela Superintendência Regional do Trabalho como referência mínima de negociação.

As medidas macrofinanciais de Gustavo Loyola

Por: Murilo Ferreira da Silva*

Em artigo publicado no Jornal Valor Econômico, no dia 24/03/11, Gustavo Loyola, o economista da era FHC, derrama um pessimismo assustador sobre o País. Ele cita a pesquisa de opinião do Instituto Datafolha, segundo o qual elevou-se o pessimismo da população brasileira quanto à capacidade do governo de conter a inflação.

Tal inclinação viria dos graves e continuados atentados que a tríade sustentadora da estabilidade estaria sofrendo: políticas fiscal, cambial e monetária. Loyola argumenta que houve forte queda dos superávits primários e redução da transparência na contabilidade fiscal, além do expressivo aumento dos repasses do tesouro a entidades públicas, notadamente Petrobras e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Já o câmbio, estaria menos flutuante, devido às medidas administrativas do governo e às intervenções do Banco Central. A política monetária, por sua vez, seria o “último bastião da estabilidade”. Mesmo aí, a coordenação das expectativas para Loyola tornou-se mais complicada, já que os agentes de mercado passaram a perceber mais disposição do governo para correr riscos inflacionários.

Gustavo Loyola considera como exótica a tese do governo de que o melhor ataque à inflação vem do aumento da oferta. O economista da era FHC ainda critica o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, pois este avalia que o BNDES não pressiona a inflação. Segundo o ministro, o investimento permitiria maior oferta de produtos na economia.

Para Loyola, é equivocado achar que as medidas macroprudenciais são mais eficazes do que elevar os juros para conter a inflação. Ele diz que tais medidas refletem a “torcida” para que o Banco Central contenha o aumento da taxa Selic. Por fim, o economista defende que somente a elevação da taxa de juros poderia restringir a demanda agregada, garantindo a estabilidade da moeda.

Contrário ao pessimista Loyola, não considero que houve “atentados” à tríade que sustenta a estabilidade. O economista, na verdade, está criticando os métodos adotados pelo governo Lula em 2009, para que o País saísse da crise. Lula foi bem sucedido nas medidas anticíclicas como reduções de impostos e juros, além da ampliar o consumo. Não nos esqueçamos dos aportes ao BNDES e os incrementos no PAC, cujo carro-chefe foi a Petrobras. O resultado foi o crescimento de 7,5% em 2010. Os números falam por si, e não há porque termos pessimismos, a não ser para os tucanos que perderam a eleição.

São muitas as controvérsias em relação ao câmbio. A opinião de Loyola não é compartilhada por grandes especialistas. O que existe é uma verdadeira guerra cambial no planeta. As medidas dos EUA inundam os mercados de dólares e pressionam pela valorização excessiva do real. Diante disso, são mais do que corretas as medidas do governo e do Banco Central para reverter tal tendência.

É óbvio que o governo não está disposto a correr riscos inflacionários. O problema central é não abrir mão do crescimento. São outras as perspectivas alimentadas no momento. O País que já deixou a Itália para trás, e prepara-se para ultrapassar a Alemanha no ranking das grandes economias. O olhar míope (e comprometido?) de Loyola só consegue enxergar a taxa de juros como o único instrumento de combate à inflação. Suas idéias fatalmente implicariam na derrocada do atual crescimento brasileiro.

*Murilo Ferreira da Silva é diretor da CTB Minas e do Sinpro, Sindicato dos Professores.

24 de mar de 2011

Metabase de Poços de Caldas já está em campanha salarial

O Sindicato Metabase de Poços de Caldas e Região já está em campanha para o acordo coletivo de trabalho 2011/2012. No dia 22 de fevereiro, foi iniciado o trabalho de construção da pré-pauta com os trabalhadores da Mineração Curimbaba Ltda, que deram sugestões por escrito aos representantes do Sindicato.



No dia 21 de março, os representantes do Metabase se reuniram com representantes da Mineração Curimbaba Ltda. Foi discutido o valor para a Participação nos Lucros e/ou Resultados. A empresa estuda a proposta de R$1.600, a serem pagos em duas parcelas.

A primeira assembleia dos trabalhadores deve acontecer na primeira semana de abril. O Metabase de Poços de Caldas e Região negocia acordos coletivos com mais seis empresas.

Orientações para os eventos 28 de abril e 1º de maio


Companheiras e companheiros;

O Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho (28 de abril) e o Dia Internacional do Trabalhador (1º de Maio) se aproximam. Orientamos aos sindicatos filiados a realização de encontros e eventos no dia 28 de abril. O objetivo é promover um debate qualificado, além de orientar o trabalhador quanto aos seus direitos relativos à saúde e segurança no ambiente de trabalho.



O Fórum das Centrais Sindicais mineiras também debate em conjunto o 1º de Maio. O projeto é que diretorias regionais proponham, junto aos companheiros das demais centrais e outros sindicatos, atos públicos unificados pelo interior do estado, a exemplo do que acontecerá em Belo Horizonte. Destacamos que Dia Internacional do Trabalhador conjunto foi lançado nacionalmente, na última terça-feira (22/03). Em continuidade da luta pela implantação da Agenda da Classe Trabalhadora , estão definidas as seguintes bandeiras:

- Pela paz internacional, solidariedade entre os povos e contra as guerras;

- redução da jornada sem redução de salários;

- fim do fator previdenciário;

- valorização das aposentadorias;

- valorização do salário mínimo;

- trabalho decente;

- igualdade entre homens e mulheres;

- valorização do serviço público e do servidor público;

- reforma agrária;

- educação e qualificação profissional e redução da taxa de juros.


Estamos inteiramente à disposição para eventuais esclarecimentos e apoios.

Saudações Sindicais;

Diretoria da CTB Minas.

23 de mar de 2011

Estudantes defendem o Fundo Social do Minério


Estudantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte fizeram passeata nesta quarta-feira (23/03) pela criação do Fundo Social do Minério. O debate faz parte da agenda pelo Novo Plano Nacional de Educação, que tramita no Congresso, e também pelas reformas no marco regulatório da mineração. Após a caminhada pelas Avenidas Amazonas e do Contorno, os jovens se manifestaram na Assembleia Legislativa, onde foram recebidos por deputados.

De acordo com a proposta, o Fundo Social do Minério reservaria recursos exclusivos dos royalties para educação, ciência e tecnologia. Péricles Francisco dos Santos, presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), defende uma Proposta de Emenda à Constituição Mineira. “A legislação sobre o minério é federal. Mas estamos dizendo que o estado de Minas também tem legislar sobre o setor. A maioria dos impactos acontece aqui, as nossas montanhas é que estão diminuindo”, explica. Péricles acredita que os recursos poderiam ser usados, por exemplo, na melhoria da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), cujos campi do interior funcionam por meio de parcerias com instituições privadas e cobram pelas mensalidades.

Mais recursos para a educação brasileira

O protesto em Belo Horizonte faz parte de uma jornada nacional de lutas, liderada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Os jovens também defendem 59 emendas no Plano Nacional de Educação, a começar pelo aumento dos recursos, que passariam de 7% para 10% do PIB. Segundo o presidente da UBES, Yann Evanovick¸ a proposta será encaminhada à presidenta Dilma Roussef, em encontro nesta 5ª feira, em Brasília. “Os 7% poderiam servir muito bem há dez anos. Agora, o estado brasileiro aumentou sua dívida com a educação, portanto tem que pagar mais”, explica.

Em Belo Horizonte, os estudantes foram recebidos pelos deputados estaduais Alencar da Silveira Jr. (PDT), Lisa Prado (PSB), Sargento Rodrigues e Luiz Carlos Miranda (PDT). Eles prometeram uma audiência pública, além de encaminhar a proposta do Fundo Social do Minério à mesa diretora. Novas passeatas devem acontecer nos municípios de Betim, Contagem, Uberlândia, Coronel Fabriciano, Juiz de Fora. Também participou do ato desta quarta-feira a União Estadual dos Estudantes (UEE).


Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas.

22 de mar de 2011

Estudantes fazem manifestação pelo Fundo Social do Minério

Fonte: UEE e UCMG

No dia 23 de março, próxima quarta-feira, estudantes secundaristas e universitários, União Estadual dos Estudantes (UEE-MG) e a União Colegial de Minas Gerais (UCMG) realizam uma passeata em Belo Horizonte. Os manifestantes defendem o Fundo Social do Minério, bandeira lançada pelos estudantes e que já conta com o apoio de 46 deputados.



A passeata também defenderá o investimento de 10% do PIB para a educação e garantia do meio-passe. Em Belo Horizonte, apenas 5 mil alunos devem ser beneficiados. Os jovens se concentram na Praça Pio XII às 8h. Depois, eles seguem ao encontro de deputados estaduais, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no Bairro Santo Agostinho.

Centrais lançam 1º de Maio Unificado

Unidas, as centrais sindicais CTB, CGTB, Força Sindical, NCST e UGT lotaram a Praça Ramos, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (22) para o lançamento do 1º de Maio Unificado, que, como no ano passado, será realizado na Avenida Marquês de São Vicente, próximo ao metrô Barra Funda.

Presentes ao ato de lançamento, dirigentes das centrais destacam a relevância do evento e as bandeiras que serão defendidas, enquanto a militância munida de bandeiras, camisetas e jornais convidavam a população para a atividade.



Dia de Luta

“Este 1º de Maio vai entrar para a história do movimento sindical, pois mais uma vez reforçará a unidade construída dentro do movimento sindical. Tão importante para continuarmos avançando na defesa dos direitos da classe trabalhadora e pela implantação de um projeto de Desenvolvimento com distribuição de renda, justiça social e valorização do trabalhador”, declarou Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB Nacional.

Neste ano, as bandeiras de luta do 1º de maio serão a redução da jornada sem redução de salários; fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias; valorização do salário mínimo; Trabalho Decente; Igualdade entre homens e mulheres; valorização do serviço público e do servidor público; reforma agrária; educação e qualificação profissional e redução da taxa de juros.

Unidade

Presentes em todas as falas, a palavra unidade, demonstrou a sintonia entre os sindicalistas. "Esse primeiro de Maio reforça a união, consolidada na 2ª Conclat, na busca pelas bandeiras dos trabalhadores. Não vamos abrir mãos da bandeira da unidade das centrais, que um Brasil mais desenvolvido revertido em valorização do trabalho, reforma agrária, com distribuição de renda e com o avanço da democrácia no Brasil", discursou Helifax Pinto, dirigente da CTB e do Sintaema (Sindicato dos Trablçhadores em Água, Esgoto e meio Ambiente).

Unidade citada por Joílson Cardoso, secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB. Para ele, a existência de seis centrais não significa a divisão do movimento sindical. “Nós criamos a CTB para que as forças políticas pudessem se expressar na sociedade brasileira. Portanto, uma vez consolidado esse primeiro momento em que as forças políticas estão consolidadas, o fato de promovermos um 1º de Maio Unificado significa que elas querem se apresentar para a sociedade de uma forma unificada através de uma plataforma que nós construímos em junho do ano passado, com a realização da 2º Conclat. Queremos mostrar para a sociedade brasileira que as centrais estão unidas no combate à opressão do capital sobre a classe trabalhadora. Por isso, a data é tão significativa para todos nós”, afirmou o dirigente.

Como no ano passado, o grande ato será realizado na Avenida Marquês de São Vicente, próximo ao metrô Barra Funda e contará com atrações musicais e discursos políticos que visam conscientizar a população para a importância da mobilização popular.

Fonte: Cinthia Ribas – Portal CTB (fotos: Mundo Sindical)

Professores da Rede Privada em greve por tempo indeterminado


Fonte: Sinpro Minas

Professores ressaltam necessidade de mobilização para garantir conquistas

Em assembleia lotada, nesta terça-feira (22/3), os professores da educação privada (área de abrangência do Sinep/MG) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Na sexta-feira (25/3), nova assembleia será realizada, às 9h, na Faculdade de Medicina da UFMG (Av. Alfredo Balena, 190 – Centro – BH), para decidir o rumo do movimento grevista.

“A categoria está unida. Aumentamos a mobilização, e a adesão cresce a cada dia. Os professores deram novamente o recado de que, neste ano, não abriremos mão de avanços”, destacou Gilson Reis, presidente do Sinpro e da CTB Minas.  
Nova reunião com o sindicato patronal está agendada para esta quinta-feira (24/3), às 10h30, na Superintendência Regional do Trabalho (Rua Tamoios, 596 – Centro – BH).

Adesão cresce, mobilização aumenta e categoria lota o auditório da Associação Médica de Minas Gerais

A paralisação desta terça-feira atingiu parcial ou integralmente em torno de 50 instituições de ensino de Belo Horizonte, como Colégio Frei Orlando, Marista Dom Silvério, Colégio Santo Antônio, Efigênia Vidigal, Colégio Libertas, Colégio Pio XII, Instituto Padre Machado, Colégio Imaculada, Universo, Newton Paiva, Uni-BH, Sagrado Coração de Maria, Fumec, Escola da Serra, entre outras. A decisão da assembleia é válida para a capital e região metropolitana.

Intransigência patronal

Os docentes voltaram a recusar, por unanimidade, a contraproposta patronal – que prevê reajuste pelo INPC (6,53%) para quem ganha acima do piso, e de 7,5% para quem o recebe –, e reafirmaram a necessidade de avançar e de valorizar a categoria.

Após quase quatro meses de negociação, o impasse permanece, pois os donos de escolas mantêm a intransigência e se recusam a apresentar uma proposta satisfatória, que atenda as reivindicações da categoria. “Mesmo com todos os indicadores econômicos positivos, o patronal não quer valorizar os professores. Em nenhum momento, nossa pauta de reivindicações foi aceita. Em função disso, a greve é a saída que a categoria encontrou neste momento para pressioná-los a negociar”, disse Gilson Reis.

Os professores reivindicam 12% de reajuste salarial, equiparação dos pisos da educação infantil, regulamentação da educação a distância, mudança da data-base para 1º de abril, eleição de delegados sindicais a cada 50 trabalhadores na instituição de ensino, seguro de vida e criação de comissão, no interior das escolas, para tratar de assuntos relacionados à violência no ambiente escolar e à saúde da categoria.

21 de mar de 2011

Jornal O TEMPO criminaliza Dandara, mas a Comunidade responde

Nota de esclarecimento à sociedade e à imprensa, divulgada pela Coordenação da Comunidade Dandara

Belo Horizonte, 16 de março de 2011

O Jornal O TEMPO publicou no último domingo, dia 13 de março de 2011, reportagem especial de duas páginas, com chamada de capa, sobre “venda de lotes e outras denúncias” contra as 887 famílias da Comunidade Dandara – uma das maiores ocupações organizadas do Brasil, sob ameaça de despejo -, localizada entre os bairros Céu Azul e Nova Pampulha, em Belo Horizonte, MG. A matéria, carregada de preconceito e com nítido propósito de criminalizar a comunidade, violou os princípios básicos do jornalismo profissional, razão pela qual será requerido judicialmente direito de resposta. Antes disso, contudo, nos sentimos na obrigação de contestar publicamente a reportagem, enfrentando os principais ataques feitos pelo Jornal O TEMPO que, com essa reportagem, assinada pela jornalista Magali Simone, cometeu um desserviço à opinião pública e ofendeu a própria categoria jornalística.



 • Sobre a venda de lotes na Comunidade Dandara

O Regimento Interno da Comunidade Dandara proíbe a comercialização de lotes dentro da ocupação. Essa prática ofende frontalmente os princípios que sustentam a legítima luta dos sem teto. Entretanto, existem algumas pessoas que se aproveitam desse processo para obter ganhos financeiros com a venda ou troca de lotes. Ora, isso ocorre em ocupações organizadas, ocupações espontâneas e também nos próprios programas habitacionais da Prefeitura, que prevêem período de carência para alienação dos imóveis. Trata-se de pobre vendendo para pobre no circuito da chamada “especulação de baixa intensidade”, prática comum nas periferias urbanas de um país profundamente desigual como o Brasil. Na Dandara não poderia ser diferente, pois não somos uma comunidade de “puros”, temos contradições e problemas que precisam ser – e estão sendo – superados. Jamais omitimos isso aos nossos apoiadores, pois nossa política é balizada pelo critério da verdade. Há pessoas que agem de má fé em todas as classes e segmentos da sociedade, inclusive dentro do Jornal O Tempo. A omissão e insensibilidade do poder público, a falta de oportunidade para viver no entorno, arrumar emprego em outra região e outros fatores também afetam famílias que acabam mudando o rumo da vida.

De qualquer forma, é importante deixar claro que as Brigadas Populares, a Coordenação interna da Comunidade e a Rede de Apoio sempre condenaram a comercialização de lotes e lançam mão de medidas concretas para a conscientização dos moradores e coibição de transferências irregulares. Felizmente, temos obtido êxito. Com quase dois anos de existência, tais situações são uma exceção na Dandara. Para extirpar totalmente essa prática, já havíamos, inclusive, começado a recadastrar todos os moradores e fornecer para as famílias que se enquadram no Regimento Interno um Termo de Posse - intransferível, inegociável e válido por um ano.


Muito maliciosamente, o Jornal O Tempo fez da exceção a regra com o nítido propósito de manchar a imagem da Comunidade perante a opinião pública. Ademais, o Jornal O Tempo omitiu os bons frutos de Dandara, como os equipamentos coletivos construídos em mutirão, o trabalho de alfabetização (Projeto MOVA), as hortas e jardins, o Plano Diretor coletivo, o respeito à legislação urbanística e ao meio ambiente, as atividades culturais, as equipes de saúde e educação, o trabalho das pastorais sociais, os vínculos de solidariedade, a conciliação de conflitos, as vivências de estudantes, a ampla rede de solidariedade, reuniões e assembleias gerais e etc. Estão em construção, em regime de mutirão a Igreja Ecumênica de Dandara e uma Hora Comunitária. Há também dezenas de vídeos amadores disponibilizados no youtube, que também ajudam a entender o que se passa em Dandara. Os dois moradores envolvidos em venda de lotes, citados pela reportagem, estão proibidos de morar na comunidade até que a Assembleia Geral decida definitivamente o caso.

Sobre os danos ambientais

A preservação ambiental e dos cursos d'água sempre foi uma diretriz para a ocupação do terreno que abriga a Comunidade Dandara. Desde o início é feito um acompanhamento técnico da Comunidade, através de arquitetos, engenheiros e estudantes dessas áreas, com a participação de dandarenses, para assim evitar erros na caminhada de conquista da moradia. Podemos afirmar que a comunidade não comete crime ambiental como afirma o Secretário da Regional Pampulha.

Ao contrário de empreendimentos realizados pelo poder público que cobrem os cursos d`água com ruas e avenidas, como é o caso do Boulevard sobre o Rio Arrudas, na ocupação Dandara os cursos d`água foram preservados, criando a possibilidade de harmonizar o convívio das pessoas com as águas. O único que degrada a nascente que existe no terreno é poder público por meio da Escola Estadual Deputado Manoel Costa, localizada dentro do terreno. A escola comete de fato um crime ambiental, construída desrespeitando a APP - Área de Preservação Permanente - da única nascente que existe no terreno, sobre um dos poucos cursos d`água perene dentro do município de Belo Horizonte. Para agravar a situação, a instituição de ensino lança seu esgoto no córrego, este por sua vez deságua na margem esquerda da Lagoa da Pampulha, importante fato, pois nesta margem não existe interceptor de esgoto.


A Comunidade tem sido objeto de estudo de várias escolas de arquitetura e engenharia onde são construídas e discutidas com a comunidade inúmeras propostas socioambientais para absorção dos impactos negativos decorrentes da ausência de rede coletora de esgoto, sistemas de disciplinamento das águas de chuva, coleta de lixo, dentre outras questões que preocupam a comunidade à medida que se consolida na área. Uma das propostas que esta sendo construída é a Horta Comunitária no entorno da única nascente dentro do terreno. Este equipamento coletivo irá criar um cordão de isolamento da nascente, garantindo assim que as águas cinzas, que não são recolhidas pelo sistema de coleta de esgoto, não afetem a única nascente que existe dentro da gleba. A realização desta horta tem sido acompanhada pela CAUP - Centro de Agricultura Urbana e Periurbana da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Existem áreas coletivas dentro da Comunidade que tem sido objeto de propostas e realizações de plantio de árvores, além de ampla preservação dos espécimes vegetais que ali existem. Um dos exemplos ocorre em uma linha de drenagem paralela à Rua Geraldo Orozimbo, coincidente agora com o leito de duas ruas da comunidade, as ruas Zilda Arns e Paulo Freire. A preservação dessa linha de drenagem tem sido um importante mote para a educação ambiental das 887 famílias que agora tem onde morar, o local teve suas pequenas árvores revitalizadas com a ação.

É de fato preocupante como iremos recuperar os danos ambientais que o poder público tem realizado em toda a cidade. A proximidade da Copa de 2014, as obras do PAC e também o Programa Minha Casa Minha Vida, que não atende a demanda por habitações para população com renda mensal até 3 salários mínimos, têm gerado obras que ignoram as questões ambientais. O Sr. Osmando Pereira, Secretário da Regional Pampulha, nunca se deu ao trabalho de visitar nossa comunidade para verificar o absurdo de sua acusação. O Jornal O Tempo tampouco nos permitiu contestar tal denúncia. Caso esse Senhor realmente estivesse preocupado com o meio ambiente, pediria exoneração imediata da Prefeitura de Belo Horizonte que irá cometer o maior crime ambiental da história de nossa cidade ao aprovar uma operação urbana consorciada que irá criar uma nova regional sobre a última grande área verde de BH, na Região do Isidoro.



• Sobre o fornecimento de água e energia

Após muita mobilização e pressão, a Comunidade Dandara conquistou junto à empresa COPASA a instalação de um – apenas um – padrão de água. A conta deste padrão custa à comunidade, em média, dez mil reais mensalmente (não foi concedida tarifa social aos moradores). Para o pagamento desse montante, cobra-se a taxa de R$ 15,00 por família. Quanto à energia elétrica, a empresa CEMIG se nega a regularizar o fornecimento, como se a natureza da posse pudesse tirar o direito à prestação do serviço público, violando a dignidade da pessoa humana. Assim, toda a rede de iluminação pública e distribuição de energia foi construída pelos próprios moradores. O Jornal O Tempo afirma que cobramos taxa mensal de R$ 40,00 pela energia, o que não é verdade. O que ocorre é a divisão dos custos da instalação (gastos com fios, disjuntores, mourões ...) entre os próprios moradores. Nenhum morador é autorizado a cobrar taxa de energia por ceder a fiação para outra família.

• Sobre a ameaça de vizinhos

O Jornal O Tempo publicou ainda que vizinhos dizem ser ameaçados por moradores da ocupação. O tablóide também não se deu ao trabalho de comprovar a veracidade dessa denúncia. Não consta contra as famílias de Dandara nenhum procedimento criminal por ameaça cometida contra vizinhos. Trata-se de calúnia feita contra os moradores da Comunidade sem que lhes fossem ofertada pelo Jornal o direito ao contraditório, o que seria o mínimo esperado de um jornal digno de respeito. Ao contrário, a Comunidade Dandara tem recebido a solidariedade de muitas famílias do entorno dela. Se por um lado há vizinhos que se incomodam com Dandara, por outro há muitos vizinhos que reconhecem o direito dos pobres de lutar por um direito constitucional, que é o direito à moradia.

• Sobre as alegações da Construtora Modelo

A Construtora Modelo, que, junto com sua coirmã, a Construtora Lótus, responde por mais de 2.500 processos judiciais de mutuários lesados, busca omitir a retenção especulativa da área jogando a responsabilidade pelo descumprimento da função social da propriedade na burocracia administrativa. A celeridade dos licenciamentos ambientais envolvendo o megaprojeto imobiliário da Mata dos Werneck e o empreendimento que a Construtora Rossi pretende construir na Mata do Planalto, ambos em áreas extremamente sensíveis do ponto de vista ambiental, colocam em cheque a tese de que a empresa não fez nada no terreno – por mais de 10 anos! – por que aguardava a liberação do alvará da municipalidade. Ora, por que os advogados da empresa, tão diligentes para providenciar o despejo de aproximadamente 5 mil pessoas, não recorreram ao Judiciário para viabilizar o início das construções? Além disso, a área já estava abandonada desde a década de 1970, quando a fazenda, que ali existia, entrou em processo de falência.



A empresa ainda mente ao afirmar que doou uma fração do imóvel ao Estado de Minas Gerais para construção de uma escola. Ora, como isso poderia ser possível se a Escola Estadual Deputado Manoel Costa já existia no terreno muito antes da Construtora Modelo adquirir o imóvel? Também omite a verdade ao afirmar que não cabem mais recursos contra a ordem de reintegração de posse. O Jornal O Tempo não se deu ao trabalho de averiguar que a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinando o desalojamento forçado ainda não transitou em julgado - havendo, inclusive, pendência de recurso no Superior Tribunal de Justiça.

No mais, a afirmação da Construtora Modelo de que irá construir na área empreendimento destinado a famílias de baixa renda (de até 3 salários mínimos) é piada de mau gosto e desmerece maiores comentários. Basta dizer que, apesar de todos os subsídios e isenções fiscais, nem mesmo o Programa Minha Casa Vida conseguiu atrair as construtoras para a população de baixa renda que representa 90% do déficit habitacional de Belo Horizonte: acima de 60 mil moradias. Até hoje, na capital mineira não foi concluída nenhuma unidade habitacional destinada a famílias com renda de até 3 salários mínimos mensais.

• Conclusão

Infelizmente, à exceção da Revista FÓRUM (edição 94, janeiro/2011), nenhum grande veículo de comunicação se dispôs até o presente momento a tratar a Comunidade Dandara com profundidade, abordando-a como um conflito social que requer a ação responsável das autoridades públicas. A grande mídia também não trouxe à tona o pano de fundo do processo que envolve Dandara para suscitar o debate sobre a questão habitacional, a segregação socioespacial e as necessárias Reformas Urbana e Agrária. Não estamos indignados com o fato do Jornal O Tempo ter divulgado flagrante de venda de lotes em nossa comunidade. O que nos repudia é a postura irresponsável de um veículo de comunicação que, além de desrespeitar as regras mais comezinhas do jornalismo profissional, não mede as conseqüências de uma conduta que pode contribuir indiretamente para uma “solução” violenta para um conflito social que não deve ser tratado como caso de Polícia. Em verdade, o Jornal O Tempo assumiu a defesa dos que pugnam pelo despejo das 887 famílias de Dandara, dos que lucram com a retenção especulativa de vazios urbanos, dos que atentam diariamente contra o direito à cidade das maiorias excluídas. Para tanto, era preciso omitir as conquistas e os avanços da Comunidade Dandara, referência para o Brasil e o mundo de luta e resistência popular organizada.

Atenção: Tratar as Comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy como caso de polícia, tentar realizar despejo por força policial, jamais será solução justa para o conflito social que está instalado aos pés da Serra do Curral. Despejo, caso seja feito, será o início de conflitos muito mais sérios, a inauguração de um problema muito mais grave, porque atentará contra a dignidade humana de milhares de pessoas. Por isso, reivindicamos ao Prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, ao Governador de Minas, Antônio Anastásia, ao Tribunal de Justiça, ao Governo Federal, enfim, às autoridades a abertura de diálogo para que uma saída justa seja encontrada para que as 1.200 famílias dessas três Comunidades, que já construíram cerca de 1.100 casas de alvenaria, possam dormir em paz e seguir lutando por uma sociedade que caiba todas e todos.

Coordenação da Comunidade Dandara – Brigadas Populares – Rede de Apoio e Solidariedade

Belo Horizonte, 16 de março de 2011

20 de mar de 2011

Contraproposta da Prefeitura de Governador Valadares é inaceitável, denuncia Sinsem

Fonte: Sinsem-GV

Terminou de forma absolutamente frustrante a reunião de negociação entre diretores do Sindicato dos Servidores de Governador Valadares (Sinsem-GV) e representantes da administração municipal, na sexta-feira (18/03). Depois de cerca de quatro horas de reunião, pouquíssimos itens da pauta foram acordados. Todos os aspectos de ordem financeira constantes na pauta de reivindicações foram negados pela Administração Municipal, com o pálido argumento de “dificuldades financeiras, agravadas com a crise financeira mundial”, entre outras desculpas totalmente inaceitáveis.

Charge: Sindicato dos Bancários da Bahia

Segundo Ranger Belisário, Secretário de Administração e único representante do Município nas negociações, neste momento a prefeitura manterá o pagamento no dia 10 de cada mês, não fará pagamento da avaliação de desempenho e ainda reajuste ZERO na data base da categoria, dia 1º de março. A diretoria do Sinsem manifestou que a posição do Município em relação aos servidores é totalmente INACEITÁVEL, e que a negativa praticamente geral da pauta demonstra total FALTA DE RESPEITO com o funcionalismo. A diretoria solicitou ainda que seja encaminhado um pedido de reconsideração desta “proposta” diretamente à prefeita Elisa Costa (PT) e demais membros do governo e da Junta de Coordenação Orçamentária e Financeira (Jucof).

Diante desta firme posição do Sinsem e frustração generalizada, ficou acordado que o pedido de reconsideração de proposta será enviado à prefeita e ainda nova discussão da pauta na reunião da Jucof do Município prevista para o dia 22/03 (terça-feira) e posteriormente a realização de mais uma reunião com o sindicato. Independente do resultado deste pedido de reconsideração, a Diretoria Executiva do Sinsem fará reunião emergencial neste fim de semana e também já agendou uma reunião extraordinária da diretoria Geral a ser realizada na próxima segunda-feira (21/03), com a finalidade de discutir e deliberar sobre amplamente as medidas que serão adotadas mediante esta posição INACEITAVEL da Administração Municipal.


José Carlos Maia, presidente do Sinsem (de pé)

Todas as alternativas estão sendo estudadas, não descartando inclusive a paralisação total das atividades, diante de tamanha falta de compromisso do atual governo com os servidores municipais. Nos próximos dias, também será convocado uma grande assembléia dos servidores municipais para exigir respeito ao atual governo e deliberar sobre as propostas apresentadas pelo município. Pedimos aos servidores que atendam mais uma vez ao nosso chamado do e que continuem apoiando e fortalecendo o sindicato. Somente com nossa mobilização poderemos garantir nossos direitos e novas conquistas. O pagamento do 13º salário foi o maior exemplo de nossa força. Certamente se não tivéssemos nos mobilizado, ainda hoje estaríamos sem este beneficio.

Trabalhadores protestam contra rotatividade na Jabil do Brasil

No começo da tarde de sexta-feira, 18, o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim realizou um ato na portaria da Jabil do Brasil em protesto contra a elevada rotatividade da mão-de-obra na fábrica. Nos últimos oito meses, o número de empregados – em sua maioria mulheres – foi reduzido praticamente à metade: de 1.997, em julho de 2010, para os atuais 1.100 trabalhadores. Representaram a CTB Minas o vice-presidente, José Antônio de Lacerda, o Jota, e Gelson Alves, Secretário de Comunicação da Central e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos.

A manifestação é parte das atividades programadas pelo Sindicato para o “Mês da Mulher” e contou com a presença de lideranças sindicais de diversas categorias profissionais e de trabalhadores da Monterrey, que estão em greve e se deslocaram até a portaria da Jabil para apoiar a iniciativa.



“Estamos aqui para exigir um basta à maneira como os trabalhadores e trabalhadoras têm sido tratados pela Jabil”, afirmou Marcelino da Rocha, presidente do Sindicato. Apelidada de “fábrica do emprego descartável”, a Jabil é fabricante de equipamentos eletroeletrônicos e se instalou no município em janeiro de 2007. De lá para cá, 1.588 trabalhadores que somavam mais de um ano de casa já foram demitidos, segundo balanço do Departamento de Homologação do Sindicato.

Rocha advertiu, entretanto, que, sozinho, o Sindicato pouco poderá fazer para reverter as demissões em massa. “É fundamental também que os próprios trabalhadores da Jabil entendam que estão aqui para vender sua força de trabalho, não a sua dignidade”.

Presente no ato, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG) prometeu encaminhar uma denúncia da prática adotada pela empresa à Comissão do Trabalho – da qual é integrante – e ao plenário da Câmara dos Deputados. “A Jabil precisa compreender que seus trabalhadores merecem um tratamento digno”.

Encontro

Durante a manifestação, João Alves de Almeida, vice-presidente do Sindicato, informou aos participantes que, em encontro realizado horas antes, com a prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara (PT), a direção do Sindicato obteve dela o compromisso de intermediar uma reunião entre representantes da entidade e das secretarias de Desenvolvimento e de Indústria e Comércio do Estado de Minas Gerais, para que o assunto seja debatido.

“É nossa intenção cobrar do governo do Estado um posicionamento em relação à postura da empresa, uma vez que estas demissões têm afetado não apenas estes trabalhadores e suas famílias, mas a economia local e regional”, disse.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas
Redação: Alexandre Magalhães/Jornalista.

17 de mar de 2011

MPT de Minas Gerais arquiva denúncia contra Sindicato dos Vigilantes

Fonte: CNTV


A Procuradora do Trabalho Elaine Noronha Nassif, da Procuradoria Regional do Trabalho da 3a. Região/MG, mandou arquivar o Inquérito Civil instaurado em 2008 contra a direção do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais e o Presidente da entidade à época, companheiro Edílson Silva Pereira, também diretor da Confederação Nacional dos Vigilantes.

A Procuradora entendeu que havia uma disputa pela direção do Sindicato, resolvida com a eleição que consagrou o companheiro Romualdo Ribeiro como Presidente para a gestão 2010/2013, confirmada por decisão judicial transitada em julgado, não restando comprovada nenhumas das denúncias contra a entidade sindical, tampouco contra o dirigente.

Edilson Silva (ao centro)

Na época, setores da categoria e outros insatisfeitos com a atuação do Sindicato apresentaram várias denúncias contra a atuação do Sindicato, apontando inclusive supostas irregularidades na condução das negociações coletivas e levantando dúvidas relacionadas à conduta pessoal do companheiro Silva.

O processo chegou a 15 volumes e nenhuma irregularidade foi comprovada.  Para o Presidente da CNTV (Conferederação Nacional dos Vigilantes), José Boaventura, “a decisão do Ministério Público confirma a confiança que sempre tivemos na condução das lutas da categoria pela direção do Sindicato de Minas, especialmente, no compromisso do companheiro Silva com a luta e na retidão do seu caráter. Sempre compartilhamos destas lutas, dos compromissos e da convivência com os dirigentes e com a categoria, o resultado não poderia ser outro.


Em depoimento ao Blog da CTB Minas, Edilson Silva declarou:


“O Ministério Público viu que as denúncias eram infundadas, não tinham consistência, era tudo na base do ouvir falar, ouvir dizer. Essa decisão confirma a lisura do mandato, e também mostra que a atuação Sindicato dos Vigilantes está no rumo certo, e acontece sempre no sentido de defender o direito dos trabalhadores e trabalhadoras”.

Edilson Silva é Secretário de Imprensa da Confederação Nacional dos Vigilantes, diretor do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, e delegado representante da Federação dos Vigilantes.

Centrais Sindicais mineiras vão coletar assinaturas pelo salário mínimo regional


As centrais sindicais mineiras e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizaram, nesta quarta-feira (16/03), o seminário “Piso Mínimo Regional: uma proposta para Minas”. Os trabalhadores deliberaram o início da coleta de 10 mil assinaturas em favor de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que cuide do tema. Os detalhes sobre o calendário da campanha serão ajustados a partir da próxima segunda-feira (21/03), numa reunião em Belo Horizonte.

Segundo a Lei Complementar que regulamenta o artigo 7° da Constituição Brasileira, os Projetos de Lei sobre os salários mínimos regionais são de iniciativa dos executivos estaduais. Portanto, a coleta de assinaturas tem o objetivo de sensibilizar o governo de Minas para as necessidades dos trabalhadores. Conforme explica Maria de Fátima Lage Guerra, supervisora técnica do Dieese mineiro, o salário mínimo regional se aplica diretamente às categorias não beneficiadas por acordos ou convenções coletivas, como trabalhadores rurais e empregadas domésticas. Mas a tendência é de ganhos também para os demais trabalhadores. “A experiência mostra que os pisos regionais têm funcionado como farol, um sinalizador para os pisos das outras categorias”, destaca.


Gilson Reis, o segundo da esquerda para a direita

Entre as iniciativas semelhantes  bem sucedidas, está o estado de Santa Catarina, onde as articulações e o processo de mobilização também foram conduzidos pelas Centrais Sindicais, assessoradas pelo Dieese. Estima-se que, antes do estabelecimento do salário mínimo regional, 30% dos acordos tinham pisos abaixo da linha de corte posteriormente alcançada. Segundo o Supervisor Técnico do Dieese em Santa Catarina, José Álvaro Cardoso, foram conquistadas 49 mil assinaturas. Ele encorajou os companheiros mineiros, embora destacando que há um longo caminho a ser percorrido na busca de consensos. Entre os anos de 2006 e 2009, foi necessário organizar 22 reuniões com o Poder Executivo de Santa Catarina, além de 18 debates temáticos, com o objetivo de convencer a sociedade e ganhar o seu apoio.

O presidente da CTB Minas, Gilson Reis, acredita que o estado - terceira maior economia do País - tem possibilidades concretas de implementar o salário mínimo regional. A melhor estratégia seria colocar em voga as contradições próprias da política, implicando o governador Antonio Anastasia (PSDB), cujo partido defendeu o salário mínimo nacional de R$ 600. O estado de São Paulo, também governado pelos tucanos, adota o mínimo regional desde 2007. “Se o PSDB defende esse projeto nacionalmente e em São Paulo, por que não em Minas Gerais?”, questiona Gilson.

O supervisor técnico do Dieese em Santa Catarina destaca que persistência, liderança e solidariedade de classe são os ingredientes fundamentais dessa luta. Cardoso defende a criação de estratégias para levar a campanha ao interior de Minas, que tem 853 municípios. Uma tática interessante seria conseguir moções de vereadores e Câmaras Municipais, com quem os sindicatos costumam ter contato direto.

Além da CTB, participaram do seminário representantes da CUT, NCST, CGTB, UGT e os deputados estaduais Celinho do Sinttrocel (PCdoB) e Rogério Corrêa (PT), que têm matérias sobre o tema. Ficou acertado o pedido de uma audiência pública na Assembleia mineira, com transmissão ao vivo pela TV Legislativa para o interior do estado. Outras instâncias como o Ministério Público também serão chamadas a contribuir com essa mobilização.
Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas.

16 de mar de 2011

Professores da rede privada de BH aprovam indicativo de greve

Fonte: Sinpro Minas

Em assembleia lotada, nesta quarta-feira (16/3), os professores da rede privada de ensino voltaram a recusar a contraproposta patronal (Sinep/MG) e reafirmaram que o momento é de ampliar as conquistas e de valorizar a categoria.

Nova paralisação nos três turnos foi marcada para 22 de março (terça-feira), quando a categoria faz assembleia, com indicativo de greve, às 9h, na Associação Médica de Minas Gerais (Avenida João Pinheiro, 161 – Centro - BH). A decisão é válida para Belo Horizonte e região.


Os docentes reivindicam 12% de reajuste salarial, equiparação dos pisos da educação infantil, regulamentação da educação a distância, mudança da data-base para 1o de abril, eleição de delegados sindicais a cada 50 trabalhadores na instituição de ensino, seguro de vida e criação de comissão, no interior das escolas, para tratar de assuntos relacionados à violência no ambiente escolar e à saúde da categoria.

A contraproposta patronal, recusada por unanimidade, prevê renovar a atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e conceder apenas um reajuste pelo INPC (6,53%) para quem ganha acima do piso, e de 7,5% para os que o recebem.

“Não vamos abrir mão de avanços neste ano. Essa foi a principal mensagem de hoje”, afirmou Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas, após a assembleia, que contou com a participação de centenas de professores e voltou a mostrar a força e a mobilização da categoria.

15 de mar de 2011

Trabalhadores denunciam demissões em massa na multinacional Jabil


O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas denuncia a política de rotatividade e demissão em massa realizada pela multinacional Jabil. A unidade da fornecedora de eletroeletrônicos norte-americana está instalada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desde janeiro de 2007. Segundo Andréia Diniz, Secretária Geral eleita do Sindicato dos Metalúrgicos, a Jabil já demitiu quase 1.600 trabalhadores desde a sua chegada. Apenas na primeira semana deste mês, foram 200 dispensados.
Andréia Diniz

As mulheres seriam a maioria entre os afetados. Para reduzir os danos aos demitidos nessa última leva, o Sindicato dos Metalúrgicos tentou negociar com a Jabil, visando estender o plano de saúde e mais um mês de salário aos demitidos. Mas “a empresa é taxativa, não topa nem discutir”, conforme afirma Andréia Diniz. Na próxima sexta-feira (13/03) o Sindicato dos Metalúrgicos realiza um ato de repúdio ao modelo de gestão da Jabil. O protesto acontecerá na porta da fábrica (BR 381, s/n, km 433, bairro Jardim Piemonte), e deve começar ás 13h30.

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas.



Núcleo Piratininga realiza curso de comunicação comunitária

Fonte: Núcleo Piratininga

Já estão abertas as inscrições para o Curso de Comunicação Comunitária do NPC, com coordenação da jornalista Claudia Santiago. O curso existe desde 2006 e é voltado a moradores(as) de favelas, lideranças comunitárias, participantes de movimentos sociais, jornalistas e estudantes de comunicação. O objetivo é colaborar na produção e melhoria dos veículos comunitários, assim como estimular o surgimento de novas mídias. Além de técnicas de comunicação em veículos impressos, internet e rádio, as aulas também oferecem uma reflexão sobre o papel da comunicação na batalha de ideias e sua importância para a classe trabalhadora. .

As aulas são realizadas aos sábados, e ocorrem tanto no Centro do Rio quanto nas comunidades onde moram os alunos. Quem estiver interessado, ou tiver alguma indicação, deve mandar um e-mail para boletimnpc@terra.com.br até o dia 31 de março.

14 de mar de 2011

CTB Minas lamenta morte de sindicalista em acidente da rodovia MG 30

A CTB Minas lamenta a morte da companheira Elisângela da Cruz Silva (37), diretora eleita para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nova Lima (Sindeserp), na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A sindicalista tomaria posse no dia 30 de abril. Elisângela e o marido morreram num acidente de trânsito na MG 30, na madrugada de domingo, dia 13 de março. Em férias, eles seguiam num Uno para o Aeroporto Tancredo Neves, em Confins, quando foram  atingidos por uma Hilux, que teria invadido a contramão.

“Estamos revoltados, e tememos a impunidade”, destaca a diretora do Sindiserp e Secretária da Mulher da CTB Minas, Michelle Faria. As informações são de que o responsável pelo acidente dirigia alcoolizado. Ele fugiu sem prestar socorro, mas foi preso 12 horas depois. O marido de Elisângela chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Uma terceira vítima, também da família, está hospitalizada no Hospital Pronto Socorro João XXII, em Belo Horizonte.

Segundo os amigos, Elisângela costumava fazer trabalhados voluntários e era bastante ativa na base do Sindiserp, mesmo antes de ser eleita. Ela também iniciava seus trabalhos como integrante do Conselho Municipal de Saúde. O enterro aconteceu hoje, no Cemitério do Rosário, em Nova Lima.


Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas.

Em Governador Valadares, Sindicato dos Servidores e Prefeitura se reúnem para negociação salarial

Está confirmada para esta terça-feira (15/03), às 15h, reunião entre representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (Sinsem-GV) e da Secretaria Municipal de Administração. Possivelmente, a Prefeitura Municipal se manifestará com relação à pauta de reivindicações dos servidores públicos municipais.

A Pauta de Reivindicações 2011, aprovada em Assembléia Geral, foi encaminhada oficialmente à prefeita Elisa Costa (PT) no fim do mês passado. Desde então, existe uma grande expectativa de toda a categoria quanto às contrapropostas, que possivelmente serão apresentadas pelo Executivo.

Entre os itens constantes na pauta destacam se os seguintes:

- Reajuste no salário base a partir de 1º de março de 2011 para R$ 580, aplicação do INPC/IBGE no período de 01 de março de 2010 a 28 de fevereiro de 2011;

- Retorno imediato do pagamento dos salários dos servidores municipais para o 1º dia útil do mês;

- Regulamentação dos descontos previdenciários e seus reflexos nos proventos de aposentadoria;

- Revisão imediata do Plano de Carreira e Adequação da tabela de vencimentos;

- Início do pagamento parcelado da avaliação de desempenho;

- Cumprimento imediato das cláusulas acordadas em 2009, renegociadas em 2010 e ainda não cumpridas pela Administração Municipal;

- Respeito a jornada de trabalho dos servidores.

Diante do quadro atual, os servidores prevêem que esta campanha salarial será uma das mais difíceis dos últimos anos, mas sabem já passou da hora do atual governo mostrar realmente a que veio, pois já foram dois anos de mandato e muitas promessas ainda de campanha não saíram do papel.

Os servidores sabem também que é fundamental continuar apoiando e fortalecendo o sindicato. Somente com nossa união poderemos garantir nossos direitos e novas conquistas. O pagamento do 13º salário foi o maior exemplo da necessidade da nossa mobilização.

Para dar ainda maior visibilidade a nossa Campanha Salarial, estamos distribuindo gratuitamente para os servidores filiados, uma linda camisa alusiva a nossa campanha. A camisa vem com a seguinte mensagem: O Servidor merece RESPEITO.

Ela será o símbolo de nossa mobilização. Vista esta camisa!

Nos próximos dias convocaremos uma grande assembleia para decidir o rumo do movimento.

Sindicato dos Vigilantes convida para confraternização feminina

11 de mar de 2011

Que diferença faz um ponto na inflação, nos juros e no PIB?


Murilo da Silva Ferreira*



Até o insuspeito ex-ministro da Fazenda Delfim Neto contesta avaliações dos economistas de mercado, de que o PIB em 2011 deverá ficar entre 3,5 e 4 %, podendo, segundo ele, alcançar entre 4,5 e 5 %, mas que para isso é preciso evitar expectativas pessimistas. Rechaça a necessidade de elevar a taxa Selic para 13 ou 13,5 %, sem o medo de que a inflação fuja muito da meta de 4,5 %, alcançando 6%. Soma-se a essa avaliação a opinião do economista Carlos Lessa - para quem o FMI aplaude as medidas restritivas do governo Dilma - de que estaríamos diante de um coro trágico, limitando o crescimento brasileiro a 4% ao ano, considerando que ainda não superamos o chamado “vôo de galinha” que se manifesta há mais de 30 anos no país, desde João Figueiredo (Valor: 09/03/11).



Essas expectativas se dão em torno do aumento recente de um ponto na taxa de juros, que para o mercado financeiro foi um sinal positivo, mas negativo para os consumidores. A inflação para eles é o fim do mundo. Para os trabalhadores o que é ruim mesmo é o aumento irrisório do salário mínimo. Pior para a Nação é a retração na possibilidade de expansão do PIB que toda essa onda negativa pode criar. Um ponto a menos de crescimento constitui algo em torno de R$ 37 bilhões a menos circulando na economia. Um prejuízo brutal.

Será que esse é o preço que temos que pagar à ideologia dominante, ao rentismo? E pior, quem disse que não podemos continuar a crescer senão a 7,5% pelo menos 6%, ou seja, dois pontos a mais que os economistas de mercado avaliam? Então, o nosso prejuízo sobe para mais de R$ 70 bilhões. Isso deixa para trás o corte de R$ 50 bilhões no orçamento para 2011. E se o pessimismo se alastrar? Já não basta a escorregada de Palocci em 2005, que contraiu o nosso crescimento para 3,5% quando o próprio Lula esperava muito mais e o obrigou a repreendê-lo?

Falam que o País não tem infraestrutura para crescer tanto, mas o que a China tem, ou teve, nesses últimos 30 anos para crescer em torno de 10% ao ano? E por acaso não é o próprio crescimento que gera mais possibilidade de se investir em infraestrutura? Resumindo, engodo dos grandes. O problema mesmo tem sido a necessidade de os capitalistas tupiniquins explorarem a força de trabalho na escala mais perversa do planeta, de considerá-la força de trabalho periférica, remunerando-a a “preço de banana”, enquanto o capitalismo brasileiro se recicla e se lança como potência mundial. O próprio Delfim já falava, na década de 1970, em esperar o bolo crescer para depois distribuir. Portanto, essa cultura não é nova. Assim, um crescimento robusto com a tendência ao pleno emprego é o “x” da questão para o “espírito animal” do capitalista, considerando-se a elevação do “custo” da mão-de-obra.

Mas poderíamos considerar os enormes avanços obtidos com os programas sociais desde 2003 e as bem sucedidas políticas de erradicação da miséria. Mas isso basta? Então pergunto, quais tem sido os ganhos de capital e os ganhos de salário no último período? Como andam o crescimento da produtividade de trabalho nas últimas décadas e os ganhos advindos disto para o conjunto dos trabalhadores, em termos de redução de jornada? Uma análise superficial mostra que neste País os mais ricos continuam acumulando cada vez mais as custa de um trabalho extenuante e mal pago.

Qual é a nação que queremos construir? Não se trata de uma questão isenta de luta ideológica, pois estão querendo vender uma imagem falsa do Brasil, de que é um país atrasado, sem infraestrutura, sem recursos, limitado, em processo de desindustrialização, com uma força de trabalha sem qualificação e por aí vai... Num sentido contrário a esse já fomos capazes de grandes feitos, como na era Vargas/JK e, com êxito extraordinário, o governo Lula. Continuo acreditando que o Brasil pode muito mais, não só em discurso de campanha eleitoral, mas na prática do dia-a-dia mesmo - ainda porque Lula deixou um grande legado. Concordo com Lessa, precisamos gritar de novo: FORA DAQUI O FMI.


*Murilo da Silva Ferreira é diretor da CTB Minas e do Sinpro Minas (Sindicato dos Professores de Minas Gerais).

UBM de Contagem convida para ato público

A União Brasileira de Mulheres em Contagem convida para o ato público comemorativo pelo Dia Internacional da Mulher. O evento acontecerá no dia 19 de março, próximo sábado, entre 9h e 15h.

Confira  a programação:



Alerta do Sindicato dos Servidores de Governador Valadares aos servidores sem-casa


O Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (Sinsem-GV) convoca os trabalhadores contemplados para o 1º Condomínio dos Servidores no Bairro Atalaia para comparecer ao Departamento de Habitação da Prefeitura Municipal.


A Caixa Econômica Federal já concluiu os trabalhos de registro de todos os servidores municipais selecionados. O atendimento na prefeitura acontecerá no 2º andar, entre 12h e 18h. Foram contemplados 128 trabalhadores e trabalhadoras. Os interessados devem ficar atentos ao calendário de comparecimento, entre os dias 14 e 29 de março.

As famílias devem comprovar renda máxima de R$ 1.395. Além de documentos de identificação e comprovação de renda, os servidores devem levar o contra- cheque atualizado. Mais informações no Sinsem-GV: (33) 3271-3025.

Informações: Sinsem-GV

FOLIA PARA RICOS E CINZAS PARA O POVO

Marcelino da Rocha*

Antes de completar 100 dias à frente do governo, a presidente Dilma Rousseff dá mostras de que não está devidamente alinhada com os anseios da classe trabalhadora brasileira, principal responsável, aliás, por conduzi-la ao posto máximo de mandatária do país.

Sob o pretexto de combater a ameaça de inflação, o governo acaba de anunciar medidas de caráter antipopular, haja vista os cortes de R$ 50 bilhões no orçamento – numa clara sinalização a favor do mercado e seus grandes financistas, que, atraídos pela maior taxa de juros do mundo, têm abarrotado seus cofres de lucros – e o aumento, pela segunda vez consecutiva, apenas este ano, da taxa básica de juros.

Arquivo Pessoal

Esta combinação de medidas tomadas pelo núcleo econômico do governo Dilma faz vir à tona políticas já derrotadas de governos de forças reacionárias que empunhavam, com ênfase, a bandeira do neoliberalismo na América Latina, e, em particular, no Brasil, como foi o caso do governo comandado pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Nos últimos anos, setores que jamais investiram recursos na geração de empregos, na produção industrial e no desenvolvimento – e que, vale ressaltar, segundo o próprio Banco Central, ganharam 4,8 trilhões de reais em juros – voltam, agora, a sorrir, uma vez que irão continuar a se beneficiar financeiramente com a decisão do Copom, de elevar para 11,75% a taxa de juros ao ano – cálculos elaborados pelo economista Márcio Pochmann revelam que 70% dos juros pagos pelo governo irão contemplar 20 mil famílias de super-ricos. Como em janeiro a elevação já havia sido de 0,5%, a repetição desta receita faz com que o governo, apenas nos primeiros três meses deste ano, veja sua dúvida crescer ainda mais (quanto mais alta a taxa de juros, maior passa a ser a dívida do governo).

Apenas com o pagamento de juros neste período, vale lembrar, o desembolso do governo será da ordem de R$ 6,6 bilhões. Além disso, a cada elevação de 0,5% na taxa de juros são acrescentados, aproximadamente, R$ 9 bilhões aos ganhos dos especuladores e daqueles que aplicam em títulos públicos. Cabe a pergunta: parte deste valor destinado ao pagamento dos juros não poderia ter sido, por exemplo, utilizado para conceder ao salário mínino um valor maior que os R$ 545,00 aprovados pelo governo Dilma, como, aliás, era a reivindicação defendida pelas principais centrais sindicais brasileiras?

Em relação ao anúncio de corte de R$ 50 bilhões no orçamento, sob a argumentação da necessidade de conter os gastos do estado, já foi historicamente comprovado que gastos públicos significam, na verdade, investimentos em infraestrutura, ampliação da distribuição mais justa de renda e diminuição das taxas de desemprego, dentre outras.

Isto nos leva a fazer outro questionamento: porque o governo, ao contrário de botar em ação a tesoura e causar prejuízos aos trabalhadores e, em especial, ao setor produtivo, não elimina parte do que paga de juros ao capital privado e que assolam a dívida pública e, por extensão, a economia nacional?

Soma-se a isso – justo no momento em que várias categorias profissionais têm conquistado aumentos reais de salários – a ausência de uma correção justa da tabela do Imposto de Renda, que, aliás, está com uma defasagem de 44,5% tendo em vista que, a partir de 1996 (data que podemos delimitar como marco do processo de estabilização monetária do país), a inflação do período chegou a 97,85%, enquanto a correção das tabelas não foi superior 53,5%.

Sem uma correção justa, estes trabalhadores que foram beneficiados com aumentos no salário poderão, por exemplo, ter este ganho anulado pela elevação do imposto retido na fonte. A continuar neste rumo, de uma média de mais de duas medidas impopulares por mês, a expectativa de dias melhores para o trabalhador brasileiro começará a ruir.

Nos valendo da ocasião – véspera do Carnaval – podemos dizer que, com tais medidas anunciadas, vemos, de um lado, sobrarem motivos de folia para os mais ricos, e, de outro, cinzas para a imensa maioria do povo, que anseia, na verdade, – e foi com esta esperança que elegeu Dilma presidente – ver o Brasil seguir sua caminhada firme e a passos largos em direção a um processo de desenvolvimento nacional, com democracia, crescimento econômico, valorização do trabalho e distribuição de renda mais justa.

* Marcelino da Rocha é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e S. J. Bicas e da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (FIT Metal).

3 de mar de 2011

Nossa semelhança com o Egito

Por: Tiago Santana*

O Egito é um país árabe situado no nordeste da áfrica e possui, atualmente, cerca de 80 milhões de habitantes. Antes das recentes manifestações, que destituíram do poder o ditador Hosni Mubarak, a situação desse povo era simplesmente indiferente para a maior parte população brasileira. Contudo, os acontecimentos levantam questões importantes, que podem ditar os rumos da política internacional e até mesmo arremetem a algumas semelhanças entre o povo daqui e daquele país.

O posicionamento adotado pelo governo americano durante a crise da ditadura egípcia tornou-se um fato pitoresco. É importante ressaltar que o Egito era para os Estados Unidos um dos principais aliados na implementação da política imperialista na Região. Lembrando que o ditador Hosni Mubarak assumiu o poder através de um decreto, há 30 anos, com o apoio do próprio governo norte americano.

Tiago Santana em 25/02/2011

Vale lembrar que, embora os Estados Unidos tente apresentar-se como o “guardião da Paz” e preocupado com a estabilidade política da região, é na verdade o principal responsável pela instabilidade e pelas guerras no mundo. Desde 1846, foram mais de 90 ações militares, entre elas a guerra do Golfo, Vietnã, Afeganistão, Palestina e Iraque.

Mas o que o Egito e o Brasil têm em comum? Embora sejamos o maior país de população árabe na América Latina, a principal semelhança com aquele povo está na capacidade de mobilização e de luta em defesa da liberdade. No Brasil, e também na Argentina, no Chile e outros países da América Latina, tivemos grandes lutas contra a ditadura militar e na consolidação de nossas democracias.

Outro ponto em comum é a mobilização da juventude, principal vítima das políticas neoliberais e seus efeitos colaterais como o desemprego, a violência, a baixa taxa de crescimento e a dependência externa.  A juventude egípcia iniciou um processo de intolerância ao governo “compartilhado”, assim como ocorreu no Brasil durante os governos neoliberais de Collor e FHC, que sobre a batuta do governo norte americano condenaram o país a um período de estagnação social.

É provável que, da mesma forma que avaliamos e buscamos certos exemplos das mobilizações do povo Egípcio, eles também buscam espelhar-se em nossa história de luta e consolidação da democracia. Ainda temos muito que avançar. A redução na jornada de trabalho sem redução de salários, a manutenção da política de valorização do salário mínimo, a garantia de emprego com dignidade, entre outras reivindicações dos trabalhadores, virão com a participação e mobilização da classe trabalhadora.

* Tiago Santana é Secretário Geral do Sinttel (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Minas Gerais) e ex-Secretário da Juventude Trabalhadora da CTB Minas.

Professores da rede privada decidem fazer paralisação no dia 16 de março

Fonte: Sinpro Minas


Em assembleia, no Sinpro Minas, no dia 26 de fevereiro, os professores decidiram fazer uma paralisação das atividades no dia 16 de março, quarta-feira (nos três turnos), com a realização de nova assembleia para definir os rumos da campanha reivindicatória 2011, às 9 horas, no hotel Bristol Merit (Rua Tamois, 341 – Centro – BH). Caso as negociações não avancem até o dia 15, a paralisação poderá se estender por tempo indeterminado. A decisão foi tomada diante da intransigência do Sinep/MG, que não atende as reivindicações da categoria.

Os professores reafirmaram que não aceitam nenhum direito a menos e que o momento é de avançar na melhoria das condições de salário e trabalho. “No ano passado, fizemos uma grande mobilização, porém o patronal não entendeu o recado de que não abrimos mão dos avanços em 2011”, disse Newton de Souza, diretor do Sinpro Minas.


Não houve avanços nas negociações realizadas com o Sinep/MG, que sinalizou reajuste salarial pela inflação (INPC) e manutenção das atuais conquistas, mas não apresentou proposta concreta de aumento real, equiparação dos pisos da educação infantil, regulamentação da EaD, entre outras reivindicações dos professores. O patronal também continua na mesma lógica de só negociar avanços em troca da retirada de conquistas.

Além de fazer uma análise da conjuntura, lembrando as lutas que ocorrem no norte da África com a queda de ditadores, o presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, falou sobre a boa situação macroeconômica do Brasil e das escolas privadas, que permite avanços na remuneração dos professores. “97% das categorias obtiveram aumento real. Todos os fatores econômicos apontam para que as nossas reivindicações sejam atendidas”, disse.

Professores da rede privada vão repetir a força e a mobilização da categoria; na foto acima, no ano passado, assembleia com paralisação das atividades

Uma professora presente na assembleia rememorou os retrocessos que a categoria vem passando nos últimos anos com as transformações das condições de trabalho dentro das escolas. “Hoje há mais alunos em sala, assumimos funções de secretaria, e as instituições estão nos exigindo tanto que nem sei como os professores estão tendo tempo de estudar e manter o estímulo para trabalhar”, desabafou.