19 de ago de 2011

Marcha das Margaridas leva milhares de mulheres às ruas de Brasília

Texto e Fotos: Patrícia Nonato, Secretária da Mulher CTB Minas


No dia 17 de Agosto de 2011 aconteceu a maior mobilização das trabalhadoras do campo e da floresta, a Marcha das Margaridas. O evento, com duração de três dias, teve seu maior reconhecimento quando milhares de mulheres saíram pelas ruas de Brasília para mostrarem sua força, seu valor e sua voz. Esta mobilização é uma ação estratégica,  que visa à cidadania plena e o reconhecimento social e político das trabalhadoras rurais.


Sua 4ª edição retrata a luta consolidada contra a fome, a pobreza e a violência sexista. A agenda política de 2011 trouxe o lema “Desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade.



O momento mais esperado após a Marcha foi a presença da Presidenta Dilma. A presidente fez questão de entregar pessoalmente, o resultado das mesas de negociações reunido em um caderno de resposta. Na ocasião, a Presidenta ressaltou seu comprometimento em dar continuidade ao diálogo respeitoso e companheiro, ampliando o atendimento às justas reivindicações das trabalhadoras rurais.

Marcha das Margaridas repercute nas principais mídias comerciais e sociais do País


Fonte: Assessoria de Imprensa da Marcha das Margaridas 2011


A repercussão da Marcha das Margaridas foi intensa na imprensa e nos sites de movimentos sociais nos últimos dias 16 e 17. As notícias transmitidas pelos veículos de comunicação sobre a Marcha ecoaram em todas as regiões do Brasil, divulgando aquela que foi denominada como a maior mobilização de mulheres da América Latina.


Veículos comerciais como a Rede Globo (Jornal Nacional, Globo Nordeste, Globo Amazonas, Globo RS, Bom Dia DF, Bom Dia Brasil, Globo News, Globo Notícias, Globo Rural e Portal da Globo – G1), Jornal Floripa, Agência Brasil, Alagoas 24h, Portal Minas Livre, Portal Terra, Folha de São Paulo, CBN, Folha.com, Pernambuco.com, TV Brasil, Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Portal da Record (R7), Diário do Pará, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília, Revista Exame, Revista Veja, O Estado de São Paulo, Portal NE 10 (Sistema Jornal do Comércio/NE), Portal do Luis Nassif, Portal UOL, SBT, Folha de São Paulo, Revista Isto É Dinheiro e Carta Capital. Além das agências internacionais de notícias como a France Press e Reuters.

As mídias alternativas somaram-se e também repercutiram a Marcha, a exemplo da Revista Africanas, Prensa Latina, Mundo Sindical, rede Brasil Atual, Vermelho, Sintepe, Sindicato dos Bancários de SP, Universidade Livre Feminista, Blogueiras Feministas, CUT, Diário Grande ABC, Rede Abraço (Rádios Comunitárias), UITA, Observatório Social, CFemea, CTB, Transas do Corpo, UNE, União Brasileira de Mulheres, Fórum Social Mundial, MST e CNBB, além dos sites das FETAGs de todo país.

Veja a cobertura completa no site da CTB.

18 de ago de 2011

Colégio Marista Dom Silvério: Professora demitida é reintegrada, e escola, condenada por danos morais


Fonte: Sinpro Minas


O Colégio Marista Dom Silvério foi obrigado pela Justiça do Trabalho a reintegrar a professora Jacqueline Cavaca Soares Pontes, demitida em 1º. de abril deste ano, após participar da greve da categoria.

A juíza Maria Irene Silva de Castro Coelho, da 2ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, julgou procedente a ação movida pelo Sinpro Minas a favor da professora. A sentença, publicada em 12 de agosto, determinou a reintegração em 48 horas, o que foi cumprida pela instituição de ensino na manhã desta terça-feira (16/8), quando a docente retornou à sala de aula. 





A escola também foi condenada a pagar à docente uma indenização de R$ 50 mil por danos morais pela dispensa em decorrência da greve da categoria, além de valores relativos às diferenças salariais e demais direitos trabalhistas. A instituição de ensino ainda pode recorrer da decisão. 

Na época da demissão, o Sinpro Minas, juntamente com pais e alunos do Colégio Marista, participou de protesto na porta da escola e divulgou uma nota de repúdio às demissões (clique aqui para acessá-la), que tiveram o objetivo de intimidar futuras adesões ao movimento grevista, afrontando o direito de livre organização dos trabalhadores.


Para o sindicato, a decisão é mais uma vitória dos professores na campanha reivindicatória deste ano. “Isso demonstra que as escolas têm de respeitar o direito legítimo de organização e greve dos trabalhadores, e continuaremos atentos e não mediremos esforços para preservar os direitos e conquistas da categoria”, destaca Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas. 

O sindicato também encaminhou denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que convocou a direção do Marista para prestar esclarecimentos. O processo da professora Márcia Cristina Braga, também demitida pela instituição de ensino após a greve e assediada moralmente pela direção do Colégio, tramita em segredo de Justiça.


Foto: Manifestação dos Estudantes do Marista contra a demissão (Sinpro Minas) 

Servidores da Prefeitura de BH cobram votação do projeto de lei que reajusta salários


Fonte: Sindibel

Os servidores públicos da Prefeitura de Belo Horizonte realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (18), em frente à Câmara Municipal, para cobrar dos vereadores agilidade na tramitação e aprovação do projeto de lei que reajusta os salários dos funcionários.

Em reunião com o chefe de gabinete do presidente da Câmara, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindibel) solicitou que o Projeto de Lei (PL) seja distribuído para as comissões do Legislativo ainda nesta quinta-feira; e que sejam convocadas reuniões extraordinárias a partir da próxima terça-feira (23) para que seja possível a votação do PL ainda este mês. Na próxima segunda-feira (22) encerra-se o prazo para a realização de reuniões ordinárias na Câmara neste mês.




Em contato com o líder do Governo na Câmara, vereador Caixeta (PT), o Sindibel obteve o compromisso de que todas as comissões vão apreciar o projeto ainda hoje, desde que o presidente da Câmara encaminhe o projeto para as comissões.

Em assembleia, os servidores deliberaram pela realização de um novo ato público, com paralisação, em frente ao Legislativo Municipal, na próxima quarta-feira (24), às 14 horas. Caso o projeto do reajuste não seja levado à votação, os servidores poderão entrar em greve.

O prefeito não cumpriu o compromisso assumido com as entidades representativas dos servidores, no mês de maio, de encaminhar o projeto à Câmara no primeiro semestre, e somente o protocolou na Câmara no último dia 12 de agosto.

O Projeto garante aos servidores o reajuste salarial 13,92% para os servidores da Administração Geral, Fundações, SLU, Sudecap e para os trabalhadores da área administrativa do Hospital Odilon Behrens (HOB) e da Beneficência da Prefeitura de Belo Horizonte (Beprem); 20% para os servidores da área da Saúde e para os profissionais de saúde do HOB e da Beprem; 20% para os servidores da área da Educação e 24% para os profissionais da Educação Infantil.

Foto: Manifestação do Sindibel em 2010

Sindisaúde de Uberaba (MG) filia-se à CTB



O Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais e Casas de Saúde de Uberaba e Afins (Sindisaúde) formalizou sua filiação à CTB em assembleia, no dia 3 de agosto. A entidade representa 22 mil trabalhadores em Uberaba e outros 10 municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Somente em Uberaba, seriam 4.200 trabalhadores empregados em hospitais e clínicas de saúde.

Juny Júnior Guimarães, presidente do Sindisaúde (foto), afirma que a filiação à CTB aconteceu por um “respaldo” que a Central já vinha oferecendo à atuação sindical da entidade. Antecedeu à filiação um trabalho para que a entidade tivesse conhecimento do programa da CTB e da Agenda da Classe Trabalhadora. “A gente espera, nesse novo momento, realmente poder colocar em prática as nossas ações por meio das lutas da CTB, estar mais presente junto à base de trabalhadores”, afirma Juny Júnior.


O diretor da CTB Minas, Marcos Gennari, deposita grande expectativa no Sindisaúde, que além da luta por valorização dos profissionais, tradicionalmente atua nas mobilizações por melhoria das redes de saúde pública e privada. “È uma categoria que tem clareza de que a saúde não é mercadoria, mas um direito de todos e dever do estado”.


Com a decisão do Sindisaúde, a CTB conquista 81 entidades filiadas em Minas Gerais.
 
Redação: Verônica Pimenta – Jornalista CTB Minas

16 de ago de 2011

Minas Gerais marca presença na 4ª Marcha das Margaridas


Contagem regressiva para a 4ª edição da Marcha das Margaridas, que acontecerá em Brasília, nesta quarta-feira (17/08). A Marcha das Margaridas é o principal evento realizado pelas trabalhadoras do campo e da floresta, em sua luta por desenvolvimento sustentável, com justiça, autonomia, liberdade e igualdade. A expectativa é reunir 100 mil trabalhadoras na capital federal.



A delegação da CTB Minas parte de Belo Horizonte para Brasília nesta terça-feira (16/08), às 17h, da Praça da Estação. A Central, por meio da Secretaria de Mulheres, teve papel ativo durante a organização da Marcha, contribuindo especialmente para a divulgação também entre as trabalhadoras urbanas.

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg) é a principal articuladora da Marcha das Margaridas no estado. A CTB Minas vai enviar um ônibus, além da contribuição com três mil bonés.


“Esse é um momento de união entre as trabalhadoras do campo e da cidade, que constroem uma ampla unidade, para conquistar suas reivindicações”, explica a Secretária da Mulher da CTB Minas, Patrícia Nonato Ribeiro. Segundo ela, a pauta é de interesse comum. Apesar do foco na luta pela Reforma Agrária, o objetivo é a qualidade de vida para todos as trabalhadoras e trabalhadores, no campo e na cidade.

A delegação mineira para a Marcha das Margaridas conta com mais de duas mil pessoas. Confira a reportagem da Fetaemg.

Trabalho decente é debatido durante Conferência em Araxá



O trabalho produtivo, com remuneração adequada, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, foi o tema da I Conferência Regional de Emprego e Trabalho Decente, realizada pela Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), na última sexta-feira (12) em Araxá.



O evento, que abrangeu o Triângulo Mineiro, Noroeste de Minas e Alto Paranaíba, contou com a participação de representantes dos trabalhadores, empregadores e Poder Público, que, divididos em grupos tripartites, discutiram os quatro eixos temáticos que permeiam o trabalho decente: princípios e direitos, proteção social, trabalho e emprego e fortalecimento dos atores tripartites e do diálogo social.

De acordo com o secretário de Estado de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta, essa discussão é um novo marco para a construção do mundo do trabalho, pois é a integração efetiva entre o Poder Público, empregadores e trabalhadores com o objetivo de oferecer trabalho decente e de qualidade a todos os mineiros.


“Com as conferências regionais, o que o Governo de Minas pretende é fazer um retrato fiel dos problemas de cada região, comuns e específicos dos três segmentos, somando as propostas das muitas Minas que são o nosso Estado. Vamos chegar à Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente, e consequentemente, à Conferência Nacional, com um diagnóstico concreto e também com os programas e ações necessários para fazer de Minas Gerais referência na política pública de trabalho, emprego e renda”, afirmou.

Para o representante do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) e coordenador da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Marcos Gennari, a conferência foi de grande importância, sobretudo para os trabalhadores. “Discutir o trabalho decente é discutir melhores condições de trabalho e de salário e avançar no sentido de melhorar as relações entre os empregadores e empregados. E mais que isso, é, principalmente, buscar um caminho onde o princípio da igualdade seja respeitado”, concluiu.


Essa foi a primeira de cinco conferências preparatórias para a 1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente, que será realizada em Belo Horizonte, nos dias 6 e 7 de outubro e que, por sua vez, será preparatória para a 1ª Conferência Nacional, que acontecerá no próximo ano.
No encontro, foram eleitos 60 delegados, que se somarão aos 60 eleitos nas demais conferências, somando os 300 que se reunirão na Conferência Estadual.

As demais Conferências Regionais de Emprego e Trabalho Decente serão realizadas nas cidades de Varginha (Região Sul – 26/08), Governador Valadares (Região da Zona da Mata e Rio Doce – 02/09), Montes Claros (Região do Vale do Jequitinhonha, Norte de Minas e Vale do Mucuri – 16/09) e Belo Horizonte (Região Central e Centro Oeste – 30/09).

10 de ago de 2011

Banda larga é um direito seu!

Documento publicado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), convocatória para ato em favor do Plano Nacional da Banda Larga


Por uma internet rápida e de qualidade para todos e todas


Sem controle de tarifas, continuidade ou metas de universalização para o acesso à internet, o acordo fechado pelo Ministério das Comunicações com as empresas de telecomunicações vai na contramão da democratização dos serviços. Os ‘termos de compromisso’ assinados são completamente insuficientes para os usuários que continuarão pagando caro pelo uso de uma internet lenta e concentrada nas faixas de maior poder aquisitivo.



Além de inaceitável, o acordo com as teles representa a negação do próprio Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e das diretrizes aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que apontavam para um maior protagonismo do Estado e para o fortalecimento da Telebrás, essenciais para fazer da internet um direito de todos, e não privilégio de alguns. Afinal, mais do que lazer e diversão, a internet é um instrumento fundamental para o desenvolvimento nacional e a inclusão social.


Venha lutar conosco por uma banda larga de qualidade e para todos e todas, prestada em serviço público, com expansão constante das redes e universalização progressiva.

O que está em jogo são os direitos, o presente e o futuro do povo brasileiro.


Junte-se a nós!

Dia 15 de agosto (segunda-feira) – 19 horas

Sindicato dos Engenheiros de São Paulo

Rua Genebra, 25 – Próximo ao Metrô Anhangabaú

Sindicato dos Servidores de Governador Valadares realiza eleição


O Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadores (Sinsem-GV) realiza eleições para escolha da nova diretoria na próxima semana, dias 17,18 e 19 de agosto. A entidade é filiada à CTB desde o mês de dezembro de 2007. Apenas a Chapa 1, Unidade e Luta, participa do pleito. O grupo é liderado pelo atual presidente do Sinsem-GV, José Carlos Maia.



A Chapa 1, Unidade e Luta, pretende continuar desenvolvendo o trabalho sério da atual diretoria em parceria com todo o Movimento Sindical e social combativo, bem como continuar no trabalho de crescimento e fortalecimento da CTB.

4 de ago de 2011

Fasubra denuncia judicialização de greve dos servidores federais da educação



CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO SINDICAL SEGUE FIRME NO GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF



Comando Nacional de Greve da FASUBRA


Brasília, 27 de julho de 2011


O movimento sindical sempre cumpriu importante papel na defesa dos direitos da classe trabalhadora brasileira e na defesa da prestação de serviços públicos de qualidade. Historicamente, são os movimentos sociais que impulsionam e provocam rupturas nas políticas dos setores públicos e privados que exploram os trabalhadores e que trazem prejuízos como a redução ou flexibilização dos direitos conquistados.



O golpe militar de 1964 no Brasil foi uma reação à ascensão dos setores populares que lutavam pelas “reformas de base” e ameaçavam os privilégios da elite nacional, associada ao capital transnacional. Nesse contexto, estavam inseridos os sindicatos e os movimentos sociais, duramente reprimidos pelo regime militar. Porém, mesmo durante a ditadura, as lutas pelos direitos e pela ampliação de conquistas não cessaram, e, por consequência, muitos lutadores foram exilados, presos, torturados e mortos, sem falar dos inúmeros desaparecidos políticos.



Foi exatamente durante esse período de retrocesso democrático da história brasileira que surgiu a FASUBRA Sindical. Ao longo de seus 32 anos de lutas e conquistas, a Federação passou por diversos governos que vão desde os generais Ernesto Geisel e João Figueiredo, até os civis Sarney, Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, até chegarmos ao governo do Partido dos Trabalhadores com Lula da Silva e, atualmente, Dilma Rousseff.



Em todos esses governos ocorreram perseguições e criminalizações aos movimentos sociais, mas a judicialização das greves no setor público tomaram corpo a partir do governo Lula, um ex-operário e líder sindical que se aproveitou da ausência de legislação específica para impor estes ataques à organização da classe trabalhadora. Lula, no poder e ao lado dos patrões, investiu contra o direito de greve. É no governo da presidenta Dilma Rousseff, oriunda da guerrilha, de um partido que cresceu construindo greves, que a Advocacia Geral da União ingressou com ação na justiça contra a FASUBRA Sindical e outros 32 sindicatos da sua base, requerendo a ilegalidade da greve.



O governo Dilma acaba de entrar para os anais da Federação, ao protagonizar mais uma ação judicial contra a organização que representa os Trabalhadores Técnico-Administrativos das Instituições de Ensino Superior (IES), uma vez que, no Governo Fernando Henrique Cardoso, sofremos uma ação de “Interdito Proibitório”, que nos impedia de nos aproximarmos a 100 metros do prédio do Ministério da Educação.



O processo de criminalização do movimento sindical e, em especial da FASUBRA, será enfrentado de forma veemente pelo conjunto dos trabalhadores em greve, pela classe trabalhadora e sociedade em geral, além das centrais sindicais que não perderam o caráter classista e autônomo em relação aos governos.



É importante registrar que a categoria não está fazendo nada mais do que lhe é assegurado no Artigo 37 da Carta Magna brasileira. Ou seja, greve é um direito. Isto ocorre mesmo que, há cerca de um ano, tenha sido promulgada, pelo Congresso Nacional, a Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) da ONU, que dispõe sobre a organização sindical no setor público e garante o afastamento de dirigentes sindicais, negociação coletiva e aplicação do direito de greve. Neste sentido, o governo demonstra seu caráter autoritário, antidemocrático e intransigente não negociando com a categoria em greve, algo duramente combatido durante toda a história da Federação. Nem mesmo durante o período Fernando Henrique Cardoso, governo assumidamente de direita, ousou-se judicializar as greves.



A postura de Dilma, de tentar impedir a nossa luta, é explicada pelo compromisso com as políticas mundiais de privatização, de super exploração da classe e de forte arrocho salarial. Estes modelos de governos necessitam derrotar os que lutam. Foi assim com os operários de Jirau e Santo Antônio, onde houve a demissão de 4 mil trabalhadores que fizeram greve; com os bombeiros do Rio de Janeiro, que seguem sem anistia e reajuste, e agora com a Fasubra, pois nossa greve tirou a máscara do governo e está influenciando outros setores do funcionalismo, que prometem construir a sua greve.



Os fortes pacotes de cortes de diretos aplicados na Europa recaem especialmente sobre os trabalhadores públicos. A crise econômica nos EUA, onde Obama já admite “calote”, ameaça sua política imperialista e repercutirá principalmente sobre países submissos como o Brasil, onde haverá mais projetos e medidas governamentais contra nossos direitos. Diante desse contexto, será necessário que utilizemos todos os mecanismos possíveis, em especial seguir fortalecendo a greve. É preciso também ocupar os espaços para denunciar a política do governo Dilma que tenta aniquilar, no “tapetão”, a luta legítima dos trabalhadores em educação das IES.



Esta luta é histórica e traz em seu bojo a defesa dos hospitais universitários contra a privatização e a garantia do aprimoramento da carreira, objetivando sairmos da condição de menor piso salarial entre todos os servidores públicos federais.



Por fim, conclamamos a todas as organizações sindicais e movimentos sociais nacionais e internacionais, para, juntos, defendermos a bandeira contra a judicialização e criminalização dos movimentos legítimos de organização da classe trabalhadora. Indicamos, ainda, o fortalecimento da Greve, como forma de demonstrar a solidariedade histórica às causas coletivas, e repúdio aos processos judiciais contra a FASUBRA e contra dezenas de entidades sindicais, que resistem bravamente na luta pela ampliação de nossas conquistas.



Abaixo o processo de criminalização da FASUBRA!

Pelo fortalecimento da Greve dos Trabalhadores nas IES!



3 de ago de 2011

Servidores da Educação de Ibirité (MG) fundam sindicato, que nasce filiado à CTB


Em assembleia nessa terça-feira (02/08), foi fundado o Sindicato dos Servidores da Educação de Ibirité (Sindsedi). A entidade representa cerca de dois mil trabalhadores públicos na cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O professor de História Edson Luis de Oliveira, de 44 anos, é o presidente eleito. Ele afirma que a fundação da entidade é fruto do amadurecimento dos servidores, que vinham se organizando em diversas iniciativas. “Nesse ano tivemos grande fortalecimento em termos políticos. Conseguimos mudar a agenda da Prefeitura, que reconheceu o sindicato como representante da categoria. Agora, com a fundação do novo sindicato, estamos mais fortalecidos”, afirma o presidente eleito.



O Sindsedi era maturado havia dois anos. Ponto crucial para a fundação da entidade foi a greve de 34 dias, realizada durante os meses de fevereiro e março deste ano, com 90% de adesão. As grandes conquistas foram o abono mensal de R$200 para professores, a redução da jornada de especialistas para 30 horas semanais. Os auxiliares da educação conseguiram a redução para 36 horas semanais e um abono anual de R$ 600. Outra pauta dos trabalhadores é a licença maternidade de 180 dias.

“A fundação do Sindisedi representa a conquista de autonomia dos trabalhadores na luta pelos seus direitos e maior legitimidade junto ao poder público”, afirma Rafael Calado, diretor do Sind-UTE e da CTB Minas.

Até então, os servidores da educação de Ibirité eram representados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE). A entidade possui 73 subsedes e filiados nos 853 municípios de Minas Gerais. Os dirigentes eleitos reconhecem a expressão e o comprometimento do Sind-UTE na luta da categoria, mas afirmam que, pela amplitude da atuação, “havia dificuldade de acompanhar as demandas de Ibirité”.

O Sindisedi nasce filiado à CTB, conforme deliberação da assembleia. Todas as Centrais Sindicais foram chamadas a participar, em edital publicado nos jornais Hoje em Dia, de circulação estadual, e Diário Oficial da União (DOU).

Redação: Verônica Pimenta – Jornalista CTB Minas

2 de ago de 2011

Campanha pelo piso salarial de Minas supera meta de assinaturas


A Campanha pelo Piso Salarial de Minas Gerais, realizada pelo Fórum das Centrais Mineiras, já superou a quantidade de assinaturas necessárias para propor Projeto de Lei (PL) de Iniciativa Popular sobre o tema. Segundo balanço parcial, até o momento, 40.130 pessoas já participaram do abaixo-assinado. Desse total, mais de 27 mil são de Belo Horizonte.

A meta inicial era recolher 10 mil assinaturas. A Campanha é fruto de articulações unitárias das Centrais Sindicais CTB, CUT, CGTB, UGT, NCST e Força. As iniciativas de cunho técnico têm assessoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).


No dia 26 de agosto, o PL deve ser entregue ao presidente da Assembleia de Minas Gerais, Dinis Pinheiro (PSDB). Na ocasião, será realizado um Ciclo de Debates, com participação do poder público, entidades sindicais e da Sociedade Civil organizada.

Se aprovado, o PL estabelecerá cinco faixas de piso. O valor mais baixo seria de R$ 650, para trabalhadores de empresas agropecuárias, florestais, pesca, prestação de serviços, comércio e vendas. Aos trabalhadores de nível superior, caberia o piso de R$ 1.300.

O presidente da CTB Minas, Gilson Reis, acredita que o projeto será “absorvido” pelo Governo do estado. O Governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) e o Secretário de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta, já se comprometeram publicamente a encaminhar o debate proposto pelas Centrais Sindicais.

A expectativa das Centrais mineiras é que o PL seja votado ainda no segundo semestre. “A proposta comunga, inclusive, com a Conferência Nacional do Trabalho Decente, que já passa por etapas regionais em Minas, afirma o presidente da CTB estadual. “Trabalho decente é salário decente. Então esperamos que o Governador Anastasia assuma o compromisso de efetivamente aprovar o projeto, pois Minas também pode ter o piso mínimo, como outros estados do País”, completa.

O abaixo-assinado continua até o dia 25 de agosto. Espera-se alcançar 50 mil assinaturas. Material publicitário pode ser encontrado no site www.pisalarialminas.com.br. No mês de setembro, a Campanha deve entrar em uma terceira fase, com estratégias publicitárias, cujo objetivo será repercutir ainda mais a luta pelo piso mínimo na sociedade.

 
Redação: Verônica Pimenta – Jornalista CTB Minas.
Foto: Campanha Piso Mínimo Regional

1 de ago de 2011

CTB Minas lança boletim sobre luta dos Servidores Municipais de Uberaba

Para visualizar o Informativo, basta clicar na imagem abaixo.

Movimentos Sociais preparam Grito dos Excluídos

Representantes do Movimento Social e Sindical  realizam, no dia 13 de agosto, o seminário para preparação do Grito dos Excluídos de Belo Horizonte 2011. O evento acontecerá no Centro de Pastorais da Igreja Católica (Rua Além Paraíba, nº 208, Lagoinha), entre 8h30 e 17h.



Nesse ano, o Grito dos Excluídos chega à edição número 17, com o lema "Pela Vida Grita a Terra, Por Direitos Todos Nós".

Interessados em participar do Seminário preparatório para o Grito dos Excluídos 2011, podem enviar um e-mail para o Núcelo de Pastrorais Sociais npsbh@yahoo.com.br.