30 de mai de 2012

Servidores de escolas municipais de Ibirité decidem manter greve iniciada há 15 dias


Em assembleia realizada na quarta-feira, 29, servidores administrativos de escolas municipais de Ibirité decidiram manter a greve, iniciada há quinze dias. A redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e reajuste salarial de 22% para serventes, cantineiras, secretários escolares e auxiliares de secretaria, biblioteca e administrativos são as principais reivindicações da categoria.
Os trabalhadores também exigem a retomada das negociações e o fim das perseguições contra os que aderiram ao movimento. “A prefeitura virou as costas para nossas reivindicações e está pressionando a categoria para voltar ao trabalho. Embora as ameaças não tenham nos intimidado, essas práticas são ilegais e já foram denunciadas ao Ministério Público do Trabalho”, afirma Expedita Fernandes, uma das líderes do movimento.
O Sindicato Único em Educação em Ibirité (Sind-UTE) informa que vai manter a mobilização nas escolas e que continuará exigindo a retomada das negociações. “Não queremos mais do que é direito nosso. Lutamos por salários justos, melhores condições de trabalho e uma escola pública de qualidade. Esperamos que a prefeitura nos respeite, pois acreditamos que a melhor solução para o impasse ainda é o diálogo”, completou Expedita.
Após decidirem pela continuidade do movimento, os manifestantes ocuparam pacificamente o saguão da prefeitura e em seguida realizaram passeata e panfletagem nas ruas centrais de Ibirité.
Uma nova assembleia está convocada para a próxima sexta-feira, 1º de junho, às 14 horas, em frente à prefeitura, quando o sindicato espera ter em mãos uma contraproposta para ser avaliada pela categoria.
As justas reivindicações dos educadores de Ibirité contam com o apoio da CTB Minas.

Fotos: Renan Mendes.

25 de mai de 2012

Dia Nacional do Trabalhador Rural: CTB presta homenagem e exige avanços


Neste dia 25 de maio comemora-se o Dia Nacional do Trabalhador Rural, uma data ainda pouco conhecida, mas que marca o dia dedicado à classe dos trabalhadores rurais brasileiros.
Para a CTB, esta data é de extrema importância, pois é por meio do trabalho e esforço dos trabalhadores e trabalhadoras rurais que o País tem avançado nos últimos anos, se tornando a sexta economia mundial. “É importante ressaltar que o trabalho exercido pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais ajuda na sustentação dos povos”, declarou Wagner Gomes, presidente nacional da CTB.
Mas é preciso ressaltar também que ainda há muito em que avançar, para que a classe trabalhadora rural possa usufruir das riquezas que ajuda a produzir. “O governo precisa reconhecer as necessidades desses companheiros e companheiras rurais, para lhes proporcionar melhores condições de vida”, afirmou o presidente da CTB.
Para o secretário de Políticas Agrícolas e Agrárias da CTB, Sérgio de Miranda, mesmo a data não fazendo parte do calendário oficial de mobilizações, é importante que se faça uma retrospectiva neste dia. “O Dia do Trabalhador Rural é importante para celebrar as conquistas que foram alcançadas no decorrer dos anos, mas é necessário também refletir sobre os desafios que ainda norteiam a classe trabalhadora rural e garantir que esses trabalhadores possam realmente ter melhores condições de vida”, ressalta.
Como no próximo dia 30 de maio acontece a 18ª edição do Grito da Terra Brasil, o dirigente da CTB aproveita para conclamar os trabalhadores e trabalhadoras rurais a se mobilizarem nessa data importante. “O Grito da Terra Brasil é o momento dos trabalhadores rurais levantarem suas bandeiras de lutas, pressionando para que o governo sinta a obrigação de atender a demanda dos trabalhadores rurais”, finaliza Sérgio de Miranda.
Fonte: Portal CTB

Trabalhadores do Hospital das Clínicas poderão cruzar os braços a partir de segunda-feira; servidores da UFMG estão em greve desde o dia 21


Servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vão realizar uma assembleia na próxima segunda-feira, 28, para deliberar sobre a greve, deflagrada no último dia 21. A assembleia será às 9h30, na entrada da Faculdade de Medicina, em Belo Horizonte.
A paralisação conta com a adesão de técnicos de laboratórios, funcionários do administrativo e bibliotecários. Trabalhadores do Hospital das Clínicas (HC), como médicos, enfermeiros e técnicos, também estão apoiando o movimento e poderão suspender as atividades a partir do dia 28.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Instituições Federais de Ensino (Sindifes), não houve avanço nas negociações realizadas com o reitor da universidade na última quinta-feira.
De acordo com o sindicato, os servidores têm reivindicações específicas sobre jornada, condições de trabalho e carreira. Não há pedido de aumento salarial ou revisão de benefícios. O maior foco do protesto é a criação de uma escala de trabalho, com a abertura de novas vagas para servidores, que propicie atendimento de qualidade à comunidade acadêmica.

Ministério Público de Minas Gerais propõe ação para garantir transporte escolar gratuito a estudantes de Belo Horizonte


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vai buscar na Justiça garantir o direito dos estudantes de Belo Horizonte ao transporte escolar gratuito. Em Ação Civil Pública (ACP) proposta no dia 18 de maio pela Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da capital, a Instituição requer ao Juízo da Infância e da Juventude de BH que seja determinada, de imediato, por meio de antecipação de tutela, a gratuidade, ou o custeio integral, pela prefeitura da cidade, do transporte correspondente ao percurso residência-escola-residência a todos os alunos regularmente matriculados e frequentes em instituições de ensino médio, públicas e particulares, bem como àqueles matriculados em escolas públicas de educação infantil e do ensino fundamental do município. Caso o pedido seja julgado procedente, o direito à gratuidade valerá para estudantes que residam a mais de mil metros da respectiva unidade escolar.
Conforme destacado na ACP, o benefício poderá ser garantido por meio do chamado auxílio transporte escolar, criado pela Lei Municipal n.º 10.106, de 2011, mas que, atualmente, é concedido apenas a pessoas incluídas em programas sociais e, mesmo assim, com o “desconto” de 50% do valor da tarifa nas linhas de transporte público da capital.
Outro ponto destacado pela Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude diz respeito aos critérios a serem adotados pela Administração municipal. A prefeitura não deverá estabelecer precedência a um estudante sobre outro nem restringir o acesso ao direito ao transporte por questões sociais, econômicas ou de qualquer natureza discriminatória.
Orçamento
Como forma de garantir a eficácia da decisão, o Ministério Público pede à Justiça que, liminarmente, obrigue a Prefeitura de Belo Horizonte a tomar providências para fazer constar na Lei Orçamentária para o ano de 2013 - e nas próximas leis orçamentárias anuais do município - os recursos suficientes ao fornecimento integral do transporte escolar gratuito aos estudantes que deverão ser beneficiados.
Em relação a 2012, o pedido é para que a administração municipal adicione créditos suplementares para a concessão da gratuidade aos alunos de ensino médio em BH. O MP ainda solicita a fixação de multa para o caso de eventual descumprimento da decisão judicial.
A ACP, assinada pelos promotores de Justiça Celso Penna Fernandes Júnior, Maria Elmira Evangelina do Amaral Dick, Maria de Lurdes Rodrigues Santa Gema e Matilde Fazendeiro Patente, tramita na Vara Cível da Infância e Juventude de Belo Horizonte sob o número 1124853-38.2012.
Política pública básica
O MPMG chama a atenção para as normas constitucionais que atribuem ao Estado o dever de garantir à criança, ao adolescente e ao jovem o direito à educação, assim como o acesso ao transporte escolar, à alimentação, à assistência à saúde e ao material didático. “A Constituição Federal deu ao transporte escolar a natureza de política pública básica a ser acessível e garantida a todo estudante que dele necessite”, ressaltam os promotores de Justiça na ACP.
Em BH, até a edição da Lei Municipal nº 10.106/11, os alunos do ensino médio não tinham uma política definida para o acesso ao transporte escolar. Agora têm, mas o MP considera que eles “ganharam uma lei cheia de restrições, que na prática inviabilizam o acesso de todos a esse direito universal”. Isso porque a legislação criada restringe diretos ao estabelecer, por exemplo, preferência àqueles cujas famílias estejam incluídas em programas sociais e também ao garantir o pagamento de somente 50% da tarifa ao estudante.
“Dar prioridade a alunos pobres e exigir que os beneficiários paguem a metade da tarifa cria uma restrição e discriminação infundada, pois nega o exercício do próprio direito e trata desigualmente quem deve ser tratado com isonomia. É como restringir o acesso à escola pública apenas a quem tenha certo limite de renda”, ponderam os representantes do MP.
Para o Ministério Público Estadual, a questão da igualdade de tratamento justifica também a necessidade de o benefício do auxílio transporte escolar ser estendido aos alunos da educação básica das escolas públicas de BH (creche, pré-escola e ensino fundamental) e de equiparação dos direitos dos estudantes das escolas públicas e particulares do ensino médio.
Em relação aos alunos dessa etapa da educação básica, segundo o MP, a prova da importância da gratuidade do transporte escolar para manter a frequência dos alunos está nos altos índices de evasão.
De acordo com os promotores de Justiça, a demora na concessão do benefício poderá prejudicar milhares de alunos da rede de ensino em Belo Horizonte, “que estão e continuarão sem o transporte escolar, fato que dificulta ou até mesmo impede seu acesso à escola”, o que justifica o pedido de antecipação de tutela.
Fonte: Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

Greve dos servidores administrativos de escolas de Ibirité completa dez dias; sindicato denuncia prefeitura ao Ministério Público

Os servidores administrativos de escolas municipais de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), completou dez dias nesta sexta-feira, 25. Em assembleia na última quarta-feira, 23, os trabalhadores decidiram permanecer de braços cruzados por tempo indeterminado. A paralisação conta com a adesão de 80% da categoria.
Os trabalhadores reivindicam redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e 22% de reajuste salarial para serventes, cantineiras, secretários escolares e auxiliares de secretaria, biblioteca e administrativos. Atualmente, a jornada é de 37 horas semanais.
Os servidores também exigem a retomada imediata das negociações, rompidas pela prefeitura, e o fim das perseguições contra os trabalhadores que aderiram ao movimento. Segundo denúncias, trabalhadores estariam sofrendo ameaças de demissão ou substituição, cortes do abono e retirada de pontos na avaliação de desempenho. Para o governo municipal, a greve é “ilegal”.
“Esta greve foi deflagrada porque a prefeitura tem se recusado a negociar com seriedade. Além disso, antes que a categoria decidisse pela paralisação, todas as exigências da lei 7783/89 foram cumpridas. Não há como argumentar que a greve é ilegal”, afirma o diretor do Sind-UTE/Ibirité e da CTB Minas Rafael Calado.
Para Calado, “ilegal é a pressão, os boatos, a truculência e as ameaças que estão sendo feitas”. “Tais práticas atentam contra o exercício do direito de greve, garantido por lei, e já foram denunciadas ao Ministério Público do Trabalho”, informou.
Após a assembleia da última quarta-feira, que contou com a participação da presidente estadual do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, a categoria voltou a percorrer as principais ruas da cidade.

23 de mai de 2012

Encontro de sindicatos do Sul de Minas debate a unicidade e o imposto sindical


Dirigentes de diversos sindicatos do Sul de Minas se reuniram, no dia 21, para debater assuntos de interesse dos trabalhadores. 
No encontro, que contou a presença do deputado federal Reginaldo Lopes (PT), os sindicalistas pediram o apoio do parlamentar à luta em defesa da unicidade e do imposto sindical. 
Participaram da reunião as seguintes entidades: Sindserv, Sintraf, Sintsprev, Sind-UTE, CNT, Metabase, Trabalhadores Rurais de Andradas e Poços de Caldas e o Sindtextil. 


Em greve há uma semana, servidores administrativos de escolas de Ibirité vão decidir os rumos do movimento em assembleia nesta quarta


Servidores administrativos de escolas de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em greve há uma semana, vão decidir na tarde desta quarta-feira, 23, os rumos do movimento. A assembleia será às 14h, em frente à sede da Prefeitura Municipal.
A categoria, que inclui auxiliares de secretaria, biblioteca e administrativos; serventes e secretários escolares, reivindica a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e reajuste salarial de 22%. Atualmente, a jornada é de 37 horas semanais, sendo 25 horas de segunda a sexta e oito horas durante um sábado por mês.
Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação em Ibirité (Sind-UTE), a paralisação atinge mais de 75% das escolas. Alegando “ilegalidade” da greve, a prefeitura ameaça punir trabalhadores com substituições, cortes do abono, retirada de pontos na avaliação de desempenho e demissões.
Para esclarecer aos pais, alunos e à população sobre a legitimidade e legalidade do movimento, o Sind-UTE/Ibirité tem intensificado a mobilização nas escolas. “A greve só aconteceu depois que a prefeitura se recusou a negociar com seriedade. Mesmo assim, todas as exigências da lei 7783/89 foram cumpridas. Não há como argumentar que a greve é ilegal”, afirma o dirigente da entidade e da CTB Minas Rafael Calado.
Para ele, ilegal é a pressão, a truculência e as ameaças que a prefeitura tem feito. “Tais práticas atentam contra o exercício do direito de greve, garantido por lei, e serão denunciadas ao Ministério Público do Trabalho”, disse o dirigente sindical.
A desastrosa declaração do secretário municipal de Governo, Hervê de Melo, feita em mesa de negociação, de que a categoria “coça o saco ao invés de trabalhar”, provocou revolta e deixou ainda mais evidente o desrespeito com a categoria.
Segundo informações obtidas pelo sindicato, o prefeito de Ibirité, o vice e os doze secretários municipais consomem anualmente mais de R$ 2 milhões em salários. Os vencimentos do prefeito, Lárcio Dias, ultrapassam R$ 23 mil por mês, quantia bem superior à recebida por prefeitos de grandes capitais do País, como São Paulo (R$ 20 mil), Belo Horizonte (R$ 19 mil) e Rio de Janeiro (R$ 13,3 mil).

22 de mai de 2012

Participantes ressaltam importância da reunião do Pleno da CTB Minas para o fortalecimento do movimento sindical

A reunião do Pleno da CTB Minas, realizada nos dias 18 e 19, no auditório do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), no Centro de Belo Horizonte, debateu temas de grande importância para o movimento sindical na atualidade, como a unicidade e a contribuição sindical.


A direção da CTB também apresentou um balanço da central nos últimos meses, nas áreas da saúde, comunicação, formação e finanças, e deliberou sobre a realização de uma série de atividades para os próximos meses, tais como:
- Apoiar as candidaturas, nas eleições de 2012, de companheiros e companheiras candidatos a vereadores e prefeitos comprometidos com as causas dos trabalhadores;
- Promover um seminário, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre regulamentação do artigo 8º da Constituição Federal;
- Promover debates e atos públicos regionalizados sobre a unicidade sindical, contribuição sindical e a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT);
- Filiar ao menos 50 sindicatos legalizados até o final de 2012;
- Preparar um grande Encontro da CTB Minas no ano de 2013;
- Organizar um curso de formação de formadores em Minas Gerais com objetivo de criar coletivos regionais de formação;
- Realizar reuniões itinerantes da diretoria plena em Minas Gerais;
- Promover uma campanha pela ratificação da Convenção 151 da OIT e debater as principais bandeiras dos servidores públicos.
Dirigentes sindicais de entidades filiadas à CTB Minas e militantes de diversas regiões do Estado participaram da reunião, que também contou a presença do presidente nacional da entidade, Wagner Gomes, e do presidente da seção estadual, Gilson Reis, entre outros.
Veja a opinião de alguns dirigentes sindicais que participaram do encontro do Pleno da CTB Minas:
Joaquim Júlio de Almeida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e do Mobiliário de Passos e Região: “Foi muito importante participar deste encontro pela riqueza de informações que obtive. Geralmente, nós do interior ficamos mais afastados e quando as informações chegam, costumam estar defasadas. Proponho à CTB que realize mais reuniões como esta em espaços de tempo mais curtos, pois o caminho é este. Parabéns à diretoria da CTB Minas por esta iniciativa”.


Maria Cosme e Damião da Rocha, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos de Ponte Nova e Vale do Piranga: “É muito importante encontros como este, principalmente para nós dirigentes sindicais, pois nos ajuda a compreender muitas coisas e nos possibilita tirar muitas dúvidas. Valeu a pena sair de Ponte Nova para assistir a esse debate. No dia 26 de junho, nosso sindicato completará 20 anos de fundação. Saio daqui mais fortalecida para continuar a luta em defesa dos trabalhadores”.






Leandro Carneiro Batista, dirigente do SAAE-MG em Varginha: “Para nós da CTB, esta reunião é muito importante, principalmente neste momento político e sindical porque passa o País. Este debate fortalece a cada um de nós e a nossa luta. É preciso mostrar a realidade e a importância da unicidade e do imposto sindical para a classe trabalhadora. Esta campanha ferrenha da CUT para acabar com a unicidade e com o imposto sindical poderá acabar como movimento sindical. E quem vai ganhar com isso, obviamente, são os patrões e os grandes empresários. Por isso, é fundamental para nós, sindicalistas filiados à CTB, termos um norte e caminharmos juntos em defesa da unicidade e do imposto sindical. Encontros como estes nos possibilita afinar o discurso, obter informações para caminharmos no rumo único e fortalecer o pensamento classista. A CTB é uma central classista e plural que tem lado. E nosso lado é o do trabalhador, diferentemente de outras centrais que existem por aí”.


Adislau Leite da Silva, presidente do Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu): “Esse encontro teve uma importância ímpar e foi muito gratificante. Aprendi muito com os companheiros e, naturalmente, vou levar esse aprendizado e as informações obtidas para a base. Uberaba é uma cidade de médio porte, mas, infelizmente, o movimento sindical esteve por muito tempo adormecido, assim como em toda a região. Nosso sindicato também é novo, tem apenas seis anos, mas estamos caminhando no rumo certo. Há dois meses, aprovamos em assembleia a filiação do nosso sindicato à CTB, que há três anos vinha nos dando todo o apoio, independentemente de filiação. Nesses anos, nenhuma outra central se aproximou do nosso sindicato. E a CTB não só se aproximou, como nos deu uma ajuda muito significativa”.


Vicente Cordeiro de Souza, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Capelinha (Sincerca): “Participo da CTB desde a sua fundação. Agora, nos preparamos para colocar em votação a filiação do nosso sindicato à central. A possibilidade de filiação à entidade é grande, pois hoje a diretoria do sindicato está mais consciente. Atualmente, a entidade não está filiada a nenhuma central sindical. Mas consideramos importante filiarmos à CTB porque é uma central nova, com propósito bastante adequado ao que a gente pensa sobre sindicalismo, que vem nos ajudando mesmo não estando filiado”.

José Carlos Maia, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (Sinsem-GV): “Sempre que possível, a direção do nosso sindicato tem participado de encontros estaduais e nacionais como este, para levar aprendizado à categoria. Sabemos dos nossos problemas e das nossas dificuldades, mas compartilhando com outros sindicatos constatamos que o que acontece em nossa cidade e na nossa região é comum em outros municípios e regiões do Estado. Por isso, considero importantíssimo participar desses encontros promovidos pela CTB. Esta reunião do Pleno, por exemplo, proporcionou um aprendizado muito grande para nós, dirigentes sindicais. A CTB defende a unicidade sindical e essa é uma bandeira que o Sinsem-GV sindicato acompanha e está na luta junto com a CTB”.

Texto e fotos: Eliezer Dias.

19 de mai de 2012

Presidente nacional da CTB, Wagner Gomes participa da reunião do Pleno de Minas


A CTB Minas deu início, na noite desta sexta-feira, 18, à reunião do Pleno. O encontro, que terá continuidade neste sábado, 19, contou com a presença do presidente nacional da CTB, Wagner Gomes; do presidente da CTB Minas, Gilson Reis; e de dirigentes de todo o Estado.
Na oportunidade, Wagner Gomes anunciou que a CTB aumentou em 50% sua influência no País no último período, passando a representar 9% do total de trabalhadores sindicalizados – antes o percentual era de 6%. “Para uma central com pouco mais de quatro anos de existência, é um feito extraordinário”, comemorou.
O presidente nacional da CTB também falou dos desafios a serem enfrentados este ano. Segundo ele, os principais são a luta em defesa da produção e do emprego e as eleições municipais.
“Temos que intensificar a luta por mudanças na política econômica e pelo desenvolvimento da indústria brasileira e, ao mesmo tempo, eleger pessoas comprometidas com os interesses dos trabalhadores”, afirmou Wagner Gomes.
A defesa da unicidade e da contribuição também é outro desafio a ser enfrentado com afinco pelos dirigentes da CTB, disse Wagner Gomes. Para ele, a unicidade e a contribuição sindical são fundamentais para a sobrevivência e sustentabilidade do movimento sindical.
A análise das conjunturas internacional e de Minas Gerais foi feita pelo presidente da CTB Minas. Sobre a situação do Estado, Gilson Reis disse que, desde o início do mandato, o governador Antonio Anastasia tem feito apenas resolver os problemas deixados pelo seu antecessor, Aécio Neves. Para tanto, tem diminuído consideravelmente os investimentos na Saúde, Educação e na Segurança Pública.
Gilson Reis também citou os principais eventos promovidos pela CTB Minas este ano, como o Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego, com manifestação em frente ao Banco Central e debate sobre a desindustrialização na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na capital; as comemorações do Dia do Trabalhador em várias cidades do Estado, com destaque para a grande festa realizada em Betim; e a inauguração da nova sede da CTB Minas, mais ampla e confortável.
O presidente da CTB Minas também lamentou as mortes dos trabalhadores Claudiomar Custódio da Silva, 41 anos,  ex-diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fogos de Santo Antônio do Monte (Sindifogos), e André Luiz da Silva, 37 anos, ocorridas em uma fábrica de fogos em Santo Antônio do Monte, no dia 8.
Para evitar que mais trabalhadores sejam vítimas de tragédias no trabalho, ele informou que a CTB Minas cobrou providências às autoridades e sugeriu a formação de uma força tarefa, com a participação do movimento sindical, para investigar os acidentes e adotar medidas preventivas. Em homenagem aos trabalhadores mortos, foi feito um minuto de silêncio.
Confira a cobertura fotográfica do primeiro dia da reunião do Pleno no Orkut e no Facebook da CTB Minas.

18 de mai de 2012

Greve dos servidores administrativos de escolas de Ibirité continua: categoria reivindica reajuste salarial de 22% e jornada de 30 horas semanais


Os trabalhadores administrativos da rede municipal de Educação de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, realizarão uma nova assembleia para avaliar a greve, iniciada na última quarta-feira, 16. A assembleia será na próxima quarta-feira, 23, em frente à Prefeitura Municipal (Rua Arthur Campos, 906, bairro Alvorada), às 14h.
Professor da rede municipal de Ibirité, o diretor de Política Educacional da CTB Minas, Rafael Calado, tem participado do movimento. “É justa a indignação da categoria, pois escola não funciona somente com professores, diretores e vice-diretores. Os profissionais administrativos também são educadores e merecem ser respeitados e valorizados”, disse.
Para Calado, a tentativa do governo municipal de dividir a categoria é uma demonstração do descaso e falta de compromisso da prefeitura com o conjunto dos trabalhadores da rede municipal de Educação, estudantes e a população.
“Em março, após uma greve, os professores obtiveram 11% de reajuste salarial. Para os demais profissionais da Educação, após três rodadas de negociações, o governo municipal não ofereceu nenhum reajuste”, criticou o dirigente da CTB Minas.
Os trabalhadores administrativos das escolas de Ibirité reivindicam reajuste salarial de 22%, conforme o Fundeb, e redução da jornada de trabalho de 37 horas para 30 horas semanais.
Segundo o Sindicato Único em Educação em Ibirité (Sind-UTE), mais de 300 trabalhadores, o equivalente a 80% da categoria, e cerca de 25 escolas, aderiram à greve. A paralisação atinge os auxiliares de secretaria, biblioteca e administrativos; serventes e secretários escolares.
Sem cantineiras, em algumas escolas, diretores e vice-diretores estariam servindo leite com biscoito para os alunos.
Em protesto contra a intransigência do governo municipal, no dia 16 mais de 150 trabalhadores saíram em passeata pelas principais ruas do centro da cidade e fizeram uma manifestação em frente à sede da prefeitura.
Confira a nota divulgada pelo Sind-UTE de Ibirité sobre a greve:


Intransigência da prefeitura empurra setor administrativo das escolas a entrarem em greve
Educação palavra fácil de ser definida, mas difícil de ser construída. Uma Educação Pública de qualidade é resultado de um longo processo, que envolve família, comunidade, Poder Público, trabalhadores e alunos, ou seja, envolve toda a sociedade.
Os trabalhadores em Educação de Ibirité possuem essa compreensão. Ou seja, no nosso entendimento para o trabalho ser desempenhado de forma qualificada é preciso à união de esforços das famílias, funcionários, Poder Público e alunos. Nós entendemos que o ambiente escolar é coletivo e somente união dessas forças irá proporcionar um resultado positivo para os filhos de Ibirité.
Infelizmente, para a prefeitura, educação não se constrói dessa forma. Para eles o trabalho educacional é feito apenas pelos professores, especialistas e diretores. Ignorando o importante e fundamental papel desempenhado pelos serventes escolares, secretários escolares, auxiliares de secretaria escolar, auxiliar de biblioteca e auxiliares administrativos.
Não é possível construir uma educação sem esses profissionais, não é possível ver uma escola funcionar sem esses trabalhadores. Para o Sind-UTE-Ibirité todos aqueles que trabalham no ambiente escolar contribuem diretamente para a formação dos alunos e portanto são também educadores e merecem o mesmo respeito e tratamento que os demais profissionais.
Por isso convocamos a todos, trabalhadores, comunidade, pais e alunos a defenderem as reivindicações desse segmento, não contemplado pela
prefeitura no processo de campanha salarial. Solicitamos o envolvimento de todos para apontar ao poder público municipal, que educação é resultado da união de esforços dentro e fora do ambiente escolar.
Não adianta dividir, pois nossa união vai parar a Educação em Ibirité até nossas justas reivindicações sejam atendidas.
Por uma jornada de trabalho justa e de acordo com a realidade das demais redes de ensino do estado de Minas Gerais. Pela defesa de um salário digno com ganho real e valorização profissional. Por uma educação inclusiva e coletiva, abaixo o divisionismo pregado pela prefeitura e em nome da união de esforços para a construção de uma educação pública e de qualidade.
Nossas reivindicações:
- Redução da jornada de trabalho semanal para 30 horas (como ocorre nos municípios de Minas Gerais e o na Rede Estadual de Ensino. Os municípios de Sarzedo e Mário Campos, que se emanciparam há pouco tempo, aplicam esta jornada de trabalho, por que Ibirité insiste nesta injustiça com seus servidores?);
- Reajuste salarial já (os auxiliares administrativos escolares de Ibirité não tiveram nenhum reajuste salarial, nem sequer o índice inflacionário que é uma obrigação da prefeitura).

17 de mai de 2012

Servidores administrativos de escolas municipais de Ibirité entram em greve

Pouco mais de um mês após o magistério de Ibirité ter encerrado uma greve, agora são os servidores administrativos das escolas municipais que estão de braços cruzados. Desde a última quarta-feira, 16, auxiliares de secretaria, biblioteca e administrativos; serventes e secretários escolares estão parados. Segundo o Sindicato Único em Educação em Ibirité (Sind-UTE), a paralisação atinge mais de 70% das escolas.
Os trabalhadores reivindicam redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e reajuste salarial, já que a categoria não obteve sequer a reposição da inflação dos últimos 12 meses.
Indignada com a negativa da prefeitura em atender às reivindicações, a categoria também está revoltada com o secretário municipal de Governo, Hervê de Melo, que teria declarado na última reunião de negociação que a categoria “coça o saco” ao invés de trabalhar.

Em nota, o sindicato repudiou a declaração do secretário e lamentou a forma como o governo municipal tem tratado os trabalhadores, indispensáveis no processo educacional e funcionamento da escola.
“Todos que trabalham no ambiente escolar contribuem diretamente para a formação dos alunos. Portanto, também são educadores e merecem o mesmo respeito e tratamento que os demais profissionais”, disse a nota do Sind-UTE.
Em protesto contra o governo municipal, dezenas de trabalhadores saíram em passeata pelas principais ruas do centro da cidade. 
Fonte: Sind-UTE/Ibirité. Fotos: Renan Mendes.

CTB Minas e Sindifogos se reúnem com trabalhadores de Santo Antônio do Monte por mais segurança e melhoria das condições de trabalho nas fábricas de fogos

A CTB Minas e o Sindicato dos Trabalhadores de Fogos de Artifício (Sindifogos) promoveram uma assembleia com os trabalhadores de Santo Antônio do Monte, na Região Centro-Oeste do Estado, na última quarta-feira, 16, para debater as más condições de trabalho nas fábricas de fogos da região.
A assembleia contou com a presença do vice-presidente da CTB Minas, José Antônio de Lacerda, o Jota, e do secretário de Comunicação Gelson Alves da Silva; dirigentes do Sindifogos e de cerca de 700 trabalhadores.
No último dia 8, mais dois trabalhadores, Claudiomar Custódio da Silva, 41 anos,  e André Luiz da Silva, 37 anos, perderam suas vidas em uma explosão na fábrica de fogos de artifício Estrela, na Zona Rural de Santo Antônio do Monte. Dois galpões da fábrica teriam sido atingidos pela explosão. Em 2011, outros quatro companheiros também morreram em acidentes na região.
Para que tragédias como estas não se repitam, no dia 8 a CTB Minas encaminhou ofícios à Superintendência Regional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho, Secretaria de Estado de Trabalho, Ministério do Trabalho, Procuradoria Federal do INSS, Exército Brasileiro, Conselho Nacional de Justiça e Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Monte denunciado a morte dos trabalhadores e pediu providências urgentes para a melhoria dos condições de trabalho nas fábricas de fogos.
A CTB Minas também solicitou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais a realização de uma audiência pública para debater os acidentes no trabalho e sugeriu ao Ministério Público do Trabalho e à Secretaria Regional do Trabalho a formação imediata de uma força tarefa, acompanhada de representação sindical, para investigar a explosão adotar medidas preventivas para se evitar novos acidentes. A audiência pública deverá ser realizada em junho.
Para a CTB Minas, a vida humana não é mercadoria e a segurança no trabalho é direito fundamental. “A CTB Minas não permitirá que mais esta tragédia seja tratada como as inúmeras ocorridas no último período na região. Cabe ao Poder Público tomar medidas efetivas para se evitar que mais trabalhadores sejam assassinados em pleno exercício de suas atividades pela ganância do capital que explora e mata”, disse o vice-presidente da CTB Minas.
Na assembleia, os trabalhadores aprovaram o reajuste salarial de 10% e cesta básica.

Sem negociação, metroviários de Belo Horizonte entram no quarto dia de greve


A greve dos metroviários de Belo Horizonte completou quatro dias nesta quinta-feira, 17. Por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desde terça-feira está sendo mantida uma escala mínima de trabalho para o cumprimento de 30% das viagens.
Com isso, os trens estão disponíveis somente nos horários de pico, de segunda a sexta-feira, das 5h20 às 8h30 e das 17h às e 19h30, com intervalos entre as viagens variando de 4 a 7 minutos, e aos sábados, das 5h20 às 9h. Nos domingos e feriados o metrô não funcionará. Já os setores de manutenção e administração estão cumprindo escala de 4 horas diárias. Cerca de 215 mil usuários utilizam o metrô da capital mineira diariamente.
Desde o início da greve, não houve qualquer negociação entre a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), estatal que administra o metrô de Belo Horizonte, e o Sindicato dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG). No dia 21, será realizada uma nova audiência de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, na capital.
Para avaliar e decidir sobre o movimento, no dia 22 o Sindimetro realizará uma assembleia geral, às 15h, na Praça da Estação, no centro da cidade. A categoria reivindica reajuste de 5,74%, acesso a plano de saúde integral, participação nos lucros e resultados (PLR) e adicional noturno de 50%. A CBTU não apresentou nenhuma contraproposta.
Para minimizar os impactos da greve para a população, a BHTrans, empresa responsável pelo gerenciamento do transporte e do trânsito na capital, e a Secretaria Estadual de Transportes e Obras Públicas estão disponibilizando ônibus extras e pontos alternativos próximos às estações do metrô.

Área da Escola Família Agrícola Bontempo é declarada de utilidade pública para desapropriação

Após enfrentar uma série de dificuldades para manter funcionando a Escola Família Agrícola Bontempo, em Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, toda a direção, professores, pais e alunos estão comemorando a desapropriação do imóvel onde funciona a escola, com todas as benfeitorias realizadas. O decreto foi publicado no Diário do Executivo em 17 de abril pelo governo estadual. 
As dificuldades da Escola Família Agrícola em manter suas portas abertas tiveram início há cerca de cinco anos, quando a Fundação Brasileira de Desenvolvimento acionou a justiça para a reintegração de posse do terreno, que foi doado à escola em 2001 em regime de comodato por tempo indeterminado.
Mesmo com as intervenções da EFA Bontempo, apelando para audiências públicas na Assembleia Legislativa, além de tentativas de conciliação no Superior Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em fevereiro a escola esteve a um passo de fechar suas portas, quando recebeu a segunda ordem de despejo.
A alternativa, então, foi intervir junto ao governo do Estado, solicitando a desapropriação do terreno com suas benfeitorias para fins de utilidade pública. Agora, direção, pais, alunos e professores respiram aliviados por poderem dar continuidade ao projeto.
“Hoje estamos vivendo outra história. Estamos muito felizes. Pretendemos agora, mais confiantes, buscar parcerias para melhorar a infraestrutura da escola, como a ampliação do número de salas de aulas”, disse o presidente da Associação Escola Família Agrícola do Médio e Baixo Jequitinhonha,  Alcísio Alves da Silva.
Conquista
O diretor da Fetaemg, Marcos Vinícius, que participou diretamente de todo o processo de negociação com o governo, disse que desde 2004, quando o processo judicial de reintegração de posse começou, a Fetaemg, junto com a Escola, vem participando das negociações com o governo e com parlamentares.
“A criação da EFA Bontempo é um projeto do Sindicato de Trabalhadores Rurais, junto à Fetaemg e à Contag. Hoje, a gente vê que essa não foi só uma conquista para a escola, mas também para as famílias de trabalhadores rurais que vivem na região”.
Para o presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, essa foi uma importante conquista, especialmente para os jovens rurais, que poderão dar continuidade aos seus estudos.  Vilson disse, ainda, que o meio rural ainda é muito carente de oportunidades para a juventude e as EFAs vêm cumprindo um papel muito importante, não só na formação desses jovens, mas também no desenvolvimento do meio rural, a partir do momento que qualifica cidadãos para exercer atividades no meio em que vivem, sem precisar buscar oportunidades nos centros urbanos.
A EFA Bontempo iniciou suas atividades em 2001 com o objetivo de oferecer aos jovens rurais cursos do nível médio ao ensino profissionalizante de técnico em agropecuária. Atualmente são 201 jovens de 87 comunidades rurais dos municípios do Médio e Baixo Jequitinhonha matriculados na escola. De 2001 a 2012, 277 jovens se formaram na EFA e hoje estão atuando em diversas entidades e organizações governamentais e não governamentais, com o envolvimento de 500 famílias no processo de formação e mobilização social.
Fonte: Fetaemg.

14 de mai de 2012

Metroviários de Belo Horizonte entram em greve por tempo indeterminado


Os metroviários de Belo Horizonte farão uma assembleia hoje, às 15h, na Praça da Estação, para avaliar a greve iniciada na manhã desta segunda-feira, 14. Pelo menos 800 funcionários do metrô da cidade cruzaram os braços cruzados por tempo indeterminado e 215 mil usuários ficaram sem o transporte.

Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), a paralisação foi aprovada em assembleia realizada na quinta-feira 10.

A categoria reivindica reajuste de 6% nos vencimentos e benefícios. No entanto, de acordo com o sindicato, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), estatal administradora do metrô da capital mineira, não apresentou nenhuma proposta de reajuste.

Apesar da greve, os metroviários terão que cumprir 100% das viagens nos horários de pico, determinou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Segundo a decisão, tomada após ação cautelar ajuizada pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o funcionamento deve ser normal de segunda a sexta-feira, entre as 5h e 9h e entre as 17h e 20h. No sábado, o funcionamento deve ocorrer sem interrupções de 5h30 às 9h.

Segundo a estatal, as negociações salariais estão em curso desde o início do ano, quando foi instalada uma mesa permanente de negociação pela direção da CBTU e as diversas bases sindicais de metroviários e ferroviários que representam seus empregados, inclusive os de Belo Horizonte.

A BHTrans, empresa que gerencia o tráfego de veículos na capital, informou que não haverá esquema especial ou incremento nas viagens feitas pelos ônibus da capital.


11 de mai de 2012

CTB Minas inaugura nova sede em Belo Horizonte com grande participação de entidades dos movimentos sindical e social


A CTB Minas inaugurou na última quinta-feira, 10, a sua nova sede, em Belo Horizonte. Mais ampla e com diversas salas, a sede fica em uma sobreloja no bairro Floresta, na região central da capital. A inauguração contou com a presença de dirigentes da CTB, centrais sindicais e sindicatos, políticos e militantes de movimentos sociais.
No ato político, o presidente da CTB Minas, Gilson Reis, lembrou do ex-prefeito de Belo Horizonte Célio de Castro, que costumava dizer que existiam dois endereços fundamentais, o do trabalho e o da moradia. “Para Célio de Castro, isso constituiria um cidadão com seus direitos efetivos. Ao inauguramos esta casa e defendermos o trabalho, diria que estamos em sintonia com Célio de Castro”, disse.
Segundo Gilson Reis, a nova sede representa mais do que um espaço, mas um sonho e uma possibilidade concreta. “Estamos alugando um espaço de articulação política não somente do movimento sindical, mas também do movimento social e popular. E dando mais um passo para que possamos superar as dificuldades impostas ao trabalhador e à trabalhadora, à juventude, ao negro, à mulher, ao movimento popular e a todos que lutam nesse País”.
Responsabilidade
Para o presidente da CTB Minas, a nova casa deve ser ocupada com responsabilidade, na perspectiva de construir a luta do povo de Minas e do Brasil numa nova concepção de sociedade e condição humana. “Quando fundamos a CTB, dizíamos que tínhamos que ocupar um espaço com o objetivo de construir a unidade do movimento sindical e isso nós temos perseguido ao longo dessa nossa curta trajetória, numa concepção de juntar o campo e a cidade”.

A demora do governo Federal em nomear o novo ministro do Trabalho foi criticada por Gilson Reis. Na sua opinião, o Ministério do Trabalho tem que ser protagonista na luta política e no governo Federal, e não um ministério secundário.
“É inadmissível não termos delegados regionais do trabalho em todo o País e fiscais para fiscalizar o trabalho escravo e precário. Não é possível admitir que trabalhadores continuem morrendo no trabalho, como ocorreu esta semana em Santo Antônio do Monte, no interior do Estado, na explosão de uma fábrica de fogos, porque o capital não quer proteger a vida e as condições de trabalho. Queremos um Ministério do Trabalho que tenha um papel efetivo de defesa do trabalho”, enfatizou.
No término de sua fala, Gilson Reis propôs às centrais a realização de um grande ato político em Minas Gerais, ainda neste mês de maio, com centenas de entidades sindicais e sindicalistas de todo o Estado em defesa do movimento sindical, que tenha como questão central a defesa da unicidade e do imposto sindical. Também propôs a realização de um seminário para debater a regulamentação do artigo 8º da Constituição.
Eleições
O vice-presidente da CTB Minas, José Antônio de Lacerda, o Jota, comemorou a conquista da nova sede. Segundo ele, o prédio terá espaço para reuniões e uma sala para os movimentos sociais. Jota também falou da importância da participação dos trabalhadores, sindicatos e centrais nas eleições municipais.
“Um dos desafios mais importantes que temos este ano é participar ativamente do processo eleitoral, elegendo prefeitos e vereadores trabalhadores para influir na política dos municípios e mudar esse quadro. Uma derrota nesse campo é uma derrota dos trabalhadores”, disse.
Jota defendeu a unicidade e o imposto sindical e conclamou a todos os trabalhadores e trabalhadoras, sindicatos e centrais para se unirem e lutarem  numa ampla frente contra o pluralismo sindical.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores em Minas Gerais (UGT), Geraldo Anatólio, saudou a CTB Minas pela conquista da nova sede. Para ele, é preciso “estancar a fábrica de sindicatos que está afetando dezenas de categorias em Minas Gerais e no Brasil”. “Precisamos caminhar unidos para por um fim nisso. Não é mais possível o movimento sindical travar uma luta de divisão de base”, disse.
Já o presidente da Nova Central em Minas Gerais, Antônio da Costa Miranda, parabenizou a CTB Minas pela nova sede. “A CTB merece esta sede pela sua importância. É uma sede bem localizada, uma casa onde tenho certeza de que todos os trabalhadores e todas as centrais terão acesso”.
Segundo o presidente da Nova Central, o movimento sindical tem que caminhar unido para a solução dos problemas enfrentados no dia-a-dia. “Temos que criar mecanismos para resolver nós mesmos nossos problemas, e não esperar que os políticos ou o governo os faça”.
O ex-deputado federal Sérgio Miranda, dirigente do PDT-MG, elogiou a  nova sede. “É um bom espaço, central, onde se poderá realizar várias atividades”, comentou. Ele também falou que o momento é de alerta para o movimento sindical, que tem a enfrentar desafios como a “campanha demagógica e deseducativa da CUT contra a contribuição sindical e pela Convenção 87”. Para ele, a resposta a esta ofensiva é regulamentação do artigo 8º da Constituição.
Flexibilização
Sérgio Miranda alertou, ainda, sobre o projeto de reforma trabalhista denominado Acordo Coletivo Especial (ACE), que já está na Casa Civil. Segundo ele, na prática, o projeto propõe a flexibilização das leis trabalhistas, no qual o negociado se sobrepõe à legislação. “Como é que vamos enfrentar isso? O que FHC não com seguiu, será aprovado agora? São desafios enormes. Esta concepção que a CTB defende, de articulação com as outras centrais, de somar forças e ter uma ação de massas efetiva, é o caminho para enfrentarmos esse desafio”.
A nova sede da CTB Minas poderá se transformar num importante espaço de informação e atração para os trabalhadores que buscam saber sobre seus direitos mais elementares e de articulação das centrais sindicais e sindicalistas, disse a presidenta do PCdoB-MG, deputada federal Jô Moraes. “O primeiro sinal da CTB para um projeto mais amplo é instaurar sua casa para dali sair para o conjunto dos trabalhadores. E isso fundamental”.

O ato também contou com a presença de representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, Sindicato dos Vigilantes de Uberaba, Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais Subsede em Ibirité (Sind-UTE), União de Negros pela Igualdade (Unegro), Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Minas Gerais (Sinttel), Federação das Associações de Moradores do Estado de Minas Gerais (Fameng), Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (Sinsem-GV), Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Sitramico), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), SAAE-MG, Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-Minas), Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nova Lima (Sindserp), Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais (SAAE-MG), Base da CTB nos Correios, União da Juventude Socialista (UJS) e União Estadual dos Estudantes (UEE).
A nova sede da CTB Minas fica na Rua Pouso Alegre, nº 920, no bairro Floresta, em Belo Horizonte. O telefone continua o mesmo: (31) 3272-5881. O e-mail é ctbminas@gmail.com.
Confira a cobertura fotográfica da inauguração no Orkut e no Facebook da CTB Minas. Fotos: Luís Moreira e Eliezer Dias. 

8 de mai de 2012

CTB Minas lamenta morte de trabalhadores em fábrica de fogos de Santo Antônio do Monte e cobra medidas urgentes das autoridades

Dez dias após as manifestações do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, realizadas no dia 28 de abril, mais dois trabalhadores da indústria de fogos de Santo Antônio do Monte, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, passaram a integrar a trágica lista de operários mortos no exercício do trabalho.
Na manhã desta terça-feira, 8, Claudiomar Custódio da Silva, 41 anos, ex-diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fogos de Santo Antônio do Monte, Itapecerica e Lagoa da Prata (Sindifogos), e André Luiz da Silva, 37 anos, perderam suas vidas em mais uma explosão - em 2011, quatro companheiros também morreram.
Segundo informações da Polícia Militar, a explosão ocorreu por volta das 8h desta terça-feira na empresa fogos de artifício Estrela, na Zona Rural de Santo Antônio do Monte. Dois galpões da fábrica teriam sido atingidos pela explosão.
“A CTB Minas não permitirá que mais esta tragédia seja tratada como as inúmeras ocorridas no último período na região. Cabe ao Poder Público tomar medidas efetivas para se evitar que mais trabalhadores sejam assassinados em pleno exercício de suas atividades pela ganância do capital que explora e mata. Nesse sentido a CTB Minas sugere ao Ministério Público do Trabalho e à Secretaria Regional do Trabalho a formação imediata de uma força tarefa acompanhada de representação sindical”, disse o vice-presidente da CTB Minas, José Antônio de Lacerda, o Jota.
Para impedir que mais uma vez os patrões e as autoridades fiscalizadoras se limitem as inócuas “apurações”, que se transformam em cortinas de silêncio e omissão, a CTB Minas conclama a todas as entidades filiadas e seus trabalhadores para que divulguem e denunciem este trágico acontecimento o mais amplamente possível.
No início da tarde desta terça-feira, a CTB Minas encaminhou ofícios à Superintendência Regional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho, Secretaria de Estado de Trabalho, Ministério do Trabalho, Procuradoria Federal do INSS, Exército Brasileiro, Conselho Nacional de Justiça e Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Monte denunciado a morte dos trabalhadores e pedindo providências para que tragédias como esta não se repitam.
Também solicitou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais a realização de uma audiência pública para debater os acidentes no trabalho.
Para a CTB Minas, a vida humana não é mercadoria e a segurança no trabalho é direito fundamental.

4 de mai de 2012

Festas em Uberaba e Governador Valadares reúnem milhares de trabalhadores para comemorar o 1º de Maio

O movimento sindical uberabense realizou, no dia 29 de abril, o maior ato público unificado em homenagem ao Dia do Trabalhador da história da cidade, que contou com a presença de mais de três mil pessoas. A iniciativa dos sindicatos filiados à CTB em Uberaba reuniu o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais (SAAE-MG), Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu), Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Uberaba (Sindae), Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Uberaba (STR), Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Uberaba, Sindicato dos Vigilantes de Uberaba e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba (STICMU).
Os pronunciamentos e intervenções reforçaram as bandeiras de lutas da classe trabalhadora, como desenvolvimento com redução dos juros, melhorias salariais e geração de empregos. Em todos os discursos, os sindicalistas também ressaltaram a necessidade de se valorizar o trabalho e respeitar as entidades sindicais.
O presidente do STICMU, José Lacerda Sobrinho, destacou a importância da unidade dos sindicatos em Uberaba e da participação nas eleições municipais. “Vamos fortalecer a ação dos trabalhadores e trabalhadoras por meio do fortalecimento de nossas entidades sindicais. Também devemos participar ativamente da construção dos projetos de candidatos e candidatas à Prefeitura de Uberaba em 2012. Não podemos mais aceitar que o conjunto de trabalhadores, que compõe a massa eleitoral, continue sendo mero coadjuvante neste processo. Devemos ser atores, com participação nas decisões do Município, Estado e do País”.
Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Uberaba, Lutério Antonio Alves, disse que os trabalhadores e trabalhadoras não podem ficar omissos nas eleições. “A omissão e a não participação no processo eleitoral são os principais responsáveis pela atual situação de corrupção, clientelismo, coronelismo, desvios de dinheiro e tudo quanto é falcatrua e maracutaia que se encontra na política”, alertou.
O diretor do Sinpro Minas José Carlos Padilha Arêas, que esteve em Uberaba especialmente para participar do ato, parabenizou os sindicatos pelo exemplo de unidade e conclamou a todos para expressarem essa união em torno de um projeto para atrair indústrias e investimentos para Uberaba, que possibilitem mais oportunidades aos trabalhadores e trabalhadoras da cidade.
Durante a festa, foi realizado um concurso artístico e cultural e sorteio de prêmios, como uma moto de 125 cilindradas, bicicletas, churrasqueiras, kits de ferramentas e tocadores de DVD.
Em julho, o movimento sindical uberabense promoverá o 1º Encontro da Classe Trabalhadora de Uberaba (Enclat-U). O objetivo é reforçar a unidade das entidades sindicais e aprovar a pauta e a carta compromisso da classe trabalhadora para os candidatos a prefeito ou prefeita do Município.


Governador Valadares



Em Governador Valadares o Dia do Trabalhador também foi comemorado com uma grande festa no dia 1º de maio, na Praça dos Pioneiros, no centro da cidade. Quatorze sindicatos participaram do evento, entre eles o Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais (Saae-MG) e o Sindicato dos Servidores Públicos (Sinsem-GV) e o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas).
Além de comemorar o Dia do Trabalhador, o evento serviu para conscientizar os trabalhadores sobre a importância da luta permanente pelos seus direitos diante as investidas do capital e da necessidade da união de classe para o embate.


Cerca de 5 mil trabalhadores de diversas categorias e seus familiares aproveitaram as  diversas atrações, como shows de bandas regionais e rua de lazer, e sorteio de brindes. 
Segundo o diretor do Saae-MG Deyller Moura, o evento teve o objetivo de fortalecer as categorias trabalhadoras da região e intensificar a luta por políticas públicas que melhorem as condições de trabalho para todos os trabalhadores.

3 de mai de 2012

CTB Minas promove grande festa em Betim para homenagear os trabalhadores e trabalhadoras


Uma grande festa promovida pela CTB Minas marcou as comemorações do Dia do Trabalhador neste 1º de maio no Estado. Realizada em Betim, cidade operária da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a festividade abriu a 24ª edição do Betim Rural, reunindo mais de 10 mil pessoas.
A festa teve início às 16h, com rua de lazer para crianças e praça de alimentação. Às 18h, o cantor Dinart abriu as apresentações musicais, que também contou com show da 
dupla Alan e Alex.
Foi um evento histórico, que reuniu pela primeira vez diversas entidades, como o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sitramico-MG), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) e a Prefeitura Municipal de Betim.
“É com muita satisfação que a CTB Minas realiza esta festa junto à população e aos trabalhadores de Betim e região, que somente se tornou possível porque a Prefeitura de Betim tem uma administração com grande sensibilidade nas relações com a população, trabalhadores e com aqueles que constroem a riqueza deste País”, disse o presidente da CTB Minas, Gilson Reis.

Durante o ato político, Gilson Reis também falou do bom momento vivido pelo País, iniciado no governo Lula, em 2002, e agora com a presidenta Dilma Rousseff. “A presidenta Dilma disse que nós, trabalhadores e trabalhadoras, não podemos mais ficar submissos ao capital financeiro e aos grandes bancos, que têm obtido lucros exorbitantes com as altas taxas de juros. Por isso, precisamos reforçar a palavra da presidenta Dilma, porque ela enfrentará uma ofensiva muito grande por parte da mídia e daqueles que sempre lucraram com o capital financeiro”, alertou.
Protagonismo
A secretária nacional de Formação e Cultura da CTB, Celina Arêas, conclamou os trabalhadores e trabalhadoras para lutarem pela redução da jornada de trabalho, fim do Fator Previdenciário e por uma nova economia, que garanta mais dignidade à vida de todos. “A CTB conta com a participação de todos os trabalhadores e trabalhadoras na luta por uma vida justa, onde possamos ser os protagonistas dessa história”.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, Gleisson Borges, afirmou que o Sindicato tem intensificado a luta para resguardar e ampliar e os direitos dos trabalhadores, reduzir a jornada de trabalho e para que o trabalho e o trabalhador sejam valorizados. “Esperamos avançar a cada dia mais para, no ano que vem, voltarmos aqui para comemorarmos o Dia dos Trabalhadores”.

O presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha, falou do orgulho de ser metalúrgico e de trabalhar em Betim, uma das cidades operárias mais importantes do País. Na sua opinião, para que o município continue avançando, é fundamental a continuidade do projeto político em curso. “Para derrotar aqueles que sempre pisaram na cabeça dos trabalhadores e do povo brasileiro, imprescindível a continuidade da atual administração e o apoio dos trabalhadores e da população betinense”.

Homenagem
Para Maria do Carmo, receber a festa do trabalhador foi uma grande alegria para Betim. Segundo a prefeita, os grandes avanços obtidos pelo município se devem aos trabalhadores e trabalhadoras, por meio da organização sindical. “Betim é uma cidade industrial que avançou muito nos últimos anos. Mas a luta é grande e precisamos avançar cada vez mais na melhoria das condições de trabalho e criação de novos postos de trabalho com carteira assinada”.
Em homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras que morreram vítimas de acidentes no trabalho, foi feito um minuto de silêncio em memória do professor betinense Kássio Vinícius Castro Gomes, 39 anos, assassinado em dezembro de 2010, na faculdade em que trabalhava na capital mineira.