30 de jul. de 2013

UBM prepara série de atividades em comemoração aos seus 25 anos de lutas em defesa dos direitos da mulher

A União Brasileira de Mulheres (UBM) comemora, no dia 5 de agosto, 25 anos de luta. Para marcar a data, haverá homenagem no Senado Federal, atos comemorativos nos estados e jantar nacional para as ubmistas. Além disso, uma logomarca foi feita especialmente para as comemorações.
No Senado, em Brasília, será realizada uma sessão solene no dia 12 de agosto, às 10h, em reconhecimento ao histórico emancipacionista da UBM. A solenidade foi solicitada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e pela deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG).
Segundo a coordenadora nacional da UBM, Elza Maria Campos, o objetivo da homenagem é marcar a data com uma reflexão sobre o caminho percorrido ao longo de mais de duas décadas e relembrar desafios superados e conquistas consignadas em leis.
“Muita coisa ainda precisa se tornar realidade na vida das mulheres, em especial para aquelas que moram mais distantes do alcance do Estado e das políticas públicas. A efetivação de políticas públicas que possibilitem o atendimento às mulheres em situação de violência, o atendimento na rede de saúde, o acesso à educação, à reforma agrária, à reforma urbana, o direito à comunicação e a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento que garanta o avanço da igualdade social e das liberdades políticas, a aprovação de uma reforma política que coloque a perspectiva real de empoderamento das mulheres, ampliando sua participação e avanços na conquista dos espaços de poder e decisão, dentre outros, ainda demandam muita luta”, elenca Elza Maria.
Nestes 25 anos, a UBM foi uma grande protagonista em momentos importantes na história do feminismo e da política brasileira. Levantando a bandeira da entidade, mulheres de todo o País vêm escrevendo capítulos marcados por conquistas que culminaram com avanços nas políticas de gênero.
“Estas conquistas estão consignadas na eleição do primeiro presidente operário e de uma mulher de esquerda para o comando do principal posto da República. Podemos dizer que, nos últimos dez anos, a mulher brasileira obteve avanços em sua busca por igualdade, que devem ser creditados à persistência de luta das mulheres, de seus movimentos feministas. A inserção das mulheres nas várias instâncias de poder ainda se mostra tímida. Mas, a luta das mulheres galgou algumas conquistas nos últimos dez anos, como a criação, no governo Lula, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a Lei Maria da Penha, o Programa Nacional de enfrentamento à Violência contra a Mulher, coordenado pela SPM, a PEC das(os) empregadas(os) domésticas (os), que, a nosso ver, deverá proteger e ampliar o trabalho das trabalhadoras domésticas em um país cujas relações sociais e culturais remontam ao período colonial e da herança do trabalho escravo”, enfatiza Elza.
Comemorações
Para marcar as festividades dos 25 anos da UBM, a entidade também organiza, para o dia 26 de agosto, um jantar nacional para todas as ubmistas, em São Paulo. Alem disso, serão realizadas atividades nos estados durante todo o mês de agosto, como atos públicos, sessões solenes nas assembléias legislativas e câmaras municipais, participações em debates em rádios e TVs, panfletagens nas ruas, dentre outros.
Trajetória de vitórias
A UBM nasceu em 1988, num vitorioso e vigoroso congresso realizado em Salvador (BA), que contou com a participação de 1.200 mulheres. Estas deixaram na memória para os dias atuais a necessidade de prosseguir a luta por um país de mulheres e homens livres.
O histórico construído ao longo desses anos não é apenas em defesa das mulheres, mas de solidariedade às grandes lutas da sociedade contemporânea tais como a redemocratização o país, a defesa intransigente dos direitos dos afrodescendentes, trabalhadores rurais, das lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, idosos, indígenas, dentre outras muitas bandeiras.
“O resultado dessa atuação é um reconhecimento, em nível nacional, de que a UBM é uma das maiores entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres no nosso país”, finaliza Elza.
Fonte: UBM.

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