29 de set de 2016

Metalúrgicos paralisam fábricas contra ataques aos direitos trabalhistas; confira o panorama



Metalúrgicos de todo o Brasil promovem nesta quinta-feira (29) o "Dia Nacional de Paralisações e Luta em Defesa dos Direitos" contra os ataques aos direitos trabalhistas/sociais e a Reforma da Previdência.
A mobilização, considerada mais um passo rumo à Greve Geral, é organizada pela FitMetal, entre outras entidades do setor, em repudio às medidas que o governo Temer quer impor ao país, como: a flexibilização da CLT, aumento da carga horária de trabalho, a possibilidade do negociado prevalecer sobre o legislado nas relações trabalhistas, idade mínima para aposentadoria, a proposta de terceirização para atividades-fim, entre outros projetos.
“Essa é mais uma ação preparatória de um setor importante da economia, que é o setor metalúrgico e operário, na construção de uma Greve Geral no Brasil que está cada vez mais próxima. A mobilização de hoje tem um caráter de aumentar a pressão, aumentar a unidade e construir ações que reforcem esse caráter nacional da luta dos metalúrgicos”, diz.
A paralisação também é contra a falta de uma política industrial, a médio e longo prazo, que permita um processo de reindustrilização do país, aponta Marcelino. Nos anos 70, a indústria tinha 30% de participação no PIB nacional, hoje em dia essa participação fica abaixo de 9%.
“As manifestações das Centrais, e agora a paralisação dos metalúrgicos, mostram que os trabalhadores não irão aceitar nenhum retrocesso. Essa ação nacional metalúrgica é uma somatória às categorias com data-base no segundo semestre, lutando pelas suas pautas específicas e em defesa de todos os trabalhadores do país”, completa Marcelino Rocha.
Em Minas Gerais, os metalúrgicos de Betim-MG inciaram cedo com o travamento da BR-381 nesta manhã. A mobilização começou às 5h30. 
No Rio de Janeiro, a paralisação começou pela manhã na Itaguaí Construção Naval (ICN), no litoral fluminense, e na Nuclep, dois polos importantes do setor naval brasileiro, que atualmente desenvolvem a construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.
“As ‘maldades’ que têm sido divulgadas por este governo nos ajudam a mobilizar e motivar os trabalhadores para que eles não deixem a luta de lado para pensar na sobrevivência. Ou nos mobilizamos ou iremos amargar terceirização, privatizações, demissões e perda de direitos”, afirma Jesus Cardoso Reis, 40 anos, presidente da Sindimetal-RJ e dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).   
Em São Paulo, os atos aconteceram nas cidades de São Caetano e São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. No total, cerca de 8 mil trabalhadores participaram dos atos. Na cidade de São Bernardo, estiveram na mobilização cinco mil metalúrgicos de 12 empresas. Outros 2,5 mil trabalhadores de oito fábrica fizeram parte do ato em Diadema.
No Rio Grande do Sul, metalúrgicos paralisam atividades em ao menos 13 municípios. Na Grande Porto Alegre, trabalhadores bloquearam um trecho da BR-290 no início da manhã.
Em Porto Alegre, os metalúrgicos protestam contra a possibilidade de mudanças provocadas pelas reformas trabalhista e previdenciária, em um ato contra o governo de Michel Temer. Já os metroviários liberaram as catracas das duas estações como forma de protestar contra a privatização da Trensurb, o sistema de trens metropolitanos.
Em Curitiba, trabalhadores da Renault em protesto. Na capital paranaense, os protestos acontecem nas principais indústrias desde as 6h da manhã, com participação efetiva de mais de 30 mil trabalhadores da capital e região metropolitana. Em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, trabalhadores das principais montadoras - Renault, Volkswagen, Volvo, Audi, Bosch - protestaram contra as reformas trabalhista e da previdência.
Em Catalão, interior de Goiás, trabalhadores ocupam a BR-050.
Confira as fotos da mobilização:






26 de set de 2016

Privatização da Petrobras: Nova Transportadora Sudeste (NTS) é vendida à empresa canadense


A Petrobras anunciou, por meio de nota, nesta sexta-feira (23), a venda de 90% da unidade de gasodutos Nova Transportadora Sudeste (NTS) da estatal. A liquidação dessa unidade custou aproximadamente 5,2 bilhões de dólares. A Petrobras é hoje presidida por Pedro Parente, indicado pelo presidente sem voto Michel Temer e ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, o mesmo que tempos atrás iniciou uma cruzada para privatizar a estatal.
Com a negociação, a Brookfield vai deter uma participação de controladora no consórcio, que também inclui os fundos CIC Capital Corp, da China, e GIC Private, de Cingapura, que são clientes da Brookfield Asset Management, e o fundo de pensões de British Columbia, no Canadá.
A estatal brasileira, como dona de apenas 10% da NTS, pedr seus direitos de governança e seguirá a cartilha da estrageira que agora é dona da unidade e poderá fazer o que quiser com os recursos energéticos retirados do Brasil.
CTB em defesa da Petrobras
Ao criticar o desmonte da Petrobras com a entrega, sem cerimônia, de nossas riquezas,  o secretário de Relações Internacionais, Divanilton Pereira, que é da base do  Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Destilação e Refinação de Petróleo do Estado do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO-RN), explicou que esse negócio de vender ativos para pagar dívida, além do seu mérito entreguista, é circunstancialmente inoportuna em função da enorme oferta no mercado mundial, desvalorizando assim, todos os ativos".
Segundo o dirigente, "a estatal, que está sendo apequenada pela gestão que tomou de assalto o governo brasileiro, possui lastro o suficientes para alongar suas dívidas - prova disso foi  a exitosas e rápida captação internacional realizada há pouco tempo - e com isso , buscar parcerias estratégicas que preservem os interesses nacionais. Só um Governo antipatriótico e golpista como este, patrocina tamanha façanha, aliás, inédita no mundo".
Portal CTB - Joanne Mota, com informações da Reuters

Sociedade se levanta contra a reforma do ensino médio e governo Temer recua mais uma vez



Pegou muito mal a medida provisória 746, com proposta de reformulação do ensino médio. Com a reação popular, o governo golpista se viu forçado a recuar. Principalmente por causa do retrocesso da MP. E a intenção de enxugar o currículo e de tornar as matérias de artes, educação física, sociologia e filosofia como facultativas.
O Ministério da Educação (MEC) disse que cometeu um erro e essas matérias continuarão sendo obrigatórias, mas quem acredita?. O ministro Mendonça Filho diz que no último ano é que os estudantes terão que escolher entre exatas e humanas.
Mesmo com o recuo do MEC, a presidenta do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG), Valéria Morato, acredita que essa reforma atende aos interesses do grande capital, em detrimento da educação pública. "Volta a ideia do Estado Novo, para formar as pessoas para o mercado de trabalho sem pensar no entendimento de Nação”, diz.
Para Morato, essa “é uma investida da Escola Sem Partido que quer impor uma linha única de pensamento." Ela também ataca a proposta de privilegiar o ensino de inglês e excluir o espanhol. “Não querem que dialoguemos com os povos da América Latina".
Por que impedir de pensar?
O vocalista do grupo Detonautas, Tico Santa Cruz, postou em sua página do Facebook um texto detonando a MP golpista. “Qual o objetivo por trás da retirada de artes, sociologia, filosofia do currículo das escolas no ensino médio?”, questiona.

E responde que  o objetivo é simples. “Tirar o senso crítico e a capacidade dos alunos de pensar a sociedade, a própria educação, a política e a cidadania”. De acordo com Cruz, as “artes estimulam a imaginação, a sociologia ensina os jovens a pensar e a filosofia apresenta ao aluno e à aluna os mais diversos tipos do pensamento humano”.
Já a cantora e compositora Leci Brandão, deputada estadual pelo PCdoB-SP, não tem dúvidas do caráter desse desgoverno. "Seria muita inocência da nossa parte esperar que um governo não eleito, fruto de um golpe na democracia, mantivesse uma postura democrática tendo a caneta nas mãos”.
Para ela, “é um desrespeito, um absurdo, passar por cima de tudo o que foi construído até agora com a participação de alunos, profissionais da educação, entidades e movimentos sociais”.
“Esse projeto traz riscos à educação porque fragmenta o ensino, apresenta a possibilidade de condicionar a educação apenas de forma técnica, a partir dos cursos profissionalizantes. Esse processo acarretaria numa formação massiva de mão-de-obra barata”, pontua Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).
Fontes do meio esportivo afirmam que os atletas estão proibidos de falar sobre questões políticas e que envolvam os programas sociais para atletas.
Mas a jornalista esportiva Lu Castro, especialista em futebol feminino, diz que se o ensino médio perder as aulas de educação física, “o desenvolvimento do esporte olímpico no país terá ainda mais dificuldades”. No caso do futebol feminino, por exemplo, “não será atrativo para as meninas e continuará não acontecendo”.
Educação para robôs
Tico Santa Cruz afirma que “não querem pensadores, querem reprodutores, robôs, que não questionarão nada. Conhecimento nunca é demais e o medo deles (golpistas) é que nós tenhamos conhecimento”.
O artista mata a xarada. “Mas para quem pode pagar estas matérias estarão no currículo, ou seja, quem vai continuar pensando a sociedade”? Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação aprofunda um pouco mais a questão à repórter Laís Gouveia do Portal Vermelho.
"A MP é totalmente dissonante das discussões atuais sobre o ensino médio. Discorda dos debates da Conferência Nacional de Educação e das melhores pesquisas sobre essa etapa feitas aqui e no mundo, que dizem basicamente que uma reforma do ensino médio feita sem envolver alunos e professores tem enormes chances de dar errado", reforça.
Cara chama atenção para a questão do financiamento. Segundo ele, a proposta "liberaliza demais a distribuição de recursos para a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio Integral. A transferência de recursos financeiros prevista para esse fim será efetivada automaticamente pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), dispensada a celebração de convênio, acordo, contrato ou instrumento congênere, mediante depósitos em conta corrente específica. Segundo, o texto legaliza parcerias público-privadas".
Assine aqui uma petição do site Avaaz contra a reforma autoritária e esdrúxula do ensino médio.
Resistência
Para o enfrentamento ao projeto do governo golpista, foi criado o Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio, composto por dez entidades ligadas à educação. O novo movimento defende que o ensino médio seja compreendido como educação básica.
Portanto, “deve ser comum e de direito a todos e todas”. Assim, o ensino médio não pode ficar circunscrito “em migalhas que configuram uma ameaça à educação básica pública e de qualidade para os filhos e filhas da classe trabalhadora”, diz em seu texto de apresentação.
Valéria Morato ressalta ainda uma preocupação sobre os impactos da MP nos profissionais da educação. "Sem a exigência do diploma, os professores dessas disciplinas vão ter no mínimo metade do mercado de trabalho cortado".
Mesma preocupação de Xavier Filho, diretor Jurídico do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica. Ela argumenta que “aumentar a carga horária dos professores, muitas vezes forçados a trabalhar em até três escolas para complementar o salário, prejudicará os ganhos desses profissionais”.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) divulgou nota repudiando a MP anti-educação pública. “Acima de tudo, nós, estudantes secundaristas brasileiros, queremos participar e opinar sobre essa nova escola e a reforma do ensino médio (...) Convocamos a todos os setores e movimentos da educação, cultura e esporte a se somarem na luta contra mais esse gesto autoritário de um governo ilegítimo que ameaça o futuro da nossa juventude com um ato agressivo contra a educação brasileira”.
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Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com colaboração de Mariana Arêas, de Belo Horizonte

22 de set de 2016

Encontro de categorias marca paralisação geral em BH


                                                                 Foto: Isis Medeiros

Os protestos dos(as) trabalhadores(as) começaram cedo em Minas Gerais e seguiram pipocando em diversos locais de Belo Horizonte nesta quinta-feira(22), Dia Nacional de Paralisação.   Milhares de trabalhadores  se uniram em passeata contra a retirada de direitos e pararam o centro da capital mineira. Antes do encontro na Praça Sete, coração da cidade, as diferentes categorias de trabalhadores(as) públicos e privados fizeram atos em locais diferentes. A CTB, em conjunto com todas as centrais, federações, sindicatos, movimentos sociais e estudantis ecoaram o grito de Fora Temer e denunciaram os diversos retrocessos que o governo golpista anuncia para o povo brasileiro. 

As mobilizações iniciaram às 5 horas da manhã com protesto dos metalúrgicos. Organizados pelas três federações, FeMetal, FEM/CUT e FitMetal, a categoria fechou por mais de uma hora a pista do anel rodoviário, Belo Horizonte. Logo após, parada na entrada do turno dos trabalhadores da Stola do Brasil , empresa metalúrgica e fornecedora da Fiat Automóveis. 

Em seguida, a concentração dos eletricitários aconteceu em frente à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), na avenida Barbacena. As categorias se unificaram, petroleiros, metalúrgicos, trabalhadores dos Correios e eletricitários seguiram em caminhada até a praça Sete. Por volta das 11horas, se juntaram mais uma vez  aos servidores públicos e professores da rede pública e marcharam em passeata até a Assembleia Legislativa (ALMG).



Durante todos os atos, os(as) trabalhadores(as) protestaram contra a reforma da previdência, o corte dos direitos trabalhistas e o desmonte dos serviços públicos. 

Uma audiência pública na ALMG sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16 encerrou o dia de paralisações. A chamada PEC do desmonte foi duramente criticada durante a audiência. A PEC 241/16 faz parte do pacote golpista que tramita no Congresso e pretende congelar os gastos públicos nos próximos 20 anos.    

    








                                                                               Foto: ALMG


Luta por direitos mobiliza trabalhadores rurais do Vale do Rio Doce


Cerca de 59 Sindicatos de Trabalhadores Rurais da região do Vale do Rio Doce uniram-se, na tarde de ontem (19/09), em uma mobilização em defesa da manutenção dos direitos dos trabalhadores rurais na previdência social. Mais de três mil lideranças e trabalhadores participaram de uma caminhada histórica pelas principais ruas de Caratinga.

O objetivo da passeata foi chamar a atenção para a reforma da previdência social que, se concretizada, pode retirar os direitos conquistados pela categoria ao longo dos anos.

Hoje, pelas regras vigentes, homens que trabalham no campo podem se aposentar aos 60 anos de idade e mulheres, aos 55 – ambos com um salário mínimo, mesmo tendo cumprido apenas atividade rural. Com as possíveis alterações, seriam postas iguais a idade de aposentadoria entre urbanos e rurais. Assim, os homens e as mulheres do campo passariam a se aposentar com 65 anos de idade.

O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, ressalta que a iniciativa serve para manifestar a disposição de lutar contra a reforma da previdência e contra a precarização dos direitos – de ativos e aposentados. “Não acreditamos que a Previdência esteja deficitária. Muito pelo contrário, há superávit. Trabalhadores do campo e da cidade precisam estar unidos para evitar o retrocesso de direitos garantidos constitucionalmente” afirmou.


O servidor público de Governador Valadares e diretor José Carlos Maia da CTB também presente no ato afirma: "A unidade dos trabalhadores do campo e da cidade é fundamental neste momento, daí o apoio integral da CTB a esta manifestação".  Manifestações como esta vem acontecendo em todo o estado. “A intenção é mostrar para o governo que os trabalhadores e trabalhadoras rurais estão unidos e organizados na luta para manter seus direitos”, afirma Juliana de Souza Matias, diretora da Fetaemg Polo do Vale do Rio Doce e Diretora Juventude da CTB Minas.                         


15 de set de 2016

Trabalhadores(as) marcam mais protestos para o dia 22: Em BH, centrais sindicais convocam para Praça Sete às 14 horas






Todas as medidas apresentada pelo presidente não-eleito Michel Temer penalizam os(as) trabalhadores(as) brasileiros.Com o desmonte dos serviços públicos que são anunciados pelo governo ilegítimo, fica cada vez mais evidente que o golpe é contra a classe trabalhadora. No início do mês, o não-governo  de Temer deixou escapar que um dos pontos da reforma trabalhista que pretende apresentar é aumentar a jornada de trabalho para 12 horas diárias. A ideia é fazer o trabalhador(a) pagar a conta da crise e garantir o lucro dos patrões. O pacote de maldades contra a  classe trabalhadora não para nisso e virá com toda força após as eleições municipais.   

Não existe alternativa para a classe trabalhadora do Brasil ao não ser ir às ruas e reverter esse retrocesso incalculável desse governo que não foi eleito pelo povo. É neste sentido que em uma atitude histórica, as centrais sindicais do país se unificaram para gritar em uma só voz: Fora Temer! Nenhum direito a menos!

22 DE SETEMBRO - PRAÇA SETE - 14 HORAS


Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Vale do Rio Doce




A FETAEMG POLO VALE DO RIO DOCE convida a todos para o ENCONTRO DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DO VALE DO RIO DOCE, que acontecerá no dia 19 de setembro de 2016 ,às 14:00 h , na Praça da Estação, em Caratinga/MG. 

O objetivo é reunir os Trabalhadores e Trabalhadoras para um momento de diálogo e reflexão acerca dos direitos, principalmente os Previdenciários, e sobre a importância da organização para a manutenção da vida no campo, exigindo das autoridades políticas o posicionamento contrário a qualquer projeto de lei prejudicial aos Direitos dos Segurados Especiais.

9 de set de 2016

Vai ter jornada diária de 12 horas e acordo valerá mais que lei, diz ministro do Trabalho




A reforma trabalhista do governo ilegítimo de Michel Temer vai formalizar a jornada de trabalho de até 12 horas diárias, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, nesta quinta-feira (8).
Segundo ele, o objetivo é dar mais segurança jurídica a contratos de trabalho que não atendem os padrões firmados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
Citou como exemplo contratos de trabalho de profissionais da saúde e de vigilantes, que atuam por 12 horas seguidas para 36 horas de folga e que são muitas vezes questionados pela Justiça, que não reconhece uma jornada superior a oito horas diárias. 
Nogueira falou sobre a reforma com sindicalistas da Executiva Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), durante seminário em Brasília.
No cerne das mudanças previstas no projeto está a instituição do negociado sobre o legislado, ou seja, as decisões tomadas nos acordos entre trabalhadores e patrões serão soberanas e prevalecerão sobre o que prevê a legislação. 
Para os dirigentes sindicais, esta medida pode acabar com a CLT, tornando todas as suas garantias flexíveis mediante negociação - o que historicamente favorece os empregadores e prejudica os empregados, especialmente em períodos de crise econômica e desemprego.
Segundo o ministro, este tipo de contrato de 12 horas vai permitir ao trabalhador ter vários contratos e receber FGTS, férias e 13º salário proporcionais. Ele ponderou, no entanto, que seguirá vigorando o teto de 48 horas semanais (44 horas + 4 horas extras), que não poderá ser desrespeitado.
Um outro ponto da reforma cria o contrato em que o trabalhador ganha por produtividade. Como exemplo, o ministro citou o médico que passará a ser remunerado por procedimento realizado. 
A proposta é muito criticada por setores médicos que acreditam que a remuneração por procedimento feito incentiva a prescrição de exames mais caros sem necessidade.
Indagado sobre como estas medidas impactariam os direitos e garantias trabalhistas previstos na CLT, ele afirmou que a mudança não mexerá nos direitos: "Não há nenhuma hipótese de mexer no FGTS, no 13º salário, de fatiar as férias". 
No entanto, com a flexibilização de jornada e com acordos prevalecendo sobre a lei, conforme previsto nos novos contratos, a consequência provável é que o empregador opte por um modelo menos custoso e que lhe amenize os encargos trabalhistas, vulnerabilizando ainda mais a posição do trabalhador e da trabalhadora.
"O povo está sentindo o drama da crise, do desemprego e de toda a agenda regressiva que vem chegando com Michel Temer, que pretende acabar com a previdência social e impor o negociado sobre o legislado. É hora de ir para as ruas e exigir o Fora Temer", diz o presidente da CTB, Adilson Araújo, durante a manifestação convocada pelos movimentos sociais em São Paulo, nesta quinta-feira (8).
 Portal CTB, com agências

Cresce movimento #ForaTemer e BH tem o maior Grito dos Excluídos da história




O feriado de sol na capital mineira foi revertido em dia de grito contra o golpe. Cerca de 30 mil pessoas marcharam no centro da cidade da última quarta-feira (7) em protesto ao governo golpista. O 22o Grito dos Excluídos, tradicionalmente um contraponto aos desfiles do Dia da Independência, foi o maior construído em Belo Horizonte. A manifestação se concentrou na praça Raul Soares e deu o tom da diversidade de vozes que se uniram para gritar Fora Temer. 

A marcha, acompanhada por pessoas de todas as idades, comunidades LGBT, movimento negro, trabalhadores e trabalhadoras, militantes sindicais e sociais, seguiu a Avenida Amazonas. Com muito batuque e palavras de ordem contra o governo golpistas, os manifestantes demarcaram um clima de resistência que tende a crescer. Um novo protesto já vem sendo discutido pelas centrais sindicais que unificaram as bandeiras contra a retirada de direitos e devem sair às ruas no próximo dia 22. 

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) esteve presente no Grito dos Excluídos e chamou a atenção para intenso ataque aos direitos trabalhistas orquestrado pelo governo golpista. 

Intervenções artísticas também foram feitas para ilustrar as diversas lutas que simbolizam o grito dos excluídos. Ainda na concentração, o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) protagonizou uma cena com lamas espalhadas nos corpos para relembrar o crime socioambiental que ocorreu em Mariana no ano passado. Durante a passeata, outra manifestação artística condenou a manipulação exercidas pelos meios de comunicação na sociedade brasileira. “Marionetes”  dos grandes meios de comunicação, as pessoas iam sendo “libertadas” com o dialogo proposto pelos veículos da comunicação alternativa. 





O ato passou pela Praça Sete e seguiu até a Praça da Estação, quando houve a dispersão dos manifestantes.



6 de set de 2016

Grito dos excluídos, amanhã (7 de setembro) vai ser #ForaTemer

Participe, em BH, ato terá concentração na Praça Raul Soares, às 9 horas.


Maioria dos brasileiros é a favor de "Diretas Já" para presidente, aponta pesquisa



Uma consulta pública do Senado federal revela que a maioria da população é a favor de novas eleições para presidência da República. A proposta de eleições diretas é defendida por diversos movimentos sociais e sindicais e é tema de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 20/2016), de autoria do senador Walter Pinheiro (BA- sem partido).
Pelos votos apurados até esta segunda-feira (5), mais de 90% dos participantes são favoráveis a novas eleições presidenciais antes de 2018 (171.548 votos favoráveis e 13.405 contrários à antecipação de eleições).
A consulta está aberta à população no site do Senado Federal. De acordo com a PEC, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será o responsável pela convocação e regulamentação do plebiscito, ao qual o eleitor deverá responder “sim” ou “não” à seguinte pergunta: Devem ser realizadas, de imediato, novas eleições para os cargos de presidente e vice-presidente da República?
Para participar, clique aqui.

Se o número de votos em favor da realização de novas eleições imediatas for igual ou superior à maioria dos votos válidos, o TSE convocará o novo sufrágio para 30 dias após a proclamação do resultado do plebiscito. Pelo texto, o mandato dos eleitos finaliza em 31 de dezembro de 2018.
A iniciativa do plebiscito segue a mesma linha de proposições elaboradas por um grupo de senadores que, recentemente, apresentou outra proposta, a PEC 20/2016, que prevê novas eleições presidenciais em outubro deste ano. Em consulta no portal do Senado, mais de 80% manifestaram apoio à proposta – 55 mil pessoas já participaram da consulta: 46.552 favoráveis e 9.216 contrários.
"A consulta no portal funciona como uma espécie de escuta. Pode servir para o Senado se sintonizar com a vontade da população de mudar os rumos da administração. A opinião dos cidadãos pode servir como uma pressão popular, já que muitos senadores disseram que iam esperar a opinião das pessoas para se posicionar", disse Walter Pinheiro.
Portal CTB com agência Senado 

Lista de presença do G20 omite nome e cargo de Michel Temer


Nem o G20 reconheceu o cargo de presidente usurpado por Michel Temer com a consolidação do golpe na última semana. Em sua primeira participação no encontro do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo todos os anos., o presidente não-eleito foi o único líder que não teve o nome citado na lista de presença da reunião. Em vez de apresentar o nome de Michel Temer, a lista elencou "líder brasileiro". Neste ano, o evento aconteceu em Hangzhou, capital da província de Zhejiang, na China. Iniciada neste domingo (4), a reunião terminou nesta segunda-feira (5).




Leia na íntegra a nota de apresentação dos líderes em português:
O 11º Encontro do G20 será sediado em Hangzhou, Zhejiang, em 4 e 5 de setembro. Os seguintes líderes dos países-membros do G20 irão comparecer ao encontro a convite do presidente Xi Jinping:
- Presidente Mauricio Macri, da Argentina; líder brazileiro; presidente François Hollande, da França; presidente Joko Widodo, da Indonésia; presidente Park Geun-hye, da ROK; presidente Enrique Pena Nieto, do México; presidente Vladimir Putin, da Rússia; presidente Jacob Zuma, da África do Sul; presidente Recep Tayyip Erdogan, da Turquia; presidente Barack Obama, dos EUA; primeiro-ministro Malcolm Turnbull, da Austrália; primeiro-ministro Justin Trudeau, do Canadá; chanceler Angela Merkel, da Alemanha; primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia; primeiro-ministro Matteo Renzi, da Itália; primeiro-ministro Shinzo Abe, do Japão; primeira-ministra Theresa May, do Reino Unido; presidente Donald Tusk, do Conselho Europeu; presidente Jean-Claud Juncker, da Comissão Europeia; vice-primeiro-ministro da Arábia Saudita, príncipe Muhammad bin Salman Al Saud da Arábia Saudita; presidente Idriss Deby, de Chade; presidente Abdel Fatah al-Sesi, do Egito; presidente Nursultan Nazarbayev, do Casaquistão; presidente Bounnhang Vorachith, de Laos; presidente Macky Sall, de Senegal; primeiro-ministro Lee Hsien Loong, de Cingapura; primeiro-ministro Mariano Rajoy, da Espanha; primeiro-ministro Prayut Chan-ocha, da Tailândia; secretário-geral da ONU Ban Ki-moon; presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim; diretora do FMI, Christine Lagarde; diretor-geral do WTO, Roberto Azevedo; diretor-geral Guy Ryder, da Organização Internacional do Trabalho; presidente Mark Carney, do Financial Stability Board; a secretária-geral Angel Gurria, da OECD, etc..
Portal CTB - Com informações das agências