20 de jun de 2017

Comissão do Senado rejeita extinção dos direitos trabalhistas. Relatório de Paim é aprovado.




A reunião da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado acabou de rejeitar, por 10 votos contra e 9 votos à favor, o relatório apresentado pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) que avaliza a proposta aprovada na Câmara, que trata da exclusão da legislação protetiva aos trabalhadores e trabalhadoras, na chamada reforma trabalhista (PLC 38/2017).

A CAS rejeitou a proposta apresentada pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), cujo relatório, abriu mão do papel de legislador do Senado, não apresentando qualquer alteração ao texto, não acolhendo nenhuma das mais de 240 propostas de emendas apresentadas pelos senadores, inclusive da base do governo. O senador se limitou a “sugerir” eventuais vetos à Presidência da República.

A Comissão aprovou o relatório alternativo (voto em separado) do senador gaúcho Paulo Paim (PT), que apresenta como proposta principal a rejeição completa da reforma proposta por Temer.

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, a rejeição é consequência da luta que vai tomando as ruas de todo o Brasil. Para a CTB "a luta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas e contra as reformas da Previdência e Trabalhista entra em um fase crucial. A unidade da classe trabalhadora é fundamental para a luta e fazer, mais uma vez, uma grande GREVE GERAL. Somente a luta será capaz de sepultar, de uma vez por todas, o ilegítimo governo Temer e barrar a agenda regressiva que ele representa. Vamos à luta!".
Oposição diz que relatório governista só serve aos empresários
A senadora do PSB baiano, Lídice da Mata, que foi uma das parlamentares que apresentou relatório alternativo (voto em separado) classificou a proposta de Temer como um “estatuto da destruição da legislação trabalhista, elaborado com requintes de crueldade e perversão”.
Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) também apresentou voto em separado. Ela voltou a registrar que a reforma proposta só serve ao setor empresarial atrasado, que quer obter lucros absurdos, negando direitos trabalhistas a quem é responsável pela produção do país. A senadora também lembrou que as declarações dos setores financistas, como a do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que defendem o avanço das reformas, desconsiderando a crise política e econômica que vitima a classe trabalhadora, demonstram a quem servem as reformas. “Não é aos trabalhadores e trabalhadoras”, afirma a senadora.
Base do governo Temer, rachada, diverge da proposta
A senadora peemedebista Kátia Abreu (TO) defendeu a manutenção da legislação vigente que protege a classe trabalhadora e criticou duramente a proposta de trabalho intermitente, que fere acordos que o Brasil assinou junto a Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Se o Brasil não respeita os acordos internacionais, que se retire da OIT”.

Kátia Abreu também criticou veementemente a postura autoritária da presidenta da CAS, senadora Marta Suplicy, que além de impedir a entrada de dirigentes sindicais para acompanhar a sessão da CAS, tentou “tratorar” os senadores em seu direito de falas. “Eu sei que a senhora, senadora Marta, está incomodada com essa votação. Mas, nós não temos culpa do lado que a senhora escolheu. Respeite-nos, senadora Marta”, disse Kátia.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), mais uma vez destoou do governo Temer e se manifestou contrário ao PLC 38/2017. Renan afirma que a proposta vai aumentar ainda mais a precarização do trabalho, aumentando ainda mais o número de trabalhadores em situação de trabalho desregulamentado. Disse que o “mercado” não pode ser o conselheiro de uma reforma trabalhista, sem equilíbrio entre o que pensa o empregado e o empregador. Na opinião de Calheiros, somente o empregador será favorecido com a reforma trabalhista.

A orientação de voto dos senadores do PMDB na CAS foi contra a proposta governista, mostrando que Temer não se sustenta nem em sua base partidária.
Reforma Trabalhista segue para CCJ
O relatório alternativo do Senador Paulo Paim, aprovado na CAS, segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Pela previsão a passagem pelas comissões deverá ser encerrado no próximo dia 28. Depois disso, a proposta de Reforma Trabalhista segue para análise no Plenário. Segundo Romero Jucá, líder de Temer no Senado, o governo pretende aprovar a retirada dos direitos trabalhistas até o início de julho.

No dia 30 de junho, centrais sindicais e movimentos sociais estão convocando a maior GREVE GERAL da história brasileira, para demonstrar que a classe trabalhadora está disposta a lutar e resistir contra o fim das leis de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

"É um resultado consequente para o processo de luta e resistência contra as reformas. Uma vitória que reforça o processo de mobilização rumo à greve geral, já que põe mais lenha na resistência do movimento sindicial e dos movimentos sociais que estão trabalhando para parar o país mais uma vez", afirmou o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB
Foto: Givaldo Vieira

19 de jun de 2017

Em ato em BH, 40 mil estudantes pedem Diretas Já; assista a mensagem do presidente da CTB

40 mil pessoas lotaram o Centro de Belo Horizonte na última sexta-feira (16) para pedir Diretas Já e Fora Temer. O ato, organizado pela União Nacional dos Estudantes e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, uniu juventude, artistas e trabalhadores a favor da Educação, e concluiu com apresentações de vários artistas.
A manifestação aproveitou a realização do 55º Congresso da UNE (Conune) na cidade, que agregou diversos movimentos estudantis e sindicais, entre eles a CTB. Depois de fazerem passeata pelo centro da capital mineira, os manifestantes se concentraram no centro para um ato cultural.
O presidente da CTB, Adilson Araújo, estava presente no evento, junto com uma delegação da central. Ele afirmou a importância central do movimento estudantil dentro da resistência contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária, e gravou uma homenagem aos participantes (que você assiste logo abaixo):


Na conclusão do 55º Conune, a entidade publicou uma resolução de conjuntura reafirmando o Fora Temer e Diretas Já. O documento foi aprovado na plenária final do encontro. Durante o evento, representando a CTB, o secretário da Juventude Trabalhadora da Central, Vítor Espinoza, levou a mensagem de solidariedade aos estudantes brasileiros, e criticou duramente a reforma do ensino médio e a pretensão de privatizar as universidades públicas.

Portal CTB

Marianna Dias: "A UNE é uma grande prova de amor ao Brasil"




A nova presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) é Marianna Dias, estudante de Pedagogia da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), e foi eleita com 79% dos votos dos delegados do 55o Congresso da UNE, encerrado neste domingo (18), em Belo Horizonte. Para ela, os estudantes estão chamados a cumprir mais uma vez um papel histórico de lutar em defesa da democracia.


A estudante Marianna Dias, apesar de muito jovem, já tem uma larga experiência no movimento estudantil. Integrou o diretório acadêmico de Pedagogia da Uneb, presidiu a União dos Estudantes da Bahia (UEB) e era diretora de Relações Internacionais da UNE. Marianna integra a União da Juventude Socialista (UJS), organização juvenil que encabeçou o movimento Vem Quem Tem Coragem que uniu diversas correntes do movimento estudantil para participar do 55o Conune.

Ao assumir a presidência da histórica entidade dos universitários brasileiros, Marianna considera que a UNE tem três grandes desafios no campo político. O primeiro é fazer com que as pessoas acreditem na política. Para ela “quando as pessoas deixam de acreditar que a política pode transformar a vida delas, a gente tem mais dificuldade de estabelecer mudanças no Brasil”. A líder estudantil considera que a política não pode ser vista como sinônimo de sujeira, de corrupção, de coisa ruim. Para ela é essencial disputar a consciência dos jovens, dos estudantes, no próximo período.
Outro desafio, segundo a nova presidenta da UNE, é fazer muita mobilização e colocar muito estudante na rua. O objetivo é “barrar os retrocessos, o avanço desse projeto que não foi aprovado pelas urnas no Brasil”, afirmou. O terceiro desafio é contribuir para que a democracia seja restabelecida no Brasil através do voto. Segundo Marianna, “a UNE tem feito uma campanha muito grande pelas Diretas Já, mas a próxima gestão terá ainda mais responsabilidade de falar sobre isso”.


Prova de amor

Marianna Dias considera que a UNE tem um grande papel junto à juventude brasileira. Para ela a entidade “faz os estudantes acreditarem na política, faz os estudantes acreditarem que a educação é transformadora e luta para que os estudantes tenham acesso ao ensino superior no Brasil”. Até mesmo em termos de perspectiva de vida, a UNE dá esperança para que os estudantes. “A UNE é uma grande prova de amor ao Brasil”, afirmou.
Sobre a importância do 55o Conune, Marianna afirma que o evento contribuiu para comemorar em alto estilo os 80 anos da UNE porque os estudantes voltam paras suas universidades animados e com coragem para transformar o Brasil. Ela considera que “fazer parte da luta política é tudo que o Brasil precisa e esta geração de jovens que confia na UNE, que constroi a UNE sairá do congresso para construir uma grande greve geral e reconstruir a democracia no Brasil”.
Unidade em defesa do Brasil
Ao ser apresentada aos participantes do congresso como candidata a presidenta, Marianna discursou para os milhares de estudantes reunidos no ginásio Mineirinho. Ela destacou a trajetória da UNE ao completar 80 anos de fundação em seu maior congresso. Lembrou que a entidade surgiu em 1937 para convocar os estudantes brasileiros para defender o Brasil de forma unitária. Destacou que a UNE nasceu clamando pela liberdade ao fazer parte da campanha contra o nazi-fascismo. Também ressaltou o protagonismo da entidade na campanha pelo Petróleo é Nosso para defender a soberania do Brasil. A mesma UNE lutou contra a ditadura militar, que levou diversos militantes, diversos estudantes brasileiros por conta da repressão, por conta da violência e do autoritarismo. “Lutamos e conquistamos a redemocratização do Brasil bravamente para que a liberdade, para que a soberania, para que os direitos do povo pudessem ser resguardados. Também não nos furtamos, na década de 1990, de lutar contra o neoliberalismo e a tentativa de retirar os direitos dos trabalhadores, contra as privatizações”, afirmou a dirigente estudantil.
Ainda se dirigindo aos estudantes de todo o Brasil, Marianna destacou “que o momento que o Brasil vive exige que as forças democráticas e populares se unifiquem”. Para ela, a história da UNE demonstra que era necessário conformar uma grande unidade de forças para dirigir as lutas da entidade. Destacou que o Brasil conseguiu construir um país melhor, em situação de quase pleno emprego, de democratização da universidade, como demonstrava a cara do congresso estudantil. Nordestina, citou a transposição do Rio São Francisco, que levou água para o Nordeste. “Eu sei e o meu povo do Nordeste sabe que a fome e a miséria, que a seca e a fome não podem ser a cara do Brasil”, afirmou.
Para Marianna, só com muita unidade será possível transformar o Brasil. “Tenho a convicção de que com a força de sete milhões de universitários do Brasil nós seremos vitoriosos. Porque Honestino Guimarães disse que nós voltaríamos e seríamos milhões. E nós estamos aqui e nós somos milhões! E nós vamos derrotar o presidente golpista da República e construir uma grande jornada de luta, uma grande greve geral”, afirmou sob forte emoção. Para ela, a vitória só será possível com a união de todo o conjunto do campo democrático e popular.
Ao encerrar seu discurso, a nova presidenta afirmou: “nós somos os estudantes e este congresso da UNE representa a esperança que o povo brasileiro pode ter numa juventude que não abandona o Brasil, que não abandona a luta política, que acredita que através da unidade nós construiremos futuro melhor. Viva a Frente Brasil Popular! A unidade é a bandeira da esperança e nós somos a esperança do Brasil. A UNE somos nós, nossa força, nossa voz”.
Portal Vermelho

14 de jun de 2017

Reunião das centrais sindicais em Minas lista agenda para "esquenta da greve geral"



Reunidos na sede da CTB-MG, as centrais sindicais e movimentos populares definiram uma agenda de lutas, chamada de esquenta para a Greve Geral, até o dia 30 de julho. A reunião realizada na manhã desta terça-feira (13/06) contou com a presença de:  Eduardo Sergio, José Alves/UGT, Ilva/ F.M. Popular, Gilberto (Giba) /CSP, Efraim/Sitraemg, Jota e Gelson/CTB, David/NCST, Jesus, Izabela/intersindical, Gilmar/CSB, Jairo/CUT, Douglas Santos/F.P.S. MEDO, Luiz Bittencourt/Sindrede.


Deliberações:

Participação nas agendas de luta.

14/06/17 reunião na sede da CUT às 14 horas, está reunião esta sendo chamado pela Frente Brasil Popular, convidou todas as centrais;

15/06/17 reunião na sede do Sind-Eletro às 18h30min, reunião chamada pela Frente Povo SEM medo, convidou todas as centrais;


16/06/17 concentração na Praça Afonso Arinos às 16 horas seguindo em caminhada por algumas ruas da capital rumo à praça da estação para o grande ato na praça da estação (ato cultural PELAS DIRETAS) às 19 horas, coordenação frentes: povo sem medo e frente Brasil popular;

20/06/17 panfletagem na praça sete a partir da 08h30min (Bancários, CUT);

20/06/17 ATO UNIFICADO DAS CENTRAIS na praça sete a partir das 16 horas/CARRO DE SOM DA CUT, Coordenação e organização para as falas das centrais, Isabela da inter sindical e Jairo da CUT;



30/06/17 GREVE GERAL

Próxima reunião das centrais dia 26/06/17 às 14 horas na sede da CTB Minas.

5 de jun de 2017

PLENARIA ESTADUAL FRENTE BRASIL POPULAR - MINAS



No próximo sábado (10), acontece, em Belo Horizonte, a Plenária Estadual da Frente Brasil Popular. Durante a plenária também vai acontecer o Lançamento Estadual - Plano Emergencial da Frente Brasil Popular 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            
🗓10 de Junho
🕘9 Hs
📌Rua Mucuri 271, Floresta (Sindieletro)

CTB convoca sua base para calendário de luta e GREVE GERAL dia 30 de junho





A CTB, junto com as demais centrais sindicais (CUT, UGT, Força Sindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, A Pública e CSB), convoca toda a sua base para calendário de luta e indica nova  GREVE GERAL para o próximo dia 30 de junho. Dentro do calendário de luta, as centrais convocaram para o dia 20 de junho Dia Nacional Mobilização rumo à GREVE GERAL."

"O momento exige resistência e luta contra as propostas de Temer que põe fim a direitos consagrados da Classe Trabalhadora e de toda a sociedade brasileira. Está claro que a sociedade está contra esse governo é só com luta iremos barrar os retrocesso capitaneados por Michel Temer", avaliou o presidente da CTB, Adilson Araújo, durante sua fala.

O dirigente destacou que a Central irá colocar força total na construção da greve e reiterou a convocação a toda a sua base. "As CTBs nos estados e as federações e confederações filiadas à CTB estão convocadas a organizar suas bases para a luta", ressaltou.

Delegação da CTB participa de 106ª Conferência Internacional do Trabalho




Uma delegação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa da 106ª Conferência Internacional do Trabalho, realizado anualmente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

As atividades, que reúnem membros de delegações tripartites com representantes dos governos e de trabalhadores e empregados, ocorre entre os dias 5 e 17 de junho em Genebra, na Suíça. 

A delegação da CTB está composta pelo secretário adjunto de Relações Internacionais, José Adilson Pereira; o assessor jurídico, Magnus Farkatt, as dirigentes Rogerlan Morais e Maria Clotilde Lemos Petta e pela assessora internacional Jeny Dauvergne.

Portal CTB

Centrais se reúnem para definir data de nova GREVE GERAL


A CTB junto com as demais centrais sindicais (CUT, UGT, Força Sindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical e CSB) reuniram-se na manhã desta segunda-feira (5), para construir a agenda de luta e a nova greve geral.
O encontro, que teve como pauta principal a definição da data nova GREVE GERAL, ocorreu na sede da Nova Central, em São Paulo.

Fonte: Portal da CTB

2 de jun de 2017

Trabalhadores do Hoje em Dia ocupam ‘predinho’ que teria sido vendido à JBS a pedido de Aécio Neves


                       Foto: Isis Medeiros
 
A CTB vem através desta prestar total solidariedade aos cerca de 150 trabalhadores demitidos do jornal Hoje Em Dia e aos seus sindicatos representativos que ocupam desde a manhã de hoje, 01 de junho, o prédio da antiga sede do jornal, situado à rua Padre Rolim, 652.
A ocupação visa chamar a atenção da sociedade ao drama vivido pelos trabalhadores demitidos e suas famílias, que desde seu desligamento não receberam sequer os dias trabalhados.
O “predinho”, como ficou conhecido o local, está envolvido em esquemas de corrupção e foi citado por Joesley Batista em sua delação como objeto de compra superfaturado visando favorecer o Senador afastado Aécio Neves.
Enquanto esquemas de compra superfaturada abastecem os cofres do ex-governador de Minas e seus associados, os trabalhadores sofrem com as dificuldades causadas pela demissão e o calote promovido por esses endinheirados que de um lado falam em combater a corrupção, mas por outro se enriquecem através de esquemas fraudulentos.

A CTB entende que o exemplo de luta destes trabalhadores deve servir como norte para todos aqueles que entendem a necessidade de resistir a esse poderoso ataque que hoje sofremos aos nossos direitos. E que a unidade é a principal ferramenta de que dispomos.

Até a vitória!!!!!

 

Direção Estadual da CTB Minas