16 de ago de 2017

Repúdio CTB-MG: Explosão na Gerdau mata dois operários e expõe irresponsabilidade na segurança dos trabalhadores



Dois trabalhadores morreram e outros dez ficaram feriados em explosão da usina da Gerdau, em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. A explosão ocorreu na manhã desta terça-feira (15/08). A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Minas Gerais (CTB-MG) demonstra sua fraterna solidariedade aos familiares das vítimas e manifesta o total repúdio a mais um crime que vitimiza pessoas em seus locais de trabalho. Em novembro do ano passado, três operários morreram na mesma usina. Segundo informações divulgadas pelo sindicato, com as mortes desta terça, foram 7 mortes na Gerdau Ouro Branco apenas nos últimos 12 meses.

Para a CTB-MG esses números expõem a grave situação de segurança e saúde do trabalhador na Gerdau. A empresa é uma das maiores companhias siderúrgicas do mundo, mas em nome do lucro coloca em risco a vida dos seus trabalhadores. “Acreditamos que não foi acidente, não foi ao acaso, porque quando morrem dois trabalhadores e a soma dos óbitos aumenta no local de trabalho demonstra que  não há segurança para se trabalhar. A Gerdau proporcionou um ambiente de risco de morte para seus trabalhadores e isso é muito grave”, repudia a presidenta da CTB-MG Valéria Morato.
   
Como resultado da ganância do lucro, da irresponsabilidade e da negligencia, vidas foram ceifadas mais uma vez. Denúncias de falta de manutenção e até os óbitos anteriores apontam que a explosão poderia ter sido evitada. A CTB-MG exige punição concreta aos responsáveis desse crime e o envolvimento do Ministério do Trabalho no caso.   

O assassinato da classe trabalhadora no Brasil tem que ser denunciado a exaustão. O nosso país é a quarta nação do mundo que mais registra acidentes durante atividades laborais, atrás apenas da China, Índia e Indonésia.

Núcleo de Aposentados da CTB se reúnem e discutem mobilizações contra a reforma da previdência




Hoje, na sede da CTB-Minas, o Núcleo de Aposentados da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras se reuniu para debater sobre a Reforma Previdenciária proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Diante dos ataques à Previdência Social, o NACTB deliberou as seguintes ações: 1)Convocar os sindicatos cetbistas para ações de mobilização dos(as) trabalhadores(as) contra a Reforma Previdenciária;  2) Propor moções de repúdio nas Câmaras Municipais, em todo o estado, para que vereadores (as) pressionem os(as) deputados (as) federais a votarem contra a Reforma.

Próxima reunião: 23/08, às 9h30, na sede da CTB-MINAS.




Entidades presentes:  Sinpro, Fetaemg, Saemg, Aseaprevis, Amabelcon.

Ato em Belo Horizonte conclama paz na Síria






A solidariedade e o pedido de paz na Síria ecoaram na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, na manhã desta terça (15), feriado na capital mineira. O Ato foi convocado pelo consulado da Síria e teve a presença de diversas entidades sociais e sindicais, como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela paz (Cebrapaz). Centenas de sírios refugiados, a comunidade árabe e lutadores pela paz chamaram atenção para os horrores da guerra que já dura seis anos. Balões brancos e vermelhos foram lançados ao céu  em uma programação exaltou a cultura síria.


A presidente da CTB-MG Valéria Morato acompanhou o ato e repudiou iniciativas de divisão dos povos e a cultura da guerra no mundo. Ela destaca também a importância do envolvimento mundial pelo fim da guerra.  “Só a união dos trabalhadores em escala mundial poderá encontrar o caminho para acabar com a barbárie imposta pelo capitalismo”, aponta Valéria.

A representante do Cebrapaz Antonieta Shirlene classificou o ato como bastante significativo. “Ataques imperialistas enfrentam a soberania dos países no mundo inteiro. Junto com Conselho Mundial da Paz, o Cebrapaz faz ações de mobilizações para chamar atenção da população para esses ataques imperialistas. O ato ontem convocado pelo cônsul sírio teve nosso pronto atendimento pela solidariedade ao povo sírio”, avalia Antonieta.


A guerra na Síria devasta o país. Mais de 400 mil pessoas já morreram, assassinadas por armas e bombas, um quarto delas mulheres e crianças.  Metade dos moradores se refugiaram em outros países, como o Brasil. 


14 de ago de 2017

Reforma política é a pauta da semana, em Brasília



Para que as mudanças no sistema eleitoral possam vigorar nas eleições de 2018, é necessário que sejam aprovadas na Câmara e no Senado até o dia 07 de outubro deste ano. Por isso, três comissões da Câmara, que analisarão a proposta, tem sessões agendadas para esta semana.
A Comissão especial, criada exclusivamente para tratar do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 77/2003 se reunirá nesta terça-feira (15) para concluir a votação dos três destaques que faltam nas propostas de mudanças do relatório do deputado Vicente Candido (PT-SP).
Na semana passada, os deputados aprovaram o chamado “distritão”, o financiamento público de campanhas eleitorais e o voto majoritário para eleger deputados federais e estaduais e vereadores em 2018 e 2020.
O “distritão” é uma forma de eleição que é utilizada em apenas quatro países do mundo (Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Pitcairn), onde o Parlamento é composto pelos candidatos mais votados, que enfraquece e desqualifica o papel dos partidos políticos. Com a disputa no formato individual, o poder econômico se fortalece ainda mais.
A proposta do relator mantinha o sistema proporcional, que além dos votos individuais, também considera a votação dos partidos para que, proporcionalmente, sejam determinados os eleitos ao Parlamento. A proposta inicial também apresentava o sistema distrital misto em 2022, com votos para os partidos em listas fechadas e votos majoritários em distritos menores que os atuais estados.
A Comissão especial também aprovou o fundo eleitoral de 0,5% do orçamento, o que significará um montante em torno de R$ 3,5 bilhões. O líder do bloco da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT/CE) disse que esse é um tema que precisa ser debatido pedagogicamente com a sociedade, pois o financiamento público de campanha permite fiscalização e transparência, que no sistema atual é encoberto pela corrupção e caixa 2.
Os destaques que serão analisados esta semana são os que avaliam a possibilidade de os candidatos comporem simultaneamente as listas preordenadas, a partir de 2022; a de o suplente de senador ser o candidato a deputado federal; e por fim a proibição das coligações partidárias nas eleições para o Legislativo (PEC 282/16).
De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

População é informada sobre o desmonte da previdência em evento da OAB-MG

                       

Quem passou ontem (10/08) pela Praça Sete em Belo Horizonte pode receber gratuitamente atendimento jurídico e esclarecer sobre os riscos na previdência, representado pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287 em tramitação no Congresso. A atividade, realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG), contou com a participação de representantes das entidades que compõem a Frente Mineira Popular em Defesa da Previdência. Uma cartilha com as informações sobre o desmonte da previdência proposto pelo governo golpista foi distribuída. A CTB-MG, a OAB e diversas entidades do movimento social e sindical assinam o documento. 

O projeto OAB na Praça faz parte das comemorações do Dia do Advogado. A estimativa é que pelo menos 500 pessoas foram atendidas pelos advogados e puderam conversar com as lideranças sociais e sindicais sobre o que representa as propostas de Temer para o povo brasileiro.




10 de ago de 2017

Dieese e centrais avaliam os retrocessos da reforma trabalhista



O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com as centrais sindicais, realizou nesta quarta-feira (9), no Sinpro Minas, o encontro da 14ª jornada nacional de debates sobre a reforma trabalhista.

Na mesa de abertura, participaram representantes das diversas centrais sindicais. Diante do quadro de precarização das relações de trabalho a avaliação de todos/as foi de que a reforma trabalhista representa um grande retrocesso. “Essa reforma retrocede a década de 20 e não há outro caminho do que a luta coletiva e a unidade da classe trabalhadora”, afirmou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas e presidenta eleita da CTB Minas.

Em sua exposição, Fernando Duarte, supervisor técnico do Dieese em Minas, contextualizou o tema alertando sobre o desmonte do papel social do Estado com a PEC do Teto (que limita investimentos sociais), Lei da Terceirização, reforma trabalhista e reforma da Previdência. “Há uma severa crise econômica e dificuldades nas negociações salariais com o desemprego em alta. Mesmo nesse quadro, os trabalhadores não poderão contar com a sustentação das leis trabalhistas”, afirmou.

Segundo Duarte, a reforma trabalhista e sindical veio para rebaixar direitos, uma vez que uma norma legal poderá ser negociada entre as partes. “Na hierarquia da reforma, o acordo entre patrões e empregados vai valer mais que a lei, com isso haverá muitas perdas de direitos”.

Ele também ressaltou a importância do movimento sindical que está com a sua sustentação e representação ameaçada com a reforma, pois está aberta a possibilidade de representação não-sindical dentro das empresas. “O sindicato tem uma atuação que, às vezes, os trabalhadores não percebem como a defesa e a negociação de direitos. É hora de enxergar além das propagandas dos meios de comunicação e fortalecer o sindicato”.

Fernando também falou sobre o equívoco dos empresários em ver a reforma apenas como uma maneira de reduzir custos. “Numa escola, por exemplo, o mercado consumidor interno vai cair e afetar a receita do negócio. É importante lembrar que a fonte de receita dos empresários vêm dos salários dos trabalhadores de todas as empresas”, analisa.


A gravação do evento foi divulgada na página do Sinpro Minas no Facebook:




Fonte: Sinpro-Minas

8 de ago de 2017

Mulheres saem às ruas para lembrar 11 anos da lei Maria da Penha





Nesta segunda-feira (07/08) a Lei Maria da Penha completou 11 anos e mulheres realizaram atos em todo Brasil para marcar a importância da data. As ações relembram os avanços e desafios para enfrentar a violência contra a mulher. Em Belo Horizonte, movimentos feministas ocuparam a Praça Sete e promoveram debate com a população. A CTB-MG esteve presente na atividade. Em Montes Claros, mulheres ctbistas participaram de panfletagem na tradicional feira do Major Prates.   



Os números da violência contra a mulher no Brasil ainda são alarmantes. O Instituo DataFolha, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgou um levantamento que mostra que a cada dois segundos uma mulher sofre violência. Pensando nisso, o Instituto Maria da Penha, lançou também nessa segunda uma campanha para chamar atenção para os crimes contra as mulheres. O projeto Relógios da Violência faz uma contagem minuto a minuto do número de mulheres que sofrem agressão física ou verbal no país.

Congresso UBM

 Como parte da organização do movimento feminista, terminou no último domingo (6) a décima edição do Congresso da União Brasileira das Mulheres (UBM). Com o mote em defesa da democracia e dos direitos das mulheres, o encontro também homenageou Gilse Cosenza, importante militante feminista que marcou as lutas no Brasil e em Minas Gerais que faleceu em maio deste ano. A delegação mineira contou com ctbistas para fortalecer os debates do Congresso.